quarta-feira, 10 de outubro de 2018




parte 1
Noé (Noah) nos conta de um mundo espiritual, sem caos, a construção desta possibilidade, ou o que chamamos de passagem do 6 para o 7.
Noé é descanso, significa descanso em português! – tem 2 sentidos ... como a idéia da zona de conforto, não se mexer e o descanso daquele que tem a constante crença em D´us. Pois é aquele que está em harmonia com a Graça Divina

Cada um de nós deve encontra um noé dentro de si. Sair da massa oceânica e construir a sua arca, para não ser levados pelas águas.
Ligados a massa oceânica está o nosso lado somente animal, aquele que perde a conexão com a divindade.

A arca em hebraico – Tebah, também significa PALAVRA! As medidas desta arca = 300 x 50 x 30 = constrói a palavra LASHON – linguagem, língua....
A Arca sagrada nada mais é do que a palavra-lingua sagrada, a idéia de aprendermos sobre guardar nossas palavras, de nos darmos conta do poder da palavra – que constrói o nosso mundo.
A palavra constrói diariamente a tua vida, palavra pensada, sentida e falada. Preservar a palavra da corrupção, pois a geração de Noé era uma geração corrupta, mentirosa e as águas vieram para limpa-los.
O dilúvio marca o fim de um ciclo e inicio de outro ciclo, a limpeza a purificação que devemos fazer de nossas vidas, casas. A criação começa outra vez .....

Você já notou que a cada semana temos muitas energias de novos ciclos....
Então fique atento para este novo momento!!!!

Dilúvio em hebraico – Mabul, significa Oceano celestestial!! – são as águas de cima, acima do firmamento. A água aparece aqui como curadora. Água que vai nos levando. Dizem os sábios que teremos 3 diluvios. o 3° dilúvio é o da unificação e retorno, que nós vivemos nos dias de hoje.
A idéia de castigo é apenas uma metáfora, pois cada acontecimento é como um remédio para uma doença, pois assim, podemos voltar para nosso verdadeiro caminho. A água é o remédio – unidade e fluidez de todas as coisas. Queres deixar a vida mais leve? BEBA AGUA. Muita água. Sem água nos sentimos pesados.,... tudo fica duro, o olhar, o sentir e o agir.

A arca é como a barriga que vai conter e gestar partes de nosso ser. Animais em par, casais em par.... a dualidade se apresenta aqui, pois sempre teremos esta energia, pois nosso trabalho é encontrar o equilíbrio.

Ela é apenas uma parte da nossa história, uma passagem. No caminho da construção da arca, do dilúvio, da busca de um futuro, de uma terra seca, vamos nos deparando com nossos sentimentos e aprendendo a guiá-los, transformá-los.



No capitulo da tora – Noah (Noé) encontramos um pacto diferente entre D´us e o Homem, o pacto do ARCO IRIS.

Nosso mundo, vive longe da luz da espiritualidade e conscienciancia, movido pelos seus egoísmos, acumula “pecados” (desvios), absorve a cada dia mais maldade e com isto sofrimento e caos.
O pecado é a nossa incapacidade de compartilhar, olhar para o próximo, para tudo que existe alem de si mesmos. O Pecado é tudo que nos faz “errar o alvo”, estar longe de si mesmos e da unidade que carregamos.
Na historia bíblica, quando a criação foi tomada pela negatividade, D´us golpeou o ser humano com as águas do dilúvio, que vieram para limpar as impurezas, através da presença de um homem justo (Noé), Ele, Bendito Seja, restabelece sua misericórdia através do laço e da promessa de não mais destruir a criação.
O primeiro arco-íris foi visto após a inundação. O arco-íris simboliza o pacto que D´us fez com Noé de nunca outra vez destruir o mundo com água.
O Arco aparece como sendo o poder da oração, um cabo de conexão entre mundos. No mês de Kislev, nono mês, marca a sua presença pelo Arco ou Arco-íris. Por detrás da presença do arco íris existe a revelação de luz, o cessar da escuridão. Ele revela as cores, as 7 cores - as dimensões espirituais perfeitas que nos tiram das energias do caos.
Todo pacto é firmado através de um sinal e de uma lei, cada patriarca tem o seu pacto, Abraão, a circuncisão, Moises, o shabat.
O arco é a arma de D´us que é deixada nos céus.
Quando o mundo é tomado pelas forças negativas e o caos sobrevém, D´us envio um novo dilúvio, mas a palavra de D´us e sua promessa estão presentes todos os dias.

