domingo, 23 de setembro de 2018

NOSSO LAR.... Sucot! ( A Cabana )



É preciso um arquiteto.

É preciso aprender a construir cidades dentro de nós,

casas, cabanas.....

Nossa estrutura de vida, de valores,

sentimentos que necessitam de uma fundação.

Limpos, purificados...

pelo arrependimento e perdão que veio de nosso coração!!



Agora é preciso criar uma nova forma de ser.



Depois de tantos trabalhos espirituais de purificação, estamos "vazios" , necessitados de luz! A caminha a seguir, após o Yom Kippur, dia do perdão é a " festa de Sucot" , festa das cabanas (na tradição literal lembra a passagem dos hebreus no deserto e sua vida em cabanas).

Sucot acontece no dia 23 de setembro. Uma festa de 7 dias; mais uma porta que se abre no céu para o nosso crescimento.

Sucot nos traz a experiência de ESPAÇO, a delimitação de nosso espaço, também pudera... nos tornamos tão alma em Yom Kippur,...mas vivemos aqui, no corpo, então, vamos trazer esta alma para o corpo, um novo corpo. Uma nova vida!


A Sucá , palavra em hebraico que sugere plenitude, quando criamos um espaço adequado.

Por trás de sua aparência frágil a sucá (cabana) guarda o mistério da Divina Providência, constantemente presente em nossas vidas. As sucót representam, hoje, as nuvens que escoltaram nossos ancestrais do Egito à Terra Prometida no passado, oferecendo não só proteção e abrigo como todo o sustento (o maná que caía dos céus) de que necessitavam para realizar esta dura jornada. É através dela que podemos, agora entrar em contato com D'us, com a sabedoria. Podemos, assim, receber D'us.

Outro aspecto de Sucót é a colheita. Por se tratar de um momento de fartura e júbilo, existe sempre a possibilidade de alguém se voltar para os valores materiais em detrimento dos espirituais. Por isso, passar 7 dias fora do conforto do lar tem um valor adicional: através desta experiência exercitamos a humildade e a certeza de que a única fonte de riquezas é o Eterno. Repare no aspecto mágico, depois do Yom Kippur, estamos mais abertos, entregues, limpos, prontos para uma jornada.... mas queremos errar de novo?? fazer as mesmas coisas??? Claro que não!!! sucot é uma conexão que fazemos com a Unidade para não repetirmos as mesmas coisas, não nos desviarmos, mas colocarmos de vez a divindade dentro de nós, aprendermos a ter outros valores. Este é o momento tão esperado de COLHEITA, de nossos objetivos, para isto necessitamos estar abertos, com as portas abertas, humildes e não guardados, escondidos em nossas casas.

Uma das características de Sucot é a conexão com 4 diferentes tipos de vegetais, elas lembram as 4 formas, direções, energias, letras do Nome de D´us: Etrog -cidra, Lulav -ramo de palma, Adas -galhos de mirra e Aravot - galhos de salgueiro - estes formam um ramo, na qual é movido para todas as direções espaciais. A vontade, o pensamento, a emoção e a ação = você, segundo a Kabbalah, define-se por estas 4 formas.

Com estes vegetais realizamos movimentos, os movimentos do Lulav representam os desafios da Neshamá na sua caminhada espiritual. É o despertar da Alma para revelar todo o seu potencial aqui no Ser. A experiência do tempo existe para que possamos alcançar o nosso lugar (tempo e espaço = individuo harmonizado = experiência da sucá).

Algumas congregações associam as Quatro Espécies ao homem, com o etrog representando o coração, o lulav representando a espinha dorsal, o hadás representando os olhos e a aravá representando a boca.

O mais comum, contudo, é termos estes itens comparados às quatro categorias de pessoas no mundo: o etrog tem gosto e aroma, representa a pessoa que estuda e cumpre as orientações da Torá; o lulav tem sabor mas não tem aroma, representa a pessoa que estuda a Torá mas não segue suas orientações; o hadás tem aroma mas não tem sabor, representa a pessoa que não estuda a Torá mas possui uma conduta absolutamente correta com relação à vida; a aravá não tem sabor ou aroma, representa a pessoa que não estuda a Torá e leva uma vida de iniqüidades.

Quando as Quatro Espécies são reunidas, abençoadas e balançadas nas quatro direções, estamos convocando toda a humanidade para que se unir no desenvolvimento das qualidades do etrog - a mais nobre das Quatro Espécies.

A festa é de 7 dias, e o costume é fazer as refeições nela, orar e estudar na sucá.

Segundo a kabbalah em cada uma das 7 noite convidamos um dos patriarcas (almas ascendidas) para que habitem junto de nós ( Abraão, Isaak, Jacó, Moises, Aaron, Josué e David). Cada um representa uma sefirá de Chesed a malchuth, cada dia representa uma dimensão em nosso ser que vamos " vestir" .



1) Misericórdia - amor

2) Disciplina, Rigor

3) Beleza, equilíbrio

4) Persistência

5) Humildade

6) Nutrição, vinculo

7) Realeza, luta diária



Na Lua cheia do sétimo mês abrimos as portas da consciência de Biná e recebemos toda a sua luz. Os vegetais são as “antenas” físicas que captam a luz que nosso receptor está apto para receber, pois depois de Rosh Hashana e Yom Kippur a vasilha estando mais limpa pode receber mais luz, segundo o Rabino Berg, nossas klipot ou bloqueios são explodidos pelo toque do shofar , de forma que não exista mais uma cortina entre nós e a força da Luz de Deus – permitindo desta forma que recebamos a força da Luz sem limitações.

