ande, mas ande sem medo...até chegar em seu destino!

sábado, 17 de março de 2012

USE SEU GPS e ENCONTRE A SAIDA...



Os ciclos em nossas vidas não são lineares, mas se apresentam em espiral, num crescente que não percebemos – tempos se confundem, passado, presente e futuro são um só. Nada aconteceu, mas está acontecendo.
Nossa angustia está em correr como o relógio, só paramos por que a pilha acabou. Parar não faz parte de nossa natureza!

Mas vamos parar um pouco para estudar o mapa de nosso caminho.

Queremos chegar lá, e cada um de nós tem o seu lá!
Pare! E veja a sua posição atual, digite no seu GPS e veja onde e como chegar lá.

Em nosso frente temos um encontro inusitado de Páscoas – judaica e Cristã, que casadas em paz trazem uma forte energia e renovação. Mergulhe nisto, vá até lá, guie-se pelo GPS DIVINO, que nos leva para oportunidades constantes de mudanças. É só querer e se colocar a disposição.


A palavra CHAVE é liberdade, então? O que te prende? Te sufoca?
Te oprime?.....

Na próxima luz cheia estaremos iniciando esta conexão.
Um momento cheio de rituais, onde mente, coração e corpo devem estar dispostos ao movimento.
Estamos vivendo um momento de grandes mudanças espirituais, coisas em nós morrem, valores necessitam passar por mudanças, o que valia lá atrás, creiam…não valerá mais. È hora de aproveitar cada situação para encontrar a mudança.

No próximo ciclo lunar, em Áries iniciam os preparativos para Pessach (páscoa Judaica). Muito mais do que uma festa, ela é uma oportunidade de libertação da alma de suas escravaturas. É um momento único, em que nos concentramos para retirar o caos da humanidade, através da luz.

Pessach é uma porta de passagem, significa Saltar, Passagem, Expressar-se.
Com isto a Lua cheia de Áries enche nossas vidas de possibilidades alem da escuridão, cegueira e desordem.

Momento Cósmico

O momento final do signo de peixes nos mostra uma escuridão, necessária para que a revelação do período seguinte ocorra! Pessach é o canal para esta luz.
No mês de Áries, quando a energia masculina de atividade, energia reativa aparece podemos usa-la para a ação, fazer o que não conseguimos fazer normalmente, sair da ZONA DE CONFORTO. Aquilo que nos incomoda e não conseguimos abrir mão. Vínculos que se fazem e se prendem, amarras e cascas que não permitem o movimento. Esta é a hora de mudar o destino, a realidade.
É no auge da energia do mês - na LUA CHEIA – a meia noite que a tradição conta a historia de libertação do povo hebreu (Livro Êxodos). Momento critico de um ritual, que traz Simbolicamente esta libertação, a libertação das forças do mal, do anjo da morte…mas mais do que simbolismo para a Kabbalah, o SEDER DE PESSACH (como é chamado o ritual – Ordem da Páscoa) é uma ascensão na arvore da vida para sairmos do EGITO. A Torá é um livro de códigos e o Egito em questão não é um lugar, mas uma condição humana, onde ele significa Restrição, do mesmo modo que a Terra Prometida se refere a uma dimensão espiritual. Este Egito
expressa as necessidades do aqui agora, da rapidez da vida, da valorização das
coisas externas. É a busca do corpo, deixando de lado a essência.
A cada ano que passa devemos envergar nossa vida de forma, mais profunda, entendendo, que existem elementos profundos, arraigados no nosso ser, nos nossos hábitos e padrões que geram dor e sofrimento. A oportunidade que Pessach nos dá é de cirurgiar estas partes.

A saída da escravidão é o rompimento com as amarras e a nossa falta de identificação consigo mesmos, libertando-se do apego a identidade do outro. No espaço que deixamos dentro de nós o mal se abriga, tomando forma e trazendo impulsos e energias desagradáveis.

Signo de Áries (Nissan)

Nissan esta ligada a palavra Nis, que é milagre. Nitzan que é florescência/flor.
Quando uma flor se abre mostra sua cor, sua essência, sua identidade. Este é o maior Milagre!!! A libertação do povo hebreu da escravidão é o caminho para a identidade. Quem sou? quem somos? que essência que carregamos? É hora de buscar, dar um impulso.