Para aquele que vê o Arco íris deve ser proclamada a benção: “ Bendito Seja Ele, que recorda a aliança, pois este é o sinal da Santa aliança que o Eterno bendito Seja, pôs no mundo, para que as águas do dilúvio não voltem a cobrir o nosso mundo.”

Falamos pois, quando as massas de maldade tomam conta da terra, o Santo Bendito, seja lembrado de sua promessa.
O Arco íris aparece para proteger o mundo de toda a vez que ele é golpeado pelo Divino, por que a humanidade cometeu algo de mal. O Rei (D´us ) vê e se regozija, e sua ira diminui.
“ E Eu verei e recordarei o pacto perpétuo” (Gen 9:16). Em suas cores básicas, Branco, vermelho e verde, o arco íris nos remete as 3 sefirot principais (Chessed, Guevurah e Tifereth), mas em suas 7 cores no remete ao recebimento de toda a luz da Arvore da vida.

Ela é a representação de Malchuth, dos pés, do Reino que recebe de forma perfeita a luz e restabelece a ordem. A magia do arco Iris quando contemplamos está na idéia que ele carrega toda a mística da criação e reorganização das forças que comandam nossa vida!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018





D´us faz um pacto de nunca mais destruir a terra e estabelece o arco íris como sinal. Noé é autorizado a comer carne e lhe dá estas 7 leis:
– As 7 leis de Noé (Noah) – Elas são uma herança para toda a humanidade! Estas leis são aplicadas a todas as pessoas. Cada uma destas leis tem uma relação com uma sefirá da arvore da vida, uma dimensão de energia.
As 7 leis formam o corpo espiritual que existe em nosso mundo, chamado de Zeir Anpin.

1. Reconheça que existe apenas um D’us

2. Respeite o Criador

3. Respeite a vida humana

4. Respeite a instituição do casamento

5. Respeite a propriedade alheia

6. Respeite todas as criaturas

7. Estabeleça tribunais de justiça



1. Crer em D´us – Um único D´us – Não a idolatria – Netzach – eternidade,vitória.
A cada dia nos deparamos com forças opostas, seres, energias, entidades que atuam em nosso mundo. Estas energias estão nos objetos, pessoas, seres espirituais e etc, e nós podemos servi-los afim de proteger nossa sobrevivência. Existe uma essência Única – um D´us único. Manter-se ligada a esta unidade constrói a unidade interna. D´us representa a vitória do homem contra o mal, a dualidade. E o mal é quando direcionamos erroneamente a nossa fé. E errar a fé é construir idolatrias.

2. Respeitar D´us e louvá-lo – Não use o Nome de D´us em vão! Hod – reverberação, reconhecimento, agradecimento.
Quando estamos mal – culpamos a vida! E ao culpar a vida culpamos a D´us. Falhamos em não reconhecer D´us, não agradecê-lo diariamente pela vida que recebemos, logo, por suas bênçãos – nos fechamos, impedindo que a luz chegue a nós.

3. Respeite a vida – Não mate – Energia de Guevura. Força.
A raiva mata, a inveja mata. Esta lei nos protege da tendência animal instintiva que temos, de nosso desejo de querer para si.

4. Respeite a Família – não seja sexualmente imoral – proibição do adultério - Sob a energia de chessed, a misericórdia.
A Torá afirma: "Não é bom que o homem esteja só"; então D’us fez uma companheira para Adam e no casamento "Ele os abençoou". Em uma família saudável a criatividade do homem encontra expressão significativa na mulher. A imoralidade sexual é o sinal de uma decadência interior que gera uma sociedade cruel, trazendo confusão ao plano de vida Divino. Os instintos tomam conta, logo o caos é o senhor da vida!
O Adultério é uma perversão da unidade, do amor, da beleza, da harmonia.
5. Respeite a propriedade alheia – não roube – Energia de Tifereth
Visto que nosso sustento vem de D’us, deveríamos procurar obtê-lo honestamente, com dignidade, e não por meio de meios enganadores. Roubar, enganar gera o caos, mostra que nosso ego está no poder. Que o desejo de querer para si, origem de todo o mal na humanidade está presente e destruindo mundos e pessoas. O roubo é uma perversão da beleza e de relações em equilíbrio. Roubamos o equilíbrio.
O desejo de querer para si deriva dos impulsos, instintos – nefesh.