Na contrução desta "Festa" ligamos o 6 ao 7. O corpo a alma, o fisico ao espiritual, a terra ao céu. Contruimos a Estrela de David (estrela de 6 pontas).

No dia 27 a tardinha acendemos velas (18:00 em PoA) para adentrar nestes trabalhos de construção da Merkavá de Zeir Anpin.

Orações:

Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher
kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel YomTov.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos destes o mandamento de acender as velas neste dia de festa.


Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech haolam,
shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.


Leituras especiais:
Porção: Vayicrá 22:26 - 23:44
Haftará do primeiro dia: Zecharyá 14
Haftará do segundo dia: Melachim 8:11-21

Benção da Sucá:
Ao ingerir na sucá ao menos 57,6 g de pão ou bolo ou tomar 86 ml de vinho, acrescente a seguinte bênção à bênção do alimento:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu leshev bassucá.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou morar na sucá.


Em direção a Jerusalém, segure o lulav (com hadassim e aravot) na mão direita (a espinha do lulav deve estar a sua frente) e recite a bênção abaixo. Em seguida, pegue o etrog na mão esquerda, mantendo lulav e etrog bem juntos e agitando-os levemente conforme explicado abaixo:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu al netilat lulav.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou pegar o lulav.

Benção das 4 espécies:

Ao fazer a bênção das "quatro espécies" pela primeira vez, recite a seguinte bênção após a bênção anterior, antes de juntar o etrog com o lulav:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.


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OS MOVIMENTOS DAS QUATRO ESPÉCIES

As movimentações são feitas três vezes em cada direção da seguinte forma:

a) para a direita;
b) para a esquerda;
c) para frente;
d) para cima;
e) para baixo;
f) para trás.

A cada movimento realizado, afastam-se as Quatro Espécies na direção especificada e são trazidas para junto do coração. Seguram-se as plantas com as duas mãos, sendo que o etrog deve ser completamente coberto com a mão esquerda; somente na terceira vez do último movimento o etrog é descoberto, enquanto o movimento é feito num ângulo maior do que nas duas primeiras vezes.

domingo, 2 de setembro de 2018




GUIA SIMPLES DE ROSH HASHANÁ

PRIMEIRA NOITE DE ROSH HASHANÁ 
 Acendimento das Velas às 17h42 •
Ao acender as velas na primeira noite recita-se as bênçãos:

 BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MÊLECH HAOLAM, ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTAV, VETSIVÁNU LEHADLIC NER SHEL YOM HAZICARON. BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ- -NU MÊLECH HAOLAM, SHEHECHEYÁNU VEKIYEMÁNU VEHIGUIÁNU LIZMAN HAZÊ.

 Bendito és Tu, ó Eterno nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender a vela do Dia da Lembrança. Bendito és Tu, ó Eterno nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época

Orações da Noite
 Conexões cabalísticas com as letras do novo mês.

 Na Sinagoga • Na primeira noite de Rosh Hashaná, após Arvit (a Prece Noturna), todos se cumprimentam com o voto: (para um homem) LESHANÁ TOVÁ TICATÊV VETECHATÊM (para uma mulher) LESHANÁ TOVÁ TICATÊVI VETECHATÊMI. Que sejas inscrito(a) e selado(a) para um bom ano.

A Refeição • Ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush da noite de Rosh Hashaná

• Após o kidush, abluem-se as mãos, como em todas as próximas refeições, vertendo água de uma caneca três vezes consecutivas em cada mão até o pulso, iniciando pela mão direita, recitando-se a bênção “Al netilat yadáyim” antes de enxugar as mãos

• Costuma-se usar chalot redondas em Rosh Hashaná simbolizando, entre outras razões, a coroação de D’us neste dia. Expressa-se também a esperança de que o ano novo seja perfeito e traga o melhor de tudo para cada um.
• Distribui-se um pedaço da chalá para cada participante, mergulhando-o no mel antes de comer.
Isto é feito em todas as refeições da Festa. Antes de ingerir a chalá, pronuncia-se a bênção “Hamotsi”

• Na primeira noite de Rosh Hashaná, antes de iniciar a refeição, mergulha-se uma maçã doce no mel.
Recita-se a bênção da fruta e um pedido: BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MÊLECH HAOLAM, BORÊ PERI HAETS. YEHI RATSON MILEFANÊCHA SHETECHADÊSH ALÊNU SHANÁ TOVÁ UMTUCÁ. Bendito és Tu, ó Eterno nosso D’us, Rei do Universo, que cria o fruto da árvore. Possa ser Tua vontade renovar para nós um ano bom e doce. • Em Rosh Hashaná costuma-se saborear alimentos que simbolizam doçura, bênção e fartura.

Portanto, vinho doce ou bebidas doces, peixe e carne gorda fazem parte desta refeição. (Não se come nada temperado com vinagre ou raiz forte para não ter um ano amargo. Nozes também não devem ser ingeridas.) • Serve-se cabeça de peixe ou carneiro (na prática, a língua é utilizada) para representar o desejo de ser “cabeça”, sobressaindo-se com justiça e servindo de exemplo para todos. • Tsimes, um prato de cenouras doces, também é servido.
A palavra yidish para cenouras é meren, que também significa acrescentar. Assim, tsimes representa o desejo de possuir mais méritos que falhas 
 • Outros alimentos especiais são: alho-poró, acelga, tâmara, abóbora-moranga, feijão fradinho e romã. • O bolo de mel é também uma sobremesa tradicional durante esta época (vide receita na pág. 16). • Na conclusão da refeição, recita-se a Bênção de Graças (Bircat Hamazon), encontrada no Sidur (Livro de Rezas).

FAÇA A ORAÇÃO ANA BEKOACH.