Somos neste momento “mexidos”, há algo intenso dentro de nós na busca de sentido e significado, e assim, podemos romper com as amarras que criam a “idolatria”, a valorização da “casca”, do inanimado em prol da vida.
Este é o mês conhecido como o mês do sacrifício Pascal (Korban Pessach). Sacrificar um carneiro, que era idolatrado pelos Egípcios. Este simbolizava a fartura, logo neste mês somos abençoados com esta fartura (Florescência), pois libertamos a força que está contida na idolatria do carneiro e despertamos dentro de nós esta energia.
Segundo a kabbalah o cordeiro serve para Satã manter a fragmentação do universo.
* recomenda-se que neste mês nos alimentamos de carne de carneiro/ovelha, como forma simbólica de sacrifício.

Liberdade e Purificação

Mas para que esta liberdade seja completa, é necessário purificar e reconstruir cada pedaço do teu ser, da tua estrutura. E esta estrutura tem relação com a escada de Jacó, que é um esquema que nos indica passo a passo, como evoluir e aonde chegar, um caminho físico, psíquico e espiritual que nos leva a D´us, ao Éden e ao Si Mesmo.
Saímos da escravidão quando enxergamos que há outra realidade além desta, finita e irreal. A partir dai, alguns acontecimentos mudam nosso rumo, passamos pelo Mar Vermelho, que se abre, deixando ver o outro lado, e quando se fecha, não se pode mais voltar para trás, pois nos comprometemos com os novos planos.

A força para destruir aquilo que existe de mal, para se obter uma cura, não se dá por espontânea vontade da força Divina, mas por uma ação iniciada aqui em baixo, por nós mesmo, ação está, que não significa movimento de corpo, mas de consciência e vontade, o que nos traz uma fé em algo superior, como se passássemos a acreditar em uma luz interna de esperança e visão da
condição em que vivemos. É preciso ação para atrair a luz interna e externa.

quinta-feira, 15 de março de 2012

A HAMSA - a mão de D´us!





Muitas pessoas buscam amuletos e símbolos judaicos cabalísticos.
Um destes é a Chamsa ou Hamsa, a mão de D’us.

Ela representa a força da mão do Criador, os 5 dedos que transmitem as bênçãos, tanto para a proteção contra o mal olhado, quanto para a prosperidade.

Ela vem sendo usada deste a época dos fenícios. Entre os árabes é conhecida como a mão de Fátima, filha de Maomé.

árabe: خمسة, hamsah – literalmente “cinco”, referindo-se aos cinco dedos da mão.
Para os misticos da Cabalá esta mão traz simbolismos preciosos a respeito das energias divinas.
Mão em hebraico é Iad (yud, dalet) 10+4 =14, da mesma forma que escrevemos a palavra Yad (mao) escrevemos Yud (decima letra hebraica), e Dai (basta!). O Yud é uma letra divina de valor 10, representa o criador e suas duas maos, com seus 10 dedos. E este mesmo criador que dá, tambem diz Basta!

Ele para os movimentos da criação, nos ensina sobre limites. Por isto o Chamsa simboliza prosperidade (mão que dá) e proteção (a mão que diz basta!).

Os 5 dedos da Chamsa fala do espirito Divino, o sopro que chega nas narinas de Adam, representando as bençãos, a sabedoria ou a energia vital que tanto necessitamos. Quando chega em nossas vidas ascendemos a vibrações mais elevadas, acima do mal.

segunda-feira, 12 de março de 2012




Quero trazer um olhar simplificado dos caminhos que podemos encontrar nos estudos de Kabbalah.

Um caminho que nos traz MELHORAMENTO HUMANO, um estado permanente de busca de nos tornarmos pessoas mais felizes e melhores ( o que muitas vezes é entendido através de um olhar egoísta- o que é MELHOR PRA MIM!!??).

O outro caminho é do puro conhecimento e aprendizagem, desvendando os mistérios do universo e da vida, em seu desvendar vamos ganhando prazer, alimento para a alma, e sem notar vamos crescendo em nossa, mas aqui, também podemos cair nos perigos do Ego – a busca do poder, do conhecimento visando a manipulação da vida.

Independente do caminho que fizermos – quando o ego entra, nosso olhar fica restrito a si mesmos, sem evoluir, sem se entregar, negamos o próprio conhecimento espiritual e suas leis básicas!