6. Respeite todas as criaturas, proibição de comer animais vivos ou sangue – Yesod - fundação

D’us deu ao homem "domínio sobre o peixe, a ave, o gado e sobre toda a terra". Nós somos os guardiões da criação de D’us. Em última análise, nossa responsabilidade se estende além da nossa família, além até da sociedade, para incluir o mundo da natureza. O 6° mandamento foi entregue depois do Dilúvio. Noé é um homem justo....e o Justo, segundo a Torá é o fundamento da vida, homens como ele, mantêm a criação estável. Novamente nos deparamos com questões relativas ao impulso, instinto animal do homem.
7. Estabeleça tribunais de justiça – Malchuth , o reino.
Respeitar, geram leis justas, um equilíbrio para que todos possam receber as bênçãos de D´us; O sétimo preceito é positivo, permite ao homem estabelecer sistemas legais para julgar os transgressores, para retificar a sociedade. O que a torna lei básica de toda a vida – todo o reino.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

HOSHANA...RABA... terça




Acabou o Yom Kippur, mas não terminaram os trabalhos espirituais.
Ainda temos Hoshana Haba, Shmini Atseret, Simchá Tora....
Muitas situações que irão nos dar a oportunidade de transformar nossas vidas, através de rituais que mexem com nosso mundo interno.

Yom Kippur termina e temos uma sensação de satisfação e tristeza, é como final de festa...é uma pena que acabou.
Podemos falar do nível espiritual que atingimos, mas existe algo que nos acompanha desde a infância...os encontros familiares e o encontro com a comunidade. Por isto, tudo tem este ar de festa.
Espiritualmente unidade, ligação, identidade...passando por paciência, tolerância e muito mais.
É um momento único durante todo o ano!
Os encontros e reencontros, a dinâmica de uma comunidade que fica exposta em apenas 1 dia.
E que dia.


É preciso perdoar a D´us e a natureza e mais ainda, é preciso perdoar ao homem que destrói e desequilibra. Um D´us misericordioso que perdoa nossa não escuta para Ele.
Na oração SHEMA ISRAEL encontramos:

Ouve Israel, Adonay(IHVH) é nosso Criador, Adonay (IHVH) é Um.
Bendito seja o nome daquele cujo Glorioso Reino é eterno.
E amarás o Eterno, teu D-us, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu poder. E estarão, permanentemente, no teu coração, estas palavras que hoje te recomendo. E as ensinarás diligentemente a teus filhos e falarás a respeito das mesmas quando estiveres sentado em tua casa e quando estiveres andando pelo teu caminho; quando te deitares e quando te levantares. E as atarás como sinal na tua mão, e serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais da tua casa e nas tuas portas. E acontecerá, se diligentemente ouvirdes os meus mandamentos que vos ordeno hoje - para amar o Eterno, vosso D-us, e serví-lo de todo o vosso coração e de toda a vossa alma - darei a chuva da vossa terra na estação própria, a têmpora e a serôdia; e recolhereis vosso grão, e vosso mosto e vosso azeite...
D´us há de perdoar, por que não escutamos mais Ele
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Hosana Haba é um ritual onde trazemos a presença Divina - Shechiná, neste dia pedimos pelas chuvas... por bençãos......trazemos a luz para limpar as últimas cargas negativas (sombras).
As Cargas do MEDO!

SÁBADO

Conferência das Sombras

DOMINGO - SIMCHÁ TORÁ


ore e estude!!