MEDITE NAS LETRAS DO MÊS:










SEGUNDA NOITE DE ROSH HASHANÁ

• Na segunda noite, uma fruta da nova estação, que ainda não foi provada, é colocada sobre a mesa no horário do acendimento das velas e do kidush. Acendimento das Velas após 18h37 •

Ao acender as velas na segunda noite recita-se as mesmas bênçãos da noite anterior (vide acima na pág. 6). • Recita-se o kidush da noite de Rosh Hashaná
• Em seguida (antes da ablução das mãos), a nova fruta é saboreada, após recitar a bênção:

BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MÊLECH HAOLAM, BORÊ PERI HAETS.
Bendito és Tu, ó Eterno nosso D’us, Rei do Universo, que cria o fruto da árvore. •

 Como na primeira noite, abluem-se as mãos, recita-se a bênção “Al netilat yadá- yim” e come-se a chalá mergulhada no mel, após pronunciar a bênção “Hamotsi”. • Na conclusão da refeição, recita-se a Bênção de Graças (Bircat Hamazon), encontrada no Sidur.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

ECLIPSE E A ESCURIDÃO

Voce tem medo do escuro?

normalmente temos, normalmente não desejamos situações de escuridão em nossas vidas.
A kabbalah nos mostra através de situações do calendário que a existência da escuridão é tão importante para que possamos passar para uma nova fase em nossas vidas. Os dias são precedidos da escuridão da noite, a existência de dias negativos e as datas de 17 de Tammuz e 9 de av, dias de grande negatividade.

Esta  escuridão acaba por representar a dor, a falta de alegria, situações difíceis, mas elas estão ali para nos ensinar  a transforma-las. o 9 de av nos convida para adentrar o luto, a existência do mal e encarálo de forma corajosa.

Para a escuridão falamos: “gam zu le tová” – tudo é para o bem!

Assim os eclipses, sempre assustadores para os antigos, vem para promover alguma ação, mudanças e transformação, ele acorda e ajuda a trazer grandes desenvolvimentos.

O encontro da Lua com o Sol, num casamento perfeito, nos leva a intimidade deste casal.
No caso estou falando do eclipse do sol, que nada mais é do que uma grande lunação, a lua nova! o que marca, na kabbalah, o inicio de um novo ciclo, um novo mês. Eles trazem mudanças nas áreas que estão mais paradas e que necessitam de luz e movimento.
Na astrologia devemos observar em que setor de nossa vida que o eclipse ocorre, pois é ali que teremos sinais de mudanças.. Casas e Signos!

No dia 21 de agosto, iniciamos o mês de elul sob um forte eclipse, que carregará as energias leoninas. A lua ganhará o seu poder, trazendo o poder do recebimento, o poder do feminino, que poderá ser fertilizado com os raios do sol produzidos no eclipse lunar do dia 7 de agosto.
Leão rege a liderança, a alegria, as crianças, a criatividade e expressão do ser, o amor e tudo que é bom nesta vida. Leão fala do reconhecimento de si mesmos.

Um novo ciclo dentro do contexto de elul promete a renovação, limpeza e organização de tudo o que estamos fazendo, é como limpar a casa, para trabalharmos melhor.
Vamos por a mão na massa, pois o semestre trará muitas mudanças e a entrada da luz é certa.
Elul é o sexto mês que ocorre sob a regência de Virgem!


sábado, 22 de julho de 2017

Jardim da Consciência


entro em meu jardim na busca de colher frutas de arvores plantadas por meu avô, frutas com um gosto de vida, frutas que me remetem a minha história.

O gosto de existir, de conter um sentido, que me preenche.

O gosto do amor.

Entro no jardim para que ele possa ser existente, pois através daquilo que busco e experimento o jardim se significa e ganha a vida.


e  então somos um.


quinta-feira, 23 de março de 2017

CHAMETZ.....




A IMPUREZA E A PUREZA:

“Não comereis nenhuma coisa levedada;
 em todas as vossas habitações comereis pão ázimo”(Ex. 12,20)

A proibição se faz apartir das 12 h dia 14 de Nissan.
O que é Chametz? Trigo, centeio, cevada, aveia que tenham permanecido em água durante 18 minutos. Comida ou bebida feita de um destes cereais.
É proibido o uso de panelas, pratos e utensílios que tenham tido contato com Chametzs. Os fogões devem se tornar kacher. É comum entre os Askenazim não comer: arroz, milho, amendoim, e verduras que frutificam em vagens.
Existe um ritual de busca do Chametz (Bedika Chametz), realizado após o anoitecer. Antes da busca deve-se dizer a seguinte Benção:

Baruch atá Ado-Nai Elo-Heinu MeleKh HaOlam,
Asher KideShanu Be Mitsvotav Ve Tsivanu Al Biur Chametz.
Bendito Sejas Tu, Ó Eterno, nosso D-us, Rei do Universo,
que nos ordenou a destruição do Chametz (da negatividade)

É comum usarmos uma colher de pau como receptáculo e uma pena para recolher o Chametz, com isto a colher faz o papel de uma vasilha que conterá o mau e por ser de madeira a manterá ali, sem influir no conteúdo, e o conteúdo sem influir no ambiente, a pena é usada para que não se tenha contato com a negatividade do Chametz. Depois de encontrado o Chametz escondido ou não, faz-se a seguinte declaração de Nulificação:

Todo o fermento e todo o Chametz
 que se encontra em meu poder
 e que eu não tenha visto e não tenha destruído,
 seja nulo e propriedade pública, como o pó da terra.

