domingo, 13 de abril de 2008


Falando um pouquinho da condição cabalistica na vida, ou a condenação daquele que resolve mexer com a mais pura sabedoria.

Espiritualidade não é brinquedo, mas qualquer criança saberá respeitar e mexer mais do que qualquer adulto, que está imbuido de resolver suas "miquinhas" diárias e não as suas fantasias mais profundas.


"É somente a condição simbólica, poética da existência que pode amassar, trabalhar com a terra preta-vermelha, terra basica, princípios primários. Um amassar o barro para transforma-la em uma peça. Dar um objetivo, uma forma para aquilo que é informe, caótico em sua forma original. Assim tambem é o mundo das nossas angustias. É acessar os potenciais internos, deixando-se banhar por imagens míticas, simbólicas, trazidas por Hades, Plutão (deus da morte), pela origem que trabalha na terra (Keter em Malchuth), explodindo na consciência, gerando tanta energia psíquica, que não sabemos o que fazer com tamanho "fogo", tamanha energia, que acaba por ser expressa pelos canais físicos. vejam as crianças de hoje, tão inquietas, tão especiais, banhadas pelos conteudos internos.

Esta energia pode gerar uma reação, através da consciência, de luta, explosão da libido, daquilo que foi escravizado. Passado, presente e futuro se confundem, no caos da dualidade, o feminino e masculino estão separados, e esta fragmentação representa a origem, a quebra da ordem. Tanta energia, mas ela se perda, deviso a separação das partes que existe em cada um de nós. O contato com este universo traz algo de novo, mas quando encontramos a unidade, o casamento. Estes conteúdos estão coroados com um não sentido, uma não identidade, um vazio interior. Desconcertados diante de tantos impulsos criativos, coração e mente não produzem nada e nos levam a uma situação esquizóide, um curto circuito, uma possibilidade de grande destruição. A Loucura está habitada naquele. Ao termos consciência desta transformação que não ocorre fora, mas dentro, pode-se direcionar esta tamanha energia (libido) para a "cura", para mudarmos os "códigos", o filme da vida, para mudar a historia e alcançar o estado de equilíbrio. Centrados, podemos construir algo novo, nos deixando sermos remetidos para nosso interior, e assim ver os nosso dual, as duas colunas de sustentação (coração e mente), antes que a ruptura ou o colapso mental ocorra. Joseph Campbel, retrata bem, quando diz, "que as almas partidas mergulham no mar noturno das suas realidades, do qual nada conhecem e acabam aterrorizadas por demônios (plutão), divindades de poder espiritual, que quando não reconhecidas se tornam demoníacas e perigosas" - é um conectar-se com a auto-destruição, com o que o homem esta fazendo ao deixar vir, sem controle ou consciência o pior de si, os impulsos mais primários.

É o deus da morte que recebe e emana estas energias, pois dele vem a vida quando matamos o que precisamos matar. Descemos aos mundos mais profundos para fazer o que há de mais dificil em nós - desapegos afetivos.

Precisamos aprender a abrir mão. E a morte é o remedio mais amargo de nossas vidas!"
mexer nos elementos simbolicos requer responsabilidade, pois acordamos impulsos internos, que não são vividos conscientemente, mas projetados. É preciso um caminho correto, passo a passo, delicado para despertar do sono atraves da luz cada parte nossa.
Shalom

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