Oração - Mantras

Hoshanot

כהושעת ... כן הושע נא  - Como você salvou ... [2], assim, por favor, salve!
אנא, הושיעה נא - Por favor, por favor, salve!
אנא, א-ל נא, הושע נא והושיעה נא  - Por favor, Deus, por favor, por favor, salve e entregar, por favor!
אנא, א-ל נא, הושע נא והושיע נא, אבינו אתה  - Por favor, Deus, por favor, por favor, salve e entregar, por favor, você é nosso pai!
הושע נא, א-ל נא, אנא הושיע נא  - Salvar por favor, Deus, por favor, por favor, entregar, por favor!
הושע נא, סלח נא והצליחה נא, והושיענו א-להי מעוזנו  - Salvar por favor, por favor, perdoe e nos fazer prosperar por favor, e livra-nos, Deus a nossa força!
רחם נא קהל ישורון, סלח ומחל עונם, והושיענו א-להי ישענו  - Tem misericórdia, por favor, [sobre] a congregação de Yeshurun, perdoar e perdoar os seus pecados, e livra-nos, Deus, nosso Salvador!
שערי שמים פתח ואוצרך הטוב לנו תפתח, תושיעינו וריב אל תמתח, והושיענו א-להי ישענו  - Abra as portas do céu e abrir as salas de armazenamento de sua generosidade para nós, você vai nos salvar e não estender a discussão; livrai-nos, Deus, nosso Salvador!




Hosha na, lemancha Elohênu, Hosha na
Hosha na, lemancha bor´ênu, Hosha na
Hosha na, lemancha goalênu, Hosha na
Hosha na, lemancha dorshshênu, Hosha na


Salva-nos, rogamos-Te
Em Teu Nome, nosso D´us, salva-nos, rogamos-te
Em Teu Nome, nosso Criador, salva-nos, rogamos-te
Em Teu Nome, nosso Redentor, salva-nos, rogamos-te
Em Teu Nome, Tu que nos busca, salva-nos, rogamos-te


ANI VAHU HOSHIA NA


A mim e a Ti, salva-nos, rogamos-Te!

domingo, 23 de setembro de 2018

NOSSO LAR.... Sucot! ( A Cabana )



É preciso um arquiteto.

É preciso aprender a construir cidades dentro de nós,

casas, cabanas.....

Nossa estrutura de vida, de valores,

sentimentos que necessitam de uma fundação.

Limpos, purificados...

pelo arrependimento e perdão que veio de nosso coração!!



Agora é preciso criar uma nova forma de ser.



Depois de tantos trabalhos espirituais de purificação, estamos "vazios" , necessitados de luz! A caminha a seguir, após o Yom Kippur, dia do perdão é a " festa de Sucot" , festa das cabanas (na tradição literal lembra a passagem dos hebreus no deserto e sua vida em cabanas).

Sucot acontece no dia 23 de setembro. Uma festa de 7 dias; mais uma porta que se abre no céu para o nosso crescimento.

Sucot nos traz a experiência de ESPAÇO, a delimitação de nosso espaço, também pudera... nos tornamos tão alma em Yom Kippur,...mas vivemos aqui, no corpo, então, vamos trazer esta alma para o corpo, um novo corpo. Uma nova vida!


A Sucá , palavra em hebraico que sugere plenitude, quando criamos um espaço adequado.

Por trás de sua aparência frágil a sucá (cabana) guarda o mistério da Divina Providência, constantemente presente em nossas vidas. As sucót representam, hoje, as nuvens que escoltaram nossos ancestrais do Egito à Terra Prometida no passado, oferecendo não só proteção e abrigo como todo o sustento (o maná que caía dos céus) de que necessitavam para realizar esta dura jornada. É através dela que podemos, agora entrar em contato com D'us, com a sabedoria. Podemos, assim, receber D'us.

Outro aspecto de Sucót é a colheita. Por se tratar de um momento de fartura e júbilo, existe sempre a possibilidade de alguém se voltar para os valores materiais em detrimento dos espirituais. Por isso, passar 7 dias fora do conforto do lar tem um valor adicional: através desta experiência exercitamos a humildade e a certeza de que a única fonte de riquezas é o Eterno. Repare no aspecto mágico, depois do Yom Kippur, estamos mais abertos, entregues, limpos, prontos para uma jornada.... mas queremos errar de novo?? fazer as mesmas coisas??? Claro que não!!! sucot é uma conexão que fazemos com a Unidade para não repetirmos as mesmas coisas, não nos desviarmos, mas colocarmos de vez a divindade dentro de nós, aprendermos a ter outros valores. Este é o momento tão esperado de COLHEITA, de nossos objetivos, para isto necessitamos estar abertos, com as portas abertas, humildes e não guardados, escondidos em nossas casas.