Quando se abre um processo ou ato que, no caso de purificação, deve-se ao final, dar por encerrado, para que nos céus e as entidades (energias de luz) possam terminar seu trabalho.
O Chametz será queimado na manhã seguinte. Sua queima é o Din (julgamento).
Quem faz a busca não deve conversar, apenas estar concentrado nesta limpeza, para que a mesma ocorra.
Queima do Chametz: Realiza-se até uma hora antes da permissão de comer o Chametz. Queima-se em forno ou fogueira e diz-se:
Todo o fermento e todo o Chametz
 que se encontra em meu poder
 e que eu não tenha visto e não tenha destruído,
 seja nulo e propriedade pública, como o pó da terra.

São vários os símbolos do desejo de receber para si, que representam o mal e a impureza, o pão é um destes elementos (levedura), pois possui uma natureza metafísica semelhante a esta energia, por isto existe a idéia da necessidade de repartirmos o pão.
A massa fermentada tem como principal característica crescer e inchar, azedando levemente, simbolizando o orgulho e a ostentação, raízes da prática do mal.
Devemos limpar todo o mal uma noite antes do Seder, quando iremos receber a luz da consciência e liberdade (a revelação de D-us). É costume esconder 10 porções de Chametzs na casa (correspondendo as 10 sefirot), o que assegura que a busca foi detalhada e para que não se diga nenhuma benção em vão, e assim agir física e metafisicamente.

Existe uma semelhança nas palavras (estrutura metafísica similar): Chametzs e Matza (alimento de fé), uma é escrita com o Chet, a outra com Heh. Isto denota que a matza contêm menos desejo de receber. Pois o Chet simboliza a palavra corda (Chevel), desejo (Chesek), pecado (Chet), em seu hierógrifo temos uma abertura da letra para baixo, representando o norte, que está aberto recebendo todo o mal ou o bem, abri portas para o livre arbítrio. Nesta casa fechada é onde se guarda e recolhe os bens para uso próprio. Representa Yesod (passado, ego, influências), os órgãos masculinos, as duas pernas representam os ductos de saia de resíduos (mal) e de esperma - reprodução (bem). Representa a “besta”- o quadrupte que olha de perfil, a violência, o rudimentar do animal. Esta letra não consta nos nomes das tribos sagradas.

Enquanto isto, aletra Heh, nos traz o nome de D-us, o nome de Abraão que foi completo com está letra, fazendo-o inteiro e igual a D-us. Representa a ação, o movimento (braços e pernas), sua palavra é o artigo O, iluminar (Hair), foi a letra usada por D-us para criar o mundo, pois aparece duas vezes no nome de D-us (tetragrama). Simboliza os 5 níveis da alma, os 5 dedos da mão, aquele que mantem a posse, aquele que constroi e que estende sua mão. A letra simboliza o real e determinado. Como completa palavras no feminino carrega tudo aquilo que expressa o amor e a paixão do Homem. Por seguir a letra Dalet, mostra que a porta aberta deve ser aproveitada por outras pessoas.

Além do que a matza é plana e compacta, sugere a humildade, recato e o auto-controle.
Falar a benção faz com esta atue como cabo de transferência metafísica para alcançar e ter os objetivos. O uso da vela está ligado ao desejo de receber e compartilhar (luz).
A 1º etapa da destruição das impurezas é a etapa de Malkut, do reino, da carne, o que acaba por representar as klipot pessoais, e assim sucessivamente, onde cada impureza representará uma parte de nossa vida: O corpo físico, os sentimentos e emoções, os pensamentos, o ódio, a raiva, a vaidade, o poder e domínio sobre os outros, a injustiça, a rigidez, a entrega excessiva e as intenções negativas.

Os diferentes aspectos de Pessach faz com que possamos fazer diferentes tipos de conexão com a força, sua natureza é o equilíbrio entre as colunas da esq. e dir.
Nos conectamos com a estrutura das dez sefirot, é uma transferência de energia.
A coluna central tem um papel especial. Este é o simbolismo das ombreiras de porta, pois representam um sistema completo de 3 colunas, que foi nos dado para nos permitir a libertação.

O preceito mais importante deste momento festivo, ou momento cósmico é o do pão ázimo, ou Mátza, além de ser a época de nossa libertação (Zeman Heiruteinu), pois está ligada a coluna do meio.

“... e passarei por cima de vós e não haverá entre vós praga para destruir-vos...”(Ex. 12,13)

A partir desta passagem a idéia de oferenda pascal acontece para recordar suas promessas.

Pessach marca a colheita da 1º safra na terra de Israel, sendo a cevada a principal.
“Sete dias comereis pão ázimo”(Ex.12,15)


Característica da Matza: feita com água e farinha, seu tempo de preparo e contato água + farinha não deve passar de 18 min.

domingo, 5 de março de 2017

PURIM.....




Qual a tradição de Purim?

Ler a historia, chamada de Meguila de Esther. E antes da leitura devemos rezar:
"Harajaman Hu Yaase Lanu Nisim Veniflaot Kemo Sheasa Laavotenu Bayamim Hahem Bezman Haze, Bime Mordajai.... (O D's clemente nos fala de milagres e maravilhas que fez a nossos antepassados em nossos dias, nesta festa, no tempo de Mordechai...)”

Lê-se também o Salmo 128 e no dia 24 o Jejum.