Precisamos Melhor e melhorar significa TRANSFORMAÇÃO, e isto compromete todos os nossos apegos, sistemas de segurança, padrões envelhecidos que moram ao nosso lado.
Conhecimento que nos ilumina, que sem percebermos vai abrindo nossos caminhos, limpando as cascas que nos atrapalham, conhecimento que atrai a luz, os anjos, as proteções, a mente e o coração que ganham um novo foco, a quietude que buscamos para ouvir D´us (SHEMA ISRAEL!). Conhecimento que nos coloca em outra posição diante da vida, onde não somos mais vitimas, não somos mais um som de queixa constante, mas emanadores de alegria e felicidade. O prazer em viver! E enfrentar seus desafios de forma altiva!

Força a cada um de nós. Que a luz traga as bênçãos que você, seu visinho, seus familiares e toda a humanidade precisa...AMEN

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DESPERTA SHECHINÁ!




Há muitos de nós que no seu drama diário busca a espiritualidade na fuga da terra devoradora, a mãe que engole seus filhos, provocando a morte do EU, da identidade liberta do útero e que está aqui para VIR A SER.

Mas como libertar-se de uma mãe-útero devorador, como
deixarmos de lado a criança e revelar o adulto em nós, sair da dependência, da idolatria e despertar aquele que está consciente de si mesmo e de seu Poder.
A nossa transformação é a transformação de tudo ao nosso redor – uma nova consciência deve ocorrer. Aqui no mundo físico a nova consciência é revelada pelo aspecto feminino de D’us, que está contido dentro de cada um de nós. A vasilha que acolhe, a consciência do corpo, da matéria, da vida física... é preciso curar e não fugir da realidade!!!

A consciência desta energia feminina de acolher, abraçar, cuidar e amar a vida aqui é chamada de shechiná, está em nós, mas nossa consciência está mais preocupada em sustentar o instinto do que revelar a sua luz, trazer algo para a vida com a luz da continuidade. Queremos para si e ponto final. Afastamos sua presença, no exílio, encontra-se na escuridão, sem ela atraímos a dor e o sofrimento. Acordando ela em nós, acordamos a mãe positiva, que revela a Luz masculina Divina.

QUEM É A SHECHINÁ?

A Shechiná é a parte divina aqui, ela é a que transmite as mensagens divinas vindas de cima, o Zohar diz, do Rei Supremo, ela é o mediador entre o céu e a terra. O supremo confia a ela todas grandes obras do reinado, pedindo ao povo que a obedeça.
O pecado, a existência da serpente, o desvio, a presença de demônios afastam a Shechiná do Divino, criando a separação dos mundos e a não revelação da Luz Divina. Existindo duas realidades a da unidade e do caos, onde a Shechiná deveria habitar, mas está no exílio, isto é, em nossa consciência perdemos a sua presença, o referencial dela dentro de nós, a sacralidade da vida aqui! Ela é a atividade perpétua das emanações divinas, um movimento constante, criativo, transformador. A força da natureza!

A Consciência do Feminino em PURIM

E o feminino é o vaso de expressão e revelação do divino, de forma equilibrada. A shechina é o nosso aspceto feminino e dela vem a nossa capacidade de relacionar-se com o mundo externo de forma equilibrada.
Descer na terra é encarnar e manifestar a fonte divina. Malchuth que abraça todas as luzes de cima. Quando está preenchido de luz, consciência faz por algo maior, não pensa só em si, como a Rainha Ester, mas aqui na terra, a Divindade se veste das vestimentas deste mundo, sua essência está encoberta, Ele não aparece, como no texto que lemos em Purim. Com ela combatemos o mal que nos preenche e que nos destrói. Os demônios desta vida que aniquilam a vida! O despertar da Matrona, da mãe espiritual que em seu amor e compaixão nos protege e se une ao Divino.
Mas esta consciência precisa preencher todo o nosso ser, todas as pessoas, e surge Moises que acorda e revela para todos.

PRISÃO...a Libertação que ocorre no Pessach (Páscoa)

A energia desta “mãe” está presa na cauda, nos instintos que quando elevados acordam e chegam na cabeça, formando um eixo onde a luz percorre. A luz sobe (kundaline sobe), a shechina desperta, a serpente acorda para tornar-se messias. Ela esta enrolada, condenada a rastejar. Acordada pela ligação com o céu, elevando a terra, os desejos. A consciência desperta.
Nesta consciência percebemos tudo ao nosso redor como nosso, mas com outros olhos, um nosso sem ser nosso, mas a responsabilidade de cuidar! A força doadora, acolhedora está ali.