Uma das características de Sucot é a conexão com 4 diferentes tipos de vegetais, elas lembram as 4 formas, direções, energias, letras do Nome de D´us: Etrog -cidra, Lulav -ramo de palma, Adas -galhos de mirra e Aravot - galhos de salgueiro - estes formam um ramo, na qual é movido para todas as direções espaciais. A vontade, o pensamento, a emoção e a ação = você, segundo a Kabbalah, define-se por estas 4 formas.

Com estes vegetais realizamos movimentos, os movimentos do Lulav representam os desafios da Neshamá na sua caminhada espiritual. É o despertar da Alma para revelar todo o seu potencial aqui no Ser. A experiência do tempo existe para que possamos alcançar o nosso lugar (tempo e espaço = individuo harmonizado = experiência da sucá).

Algumas congregações associam as Quatro Espécies ao homem, com o etrog representando o coração, o lulav representando a espinha dorsal, o hadás representando os olhos e a aravá representando a boca.

O mais comum, contudo, é termos estes itens comparados às quatro categorias de pessoas no mundo: o etrog tem gosto e aroma, representa a pessoa que estuda e cumpre as orientações da Torá; o lulav tem sabor mas não tem aroma, representa a pessoa que estuda a Torá mas não segue suas orientações; o hadás tem aroma mas não tem sabor, representa a pessoa que não estuda a Torá mas possui uma conduta absolutamente correta com relação à vida; a aravá não tem sabor ou aroma, representa a pessoa que não estuda a Torá e leva uma vida de iniqüidades.

Quando as Quatro Espécies são reunidas, abençoadas e balançadas nas quatro direções, estamos convocando toda a humanidade para que se unir no desenvolvimento das qualidades do etrog - a mais nobre das Quatro Espécies.

A festa é de 7 dias, e o costume é fazer as refeições nela, orar e estudar na sucá.

Segundo a kabbalah em cada uma das 7 noite convidamos um dos patriarcas (almas ascendidas) para que habitem junto de nós ( Abraão, Isaak, Jacó, Moises, Aaron, Josué e David). Cada um representa uma sefirá de Chesed a malchuth, cada dia representa uma dimensão em nosso ser que vamos " vestir" .



1) Misericórdia - amor

2) Disciplina, Rigor

3) Beleza, equilíbrio

4) Persistência

5) Humildade

6) Nutrição, vinculo

7) Realeza, luta diária



Na Lua cheia do sétimo mês abrimos as portas da consciência de Biná e recebemos toda a sua luz. Os vegetais são as “antenas” físicas que captam a luz que nosso receptor está apto para receber, pois depois de Rosh Hashana e Yom Kippur a vasilha estando mais limpa pode receber mais luz, segundo o Rabino Berg, nossas klipot ou bloqueios são explodidos pelo toque do shofar , de forma que não exista mais uma cortina entre nós e a força da Luz de Deus – permitindo desta forma que recebamos a força da Luz sem limitações.

Na contrução desta "Festa" ligamos o 6 ao 7. O corpo a alma, o fisico ao espiritual, a terra ao céu. Contruimos a Estrela de David (estrela de 6 pontas).

No dia 27 a tardinha acendemos velas (18:00 em PoA) para adentrar nestes trabalhos de construção da Merkavá de Zeir Anpin.

Orações:

Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher
kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel YomTov.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos destes o mandamento de acender as velas neste dia de festa.


Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech haolam,
shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.


Leituras especiais:
Porção: Vayicrá 22:26 - 23:44
Haftará do primeiro dia: Zecharyá 14
Haftará do segundo dia: Melachim 8:11-21

Benção da Sucá:
Ao ingerir na sucá ao menos 57,6 g de pão ou bolo ou tomar 86 ml de vinho, acrescente a seguinte bênção à bênção do alimento:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu leshev bassucá.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou morar na sucá.