 Purim possui uma festa considerada como um Carnaval (Baile de Mascarás).
A palavra significa Sorteio.
Purim deriva de PRU = frutificai e multiplicai, pru significa fértil, mas também indica Pirumim, migalhas

A historia da Rainha fala em detalhes sobre a doação de presentes e caridade, traz segredos de como vencer o mal, as energias de aniquilamento. Para a Kabbalah isto é um código de como nos conectarmos com a energia do momento e destruir todo o mal que nos acompanha, assim é costume fazermos neste dia caridade, damos presentes, fazemos coisas boas para pessoas necessitadas e/ou amigos, para alegra-los. O importante é lembrarmos que toda e qualquer caridade ou presente deve ser dado de coração e recebido com desejo.
Quando damos algo e aquele que recebe acha que não merece ou se sente mal, entramos em contato com o pão da vergonha, e com isto, não revelamos luz! Assim é o que ocorre com a gente, desejamos algo, e ao ter perdemos, ou não conseguimos conquistar algo, isto por que o Pão da Vergonha esta ali. O não merecimento.
Neste período podemos combater este obstáculo que nos impede de sermos felizes.
Existem três obrigações em Purim, ler a Meguilá, fazer caridade e ter alegria.

A festa de Purim, tamanha é a energia que nos chega que ela é conhecida como a festa da Alegria, do riso. Diz-se que ela é a festa do corpo, enquanto Yom KiPurim (dia do Perdão) é a festa da alma!
Este é o mês do riso. “Antes do milagre de Purim  D'us escondeu sua face” – o nome de D'us não aparece no livro de Esther. Esconder a verdadeira identidade, ser outra, revelar-se através da essência. É a percepção entre o Eu e o Ego. Dizem os sábios por causa disto: Bebe-se em Purim até o ponto de não saber mais diferenciar entre o bem e o mal, entre o Ego e o Self  (corpo e alma).
Em Purim estamos levando nossa consciência para os nossos desejos físicos, para tudo que esta na memória física, um outro eu, que atua em nossa vida sem nos darmos conta. Em Purim, nos soltamos de nossos medos, culpas, magoas e desconfianças, por isto, bebemos até não conseguirmos diferenciar e nos soltar destas amarras que nos sufocam.


Purim é quando o Eterno nos dá, ou mostra o que está para acontecer, como diz à frase:
"Eterno antecipa o remédio da enfermidade”, pois abrem as possibilidades que o mal/corpo/desvios não deixavam.
Conforma a tradição nos conta, Moshe instituiu este dia como um dia de invocação e ajuda de D’us  para a salvação.
Mas que salvação? Haman, bandido da historia é como Amalek, personagem da Torá, eles representam os arquétipos do mal, representam toda e qualquer energia que nos deseja aniquilar. A duvida, os conflitos, a fragmentação interna, toda e qualquer energia que nos coloca em conflito, cheios de raiva, vingança, medo, culpa, que nos tira de nossas verdadeiras crenças, quando trocamos ou ficamos inseguros de nossa identidade ou essência espiritual, e assim, ficamos expostos ao perigo de Amalek/Haman (diríamos que são códigos para o que Jung chama de Complexos).


“ Caso te sintas angustiado, precisas saber que este sentimento não nasce em ti, ele te chega do exterior, ele te é comunicado por amalec, um enganador...Então lembra-te da lição de Purim: Obriga-te a estar contente apesar da situação e verás  a muralha da tua angústia ruir como uma miragem...” Rebe  Nachman de Breslav

Assim veremos que estes tiranos são apenas enviados da mão de D'us (Providência Divina), para nos lembrar de nossas obrigações e de nossa ligação com Ele.


Purim é um ritual de transformação, onde passamos a ocupar uma outra identidade, a mascara pode ser encarada como uma forma de chegarmos mais próximo de outras facetas nossas, reconhecer outras faces do ego, ou simplesmente ele serve como uma proteção da luz divina, ou ainda, a mácara tem a função de nos esconder, isto porque, em Purim bebemos ate não mais diferenciar Mordechai ou Haman, bem, quem é Haman, ou Mordechai, podem ser uma só pessoa??? Podem representar nós mesmos, abençoados e amaldiçoados.



Chag Sameach – Feliz Festa!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017





Dentro do mês de Adar, através das energias de peixes, a espiritualidade mais alta nos convida para uma festa, que nos permite grandes transformações – um convite ao trabalho espiritual.

PURIM nos convida para um sorteio. Entre o bem e o mal.

ANDE CONFORME O CALENDARIO CABALISTICO



Tanto a Torá Escrita quanto a Oral se iniciam com uma distinta percepção da importância do tempo.

Estar ligado ao calendário é ter a sua consciência espiritual. É estar sempre estando em estado de recebimento de uma luz maior, mais elevada, que irá te beneficiar em todas as áreas.

Depois do pecado original, D'us dirigiu-Se a Adam com a pergunta: "Onde está você?" A determinação pessoal de onde ele está na vida começa determinando-se onde ele está no mundo, tanto física quanto espiritualmente. Na Kabbalah, é explicado que a dimensão de tempo é o que conecta a dimensão do espaço (a localização física de alguém) à dimensão da alma (a localização espiritual da pessoa).

O calendário nos dá uma direção no tempo e espaço, nos coloca ligados a todos os aspectos da natureza, ao cosmos e a tudo que existe na terra, quanto no céu.

Ele irá nos mostrar momentos em que a LUZ, D’us está em contração ou expansão, isto é quando as bênção recaem sobre nós e que tipo de bênçãos. Com isto poderemos perceber o melhor momento para isto ou aquilo.

Para a kabbalah o calendário nos mostra momentos exatos que podemos nos conectar com a inteligência cósmica, onde o céu se abre.

Temos, então, ciclos de dias santificados, solenes, festivos, semi-festivos ou até tristes. Temos o Shabat a cada sete dias, o Rosh Kodesh(cabeça do mês) – um dia semi festivo, que é o inicio de cada mês, que se dá com o primeiro fio de luz da lua. E as datas festivas que fecham um ciclo de evolução, oportunidades e movimentos espirituais.



CONHEÇA UM POUCO MAIS......