A consciência da shechiná é a consciência do corpo, da matéria, da terra.
No Egito (Mitzraim que deriva de Metzer) a consciência está voltada para um corpo sem alma, o lugar fechado e restrito (Metzer), coloca em exílio a Shechiná. É preciso fazer uma caminhada para dentro, limpando e eliminando os impulsos que nos levam somente para a consciência externa, o deserto é externo e não interno.
Somente uma grande transformação limpa todos os corpos, todas as partes de uma vida, caminhamos na CONTAGEM DO OMER para chegar lá.

A alma necessita do corpo, e ambos fazem arte da criação.

Corpo e alma se encontram na Terra Prometida.

Muitos de nós fogem da vida do aqui agora, pois a mãe foi devoradora, mas sempre voltam em muitas e muitas encarnações,...por que o trabalho é aqui, de revelar o equilíbrio entre a alma e o corpo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

TEMPESTADE SERENA



No derradeiro Calor de Porto Alegre, nosso único desejo é o de tempestades serenas, para acalmar o fogo que queima e nos cozinha, literalmente.. Como sobrevivemos a isto? Só D´us sabe!
Há um principio de vida em cada célula, um YUD que esta lá, dormente ! e este principio é o que reage corajosamente a este forno.
Porto Alegre é um convite a um tipo de inferno, quando nossas fantasias de inferno são representadas por uma fornalha.
Calor e fogo transformam, purificam.

A sonolência é um convite ao prazer do não fazer nada. É preciso trocar, compartilhar a temperatura para sobreviver.
O fogo desmancha, derrete. A sensação é de morte iminente, só quem estava aqui sentiu na pele o calor.

Vivemos o forno que o cimento cria em nossas volta. Os prédios prendem o ar que circularia e trocaria a temperatura. Os carros produzem calor, as maquinas, as pessoas..enfim...aumentamos nossa temperatura de vida sem nos darmos conta. Haja coração, haja água, haja ar condicionados e vento quente que vem dos ventiladores.

Nossa vida realmente virou um inferno.

Necessitamos de tempestades serenas.

Lenda Judaica





Narra uma lenda judaica que dois irmãos que haviam vivido sempre nacidade, resolveram fazer um passeio no campo. Enquanto caminhavam, viram um homem que arava uma grande porção deterra e acharam muito estranho, não conseguindo entender porque eledestruía assim a campina.



Na seqüência, observaram que o homem colocava sementes nos sulcos que fizera.



Um dos irmãos achou que o campo era um local de loucos, pois jogavafora trigo bom. Por isso, voltou à cidade.


O outro irmão, contudo, observou que poucas semanas depois, os pés detrigo começaram a brotar. O campo era um imenso tapete verde.


Escreveu para o irmão da cidade a fim de que ele viesse verificar, comseus próprios olhos, a maravilha.




Ele veio e realmente se maravilhou. Mas, passados alguns dias, o verdedos brotos foi dando lugar ao dourado.Então ambos entenderam o trabalho do semeador.



Depressa o trigo amadureceu. O semeador trouxe a foice e começou a ceifar.



O irmão que havia retornado à cidade não conseguia acreditar no que via:


O homem parece doido, dizia. Trabalhou o verão todo e agora destrói, com suas próprias mãos, a beleza do trigal maduro.


E voltou para a cidade, fugindo do campo.



O outro tinha mais paciência. Ficou e seguiu o fazendeiro. Assistiu a colheita, viuo levar o trigo para o celeiro. Observou como ele retirou o joio do trigo e o cuidado com o armazenamento.



Sua admiração foi ainda maior ao se dar conta de como um saco de trigo


semeado se transformara na colheita de todo um trigal. Só então compreendeu a razão por detrás de cada ato do semeador.



Muitos de nós somos como o irmão impaciente da lenda. Não aguardamos otempo nem os resultados e julgamos Deus pelas aparências. Pelo imediatismo.Do plano terreno, que se assemelha a um vale muito grande, não conseguimos ter a visão ampliada da totalidade, nem constatar a sabedoria do plano divino.



A LEI tudo realiza com justiça, misericórdia e amor. Cabe-nos cultivar a paciência e buscar a montanha da meditação, da instropecção, para lhe descobrir a grandeza.

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