Pêssach (Páscoa), Shavuot (Pentecostes-festa das semanas) e Sucot (festa das cabanas), as Três Festas de Peregrinação, são dias festivos (Yom Tov), lembrando respectivamente o Êxodo do Egito, a Outorga da Torá no Monte Sinai e os quarenta anos de perambulação pelo deserto.
Há seis jejuns obrigatórios no decorrer do ano: Tsom Guedalyá (dia 3 de Tishrei); Yom Kipur, (10 de Tishrei); Dez de Tevêt; Taanit Ester (13 de Adar); Dezessete de Tamuz; e Tish'á Beav, (9 de Menachêm Av).

Para começar, por que precisamos de um calendário? Isto é fácil: para lembrar as datas importantes das festividades, saber com antecedência o dia de nosso aniversário e etc, etc. O calendário marca momentos importantes, passagens, PORTAS.



De que modo este calendário se distingue? O calendário judaico é lunissolar, i.e., os meses seguem as fases da Lua, porém leva-se em conta as estações do ano.



PURIM

Neste mês, décimo segundo mês do calendário, isto é, ultimo mês de um ciclo. Chegamos num ponto, em uma maturidade ou numa “estação” em nossas vidas em que necessitamos nos abrir, nos entregar, descobrir. O Oculto sai da escuridão! Há revelação e contato com o mundo espiritual. Os inimigos ocultos se revelam, são revelados. O mundo espiritual atua com mais força. Por que? Por que em breve, na próxima lua, entramos num novo ciclo.

O que é ou está oculto? Pode ser muito sutil para alguns, para outros é um período de grandes revelações. E um momento de grande revelação onde os véus que separam os mundos caem é em Purim.

A idéia é: como se não houvesse separação entre o mundo espiritual e físico. Mas o espiritual não é explicito e nem pode ser, por isto usamos mascaras, que nos protegem, pois a luz de Purim é muito forte e nos revela.

Dia 4 a noite, comemoramos Purim. Um dia antes fazemos um jejum de purificação e desconexão das energias negativas. No dia da festa lemos a História de Esther! Através de sua conexão limpamos as cascas de desvio e destruição, revelamos nossos inimigos.


E saiba mais.

Na próxima lua crescente começaremos um novo ciclo, um novo mês – o mês de Nissan, e todo o calendário vai nos levar para um desfazer, um limpar o guarda roupa, arrumar a casa, limpar tudo para ocupar com coisas novas. Não ande sem pensar ali na frente, também.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

TU BISHVAT - ano novo das Árvores

Em nosso calendário cósmico, cada acontecimento são chaves
importantes, que abrem portais internos para que algo novo possa vir a acontecer.
Todos os anos passamos por um dia em que concentramos nossas atenções às Arvores, à natureza, às plantas e neste dia nascemos com as árvores.

 Na tradição Cabalística encontramos uma base de tempo diferente do calendário  Ocidental (gregoriano). Um calendário marcado por acontecimentos cósmicos e que tem relação com aquilo que foi dado pela palavra Divina, que consta na Tora (Pentateuco). Todas as festividades e festas são marcos do tempo e o olho desnudo  não consegue observar os marcos astrológicos, cosmológicos e psicológicos que surgem. Com isto cada data representa uma oportunidade para fazermos grandes mudanças e transformações internas.
O calendário cabalístico é baseado na Lua e no sol. Os meses tem seu inicio com a Lua Nova, e seu auge se dá com a lua Cheia, isto é, o dia 15 de cada mês.
No dia 15 de Shvat estaremos comemorando o Ano Novo das Árvores.
Em várias passagens Bíblicas reconhecemos a importância das árvores, desde o
Gênesis, quando é colocado dois tipos de Árvores na frente de Adam e sua mulher, até os mandamentos, onde o primeiro dos 613 a ser praticado ao entrar na terra de Canaã foi: “E quando entrares na terra prometida plantarás toda a espécie de árvores” (Lev 19:23). D'us ainda adverte o homem: “Quando conquistares uma cidade, não derrubarás suas árvores” (Deut 20:19).
A Árvore tem acompanhado diversas mitologias e crenças, participando do mundo lúdico do homem, pois carrega dentro de si a verdade. O inicio, meio e fim.
Possui simbolicamente o desejo e a busca do homem em crescer a partir de uma semente (origem), e derramar seus ramos, folhas, frutos e flores.
 Neste período, no oriente médio, as chuvas cessam e dão espaço para que as árvores  e plantações brotem seus frutos, trazendo um novo ciclo.
 Dizem os Rabinos que nesta data as árvores são julgadas e seu destino é  determinado: quais viverão e quais morrerão, quais florescerão e quais murcharão,  quais serão destruídas pelos vendavais e quais resitirão a todas as tempestades (R. Henry Sobel).

 Kabbalisticamente, esta é uma data muito especial, não somente referente as  árvores, na qual devemos ter uma relação especial de “troca” e amor, mas refere-se  a cada um de nós. Somos constituídos de uma alma e muitos outros corpos, ou uma  alma que possui muitas expressões, e uma delas está ligada a alma vegetal e a  capacidade dela de “explodir” para a vida. É uma data que nos ligamos ao Divino,  na busca de confiança em ser uma árvore e a certeza de sermos uma semente. É um  novo ciclo que se inicia em nossa vida, onde os potenciais são as nossas sementes.






 Na Palavra Tu Bishvat, Tu é constituído das seguintes letras do hebraico: Teth (9) e Vav (6), que tem valor numérico igual a 15. Alude ao segredo do nome de D'us  (Tetragrama) = Yud (10) + Heh (5), que é o segredo da Arvore da Vida (Etz Chaiim) e o nível mais alto da  Criação – princípio da vida.
Esta é uma data que nos faz recordar da importância das leis ligadas aos frutos, do dizimo, da proibição de comer a fruta das árvores durante os seus primeiros 3 anos. A redenção das frutas (4º ano) e a Shemitá (ciclo de vida que cada coisa criada possui).
É comum entre os kabbalístas realizar o seguinte ritual: a ingestão de frutas
(12), enquanto entoam canções de louvor de agradecimento a D'us e estudam
porções da Tora e do Zohar.
Tu Bishvat nos faz estarmos mais consciente da unidade que existe entre Eu e a árvore, entre eu e a natureza, logo quando colocamos fora um semente estaremos desprezando uma vida, um potencial, de uma árvore ou nosso.
Neste dia cumprimentemos as árvores, abracemo-las e agradeçamos pela sua existência, a ela e a D'us, Bendito Seja Ele, criador de todas as coisas.

 
Baruch HaShem (Amem).



sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

“QUEM É UM HEROI? AQUELE QUE CONQUISTA SEU INSTINTO.
QUEM É RICO? AQUELE QUE SE CONTENTA COM O QUE TEM.
QUEM É SÁBIO? AQUELE QUE APRENDE DE TODAS AS PESSOAS.





Queremos melhora nossas vidas! Querermos prosperar e nos tornar pessoas melhores.....

Kabbalah é um conhecimento, um estudo que nos leva a UMA BUSCA de perguntas e RESPOSTAS, para conquistar um vida BEM MELHOR!

Kabbalah é o conhecimento da vida... um conhecimnento que revela, o que você, na maior parte das vezes já sabe, mas está escondido... por isto que Kabbalah é REVELAÇÃO.

Podemos escrever Cabala, kabbalah, kabala.... ela é uma palavra Hebraica que deriva da raiz – um verbo LECABEL – RECEBER.

Atraves dela podemos perceber e exoperiementar outras realidades e possibilidades da Vida, experiementamos a Divindade no Mundo. Seu estudo nos leva a dimensão interior da realidade, a sua dimensão interior. Ela traduz o metafísico.

A busca da Kabbalah é a revelação da Verdade e aproximação com a divindade – a energia  e inteligência de criação. E isto é o que chamamos de Ein Sof! (nada Absoluto – forma como na Kabblah chamamos D´us).

A base de seu conhecimento é a Torá e livros que derivam dela, através de grandes sábios e estudiosos – que atr5avés de uma leitura plena da vida RECEBERAM  o conhecimento, abriram sua mente e seu corpo para ir mais longe.

Descobrir os segredos de como tudo funciona é descobrir como agir e ser nesta vida!

A Kabbalah  traz respostas para nossas duvidas mais profundas, nos coloca no mundo da Lucidez, desperta nossa criatividade, nos tirando da escravidão mental. YTraz transformações significativas, onde aprendemos a ter outros olhos para a vida, ytrazendo confiança, fé e sentido.


COMO A KABBALAH VÊ O MUNDO

2 realidades – e tudo está acontecendo e tem um sentido na realidade que você não vê!  O que você vê é uma parte, limitada, e sempre a conseqüência.  

Entender e estudar esta realidade que não vemos é o objetivo! É o DESCORTINAR o Místico, o oculto... mas é oculto enquanto nossos olhos não vêem e nossa mente não racionaliza! (dá um corpo).

A dimensão interior é a dimensão oculta. Seu conhecimentos deriva da alma da Tora, ds espaços em branco... para captar o que está ali, necessitamos quebrar a mente apriisiionada em conceitos, adentrar nas múltiplas dimensões de tudo!
O livro, assim como a vida, está escrito em letras negras sobre letras brancas....
As letrtas negras – grifadas representam o corpo e as brancas representam a alma, a essência... nem todos veem.


Existe uma origem de tudo, ela é chamada de EIN SOF.
A Expressão do EIN SOF é chamada de LUZ (Òr)
E a luz se expressa por etapas imprimindo suas características em cada etapa, estas etapas são chamadas de forças, dimensões, aspectos emocionais da luz, aspectos da luz.... e são conhecidas como as sefirot.

No processo de criação D´us operou e,m 32 caminhos ( 10 sefirot e 22 letras hebraicas) – estes são os canais criativos e conscientes do processo da criação – estas formam todas as combinações possíveis e permutações com as quais D´us criou o mundo... com letras, palavras e frases.

 Elas estão em tudo...e nossa vida depende delas, comoórgão de um corpo, são faces, partes da criação , do Todo, de D´us.
 D´us para nós é Tudo e o Todo!

A Harmoonia e o bom funcionamento de cada dimensão e força, ou expressão desta vida nos traz harmonia... nós somos s árvotre e ela representa a nossa conquista espiritual e física!

A nossa harmonia começa quando unimos a realidade invisiivel com a realidade visível –a matéria e a espiritualidade, corpo  e alma.

MESTRES

Muitos foram os sábios que fizeram isto e nós buscamos traze-los até nós para que continuem seu tranbalho, compartilhando com cada um de nós sua luz, seus ensinamentos

Rabi Shimon Bar Yochai

Explicou cada parte desta vida e da vida em outros planos, recebeu e revelou o Zohar

Rabi Itzchak Luria (Arizal) – Ari HaKadosh
Explicou as etapas da criação
 O tzimtzum
Segredos das almas, propósito, a queda da alma de Adam
Retificação das almas – Tikun

Moshe Cordovero
Misticismo Sefarad



BalShem Tov – cabala de BeshtChassidismo

Focou mente e coração

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Mês de Shvat - 11°


A cada mês, os ciclos da Luz desce de diferentes aspectos divinos, chamados Sefirot, fazendo com que  possamos completar um ciclo de tikun através dos 12 meses, despertando e elevando as centelhas de luz em cada mês.
De Chokmah descm os elementos  criativos, a inovação, mudança e revolução. Dele as energias divinas acordam a constelação de Aquário e o planeta Urano-saturno, que derramam em nós uma chuva elétrica de letras, chaves para que possamos abrir as portas da libertação.
Aquário nos convida para o viver esta libertação através da luz, que evoca o auto conhecimento e a individuação. Este mês é conhecido por Shvat (shin, bet, teth = 300,2,9), ligado ao signo de Aquário (D'li), que corresponde a vasilha que irá conter a individualidade, as necessidades etéreas da alma.
Com as mesmas letras que escrevemos aquário, em hebraico (Dli –Dalet, lamed, Yud) também escrevemos as palavras (ialad) produzir, (ield) parir, (ilud) recem-nascido, o que mostra o quanto neste período D'us nos prepara para o novo, um novo mundo. Por isto a excentricidade, os seres promissores, pois é o aquário que traz novas idéias e captam as vibrações superiores do céu e da terra. Contemplando as analogias universais – vendo tudo diferente dos outros.
Neste mês, no dia 15 de Shvat, na Lua cheia, comemoramos o Ano Novo das Árvores (Tu Bishevat), isto torna este período um momento ecológico, onde nos ligamos a semente que necessidade brotar, mas para isto necessita encontrar condições para tal. Com isto, neste mês trazemos o segredo da semente, ligada ao numero 15, que é a união do masculino e do feminino. Neste mês necessitamos conhecer o equilíbrio entre as forças, pois aquele que está centrado pode retirar-se das suas escravaturas.
Neste período Aquário traz a consciência que surge das transformação da água, pelo fogo. Um ferver para transformarmos em vapor, mudança de estado. Isto significa que o mês pode trazer algum tipo de crise interna, onde rompemos com algum tipo de
sentimento que nos acompanha (medos..) e nos prende. Por isto temos a oportunidade
para nascer com  a nova semente, de TuBishvat.

É um período positivo para a realização de novos projetos. 

A Era de Aquário é marcada por esta energia, onde aprenderemos a enxergar as outras pessoas, trazendo um momento de união e compaixão para os nossos semelhantes –  unificação. Tudo será percebido como um elemento integrado, com isto traremos a revelação do Todo e da ligação entre tudo, isto é a chamada “consciência Messiânica”. Um período para termos contato com a oportunidade de corrigirmos os acontecimentos do passado (Tikun) e ficaremos livres do Satan e da fragmentação.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

PAÍS!!!!! PAROU...PAROU POR QUE!!??



E o País Parou......A aparente estagnação está assustando à todos!!
Sim... é aparente, pois esta estagnação está ocorrendo somente no plano físico,  e devido ao fato que nosso olhar está tão fixo nesta realidade, parece que tudo, absolutamente tudo está parado!
Para a kabbalah esta realidade é a realidade do 1% e tudo isto que estamos vivendo, também e obra da contra inteligência.
Nosso apego à fisicalidade e a construção de uma realidade somente voltada para a matéria é obra da contra inteligência.....

Imagina um mundo que foi criado com uma lente que vira tudo, inverte todos os pólos!
E agora a crise é uma mudança de pólo, uma mudança de lente, onde precisaremos ter um novo olhar.
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Vivemos um momento de forte transformação, para quem quer e quem não quer...e para quem quer mudar a política, economia... deve aprender a mudar-se em primeiro lugar....isto é, tentar romper com o olhar tão envolvido com o externo!
Existem alguns conceitos dentro da Kabbalah, veja isto:
Somos responsáveis por tudo que vivemos.
O que está dentro está fora.
A realidade física é só um pequeno pedaço da verdadeira realidade, e esta realidade(física) é a consequência.
Vemos e contatamos externamente uma dimensão que está dentro de nós, mas ela aparece com disfarces, nuanças e “mascaras” colocadas pela contra inteligência (satã).

Para mudar precisamos adentrar a CAUSA! O mundo da causa.
E como toda a realidade está dentro de nós, através de uma caminhada em camada, pós camada, vamos chegar num ponto, onde nossa consciência atinge a consciência UNA, e toda e qualquer transformação do Eu é do coletivo! E a cada camada que adentramos, mais e mais teremos influencia sobre o ambiente.
Mas o que ocorre é entender o que este momento está nos dizendo, o que a D´us deseja?? As transformações são profundas, cirúrgicas, o que mostra que esta situação( país e mundial) não será resolvida tãooo cedo, pois ainda não despertamos totalmente a consciência!
Há um mal no Mundo, há, o mal do Egoísmo! Egoísmo que destrói! Mas todos nós temos esta fagulha de terror dentro de si. Desejos e impulsos, pensamentos e  sentimentos egoístas, que trazem a cegueira completa.
A Cada dia a Luz quer entrar neste mundo, quer entrar em nós, e a cada dia esta mesma Luz, mostra as verdades que estão na nossa volta e dentro de nós.
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A nova ordem é buscar a Fonte da criação, da abundância para nutrir o teu mundo. Para isto, precisamos entrar para dentro, encontrar no interior um novo mundo, novos caminhos....desejos....
Lembre: tudo o que vivemos é a nossa revelção da Luz...e o que estamos revelando?...por isto precisamos mudar o nosso desejo....para mudar o que estamos revelando.





NOSSO LAR.... Sucot! ( A Cabana )

É preciso um arquiteto. É preciso aprender a construir cidades dentro de nós, casas, cabanas..... Nossa estrutura de vida, de valore...