Em direção a Jerusalém, segure o lulav (com hadassim e aravot) na mão direita (a espinha do lulav deve estar a sua frente) e recite a bênção abaixo. Em seguida, pegue o etrog na mão esquerda, mantendo lulav e etrog bem juntos e agitando-os levemente conforme explicado abaixo:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu al netilat lulav.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou pegar o lulav.

Benção das 4 espécies:

Ao fazer a bênção das "quatro espécies" pela primeira vez, recite a seguinte bênção após a bênção anterior, antes de juntar o etrog com o lulav:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.


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OS MOVIMENTOS DAS QUATRO ESPÉCIES

As movimentações são feitas três vezes em cada direção da seguinte forma:

a) para a direita;
b) para a esquerda;
c) para frente;
d) para cima;
e) para baixo;
f) para trás.

A cada movimento realizado, afastam-se as Quatro Espécies na direção especificada e são trazidas para junto do coração. Seguram-se as plantas com as duas mãos, sendo que o etrog deve ser completamente coberto com a mão esquerda; somente na terceira vez do último movimento o etrog é descoberto, enquanto o movimento é feito num ângulo maior do que nas duas primeiras vezes.

domingo, 2 de setembro de 2018




GUIA SIMPLES DE ROSH HASHANÁ

PRIMEIRA NOITE DE ROSH HASHANÁ 
 Acendimento das Velas às 17h42 •
Ao acender as velas na primeira noite recita-se as bênçãos:

 BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MÊLECH HAOLAM, ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTAV, VETSIVÁNU LEHADLIC NER SHEL YOM HAZICARON. BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ- -NU MÊLECH HAOLAM, SHEHECHEYÁNU VEKIYEMÁNU VEHIGUIÁNU LIZMAN HAZÊ.

 Bendito és Tu, ó Eterno nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender a vela do Dia da Lembrança. Bendito és Tu, ó Eterno nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época

Orações da Noite
 Conexões cabalísticas com as letras do novo mês.

 Na Sinagoga • Na primeira noite de Rosh Hashaná, após Arvit (a Prece Noturna), todos se cumprimentam com o voto: (para um homem) LESHANÁ TOVÁ TICATÊV VETECHATÊM (para uma mulher) LESHANÁ TOVÁ TICATÊVI VETECHATÊMI. Que sejas inscrito(a) e selado(a) para um bom ano.

A Refeição • Ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush da noite de Rosh Hashaná

• Após o kidush, abluem-se as mãos, como em todas as próximas refeições, vertendo água de uma caneca três vezes consecutivas em cada mão até o pulso, iniciando pela mão direita, recitando-se a bênção “Al netilat yadáyim” antes de enxugar as mãos

• Costuma-se usar chalot redondas em Rosh Hashaná simbolizando, entre outras razões, a coroação de D’us neste dia. Expressa-se também a esperança de que o ano novo seja perfeito e traga o melhor de tudo para cada um.
• Distribui-se um pedaço da chalá para cada participante, mergulhando-o no mel antes de comer.
Isto é feito em todas as refeições da Festa. Antes de ingerir a chalá, pronuncia-se a bênção “Hamotsi”

• Na primeira noite de Rosh Hashaná, antes de iniciar a refeição, mergulha-se uma maçã doce no mel.
Recita-se a bênção da fruta e um pedido: BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MÊLECH HAOLAM, BORÊ PERI HAETS. YEHI RATSON MILEFANÊCHA SHETECHADÊSH ALÊNU SHANÁ TOVÁ UMTUCÁ. Bendito és Tu, ó Eterno nosso D’us, Rei do Universo, que cria o fruto da árvore. Possa ser Tua vontade renovar para nós um ano bom e doce. • Em Rosh Hashaná costuma-se saborear alimentos que simbolizam doçura, bênção e fartura.

Portanto, vinho doce ou bebidas doces, peixe e carne gorda fazem parte desta refeição. (Não se come nada temperado com vinagre ou raiz forte para não ter um ano amargo. Nozes também não devem ser ingeridas.) • Serve-se cabeça de peixe ou carneiro (na prática, a língua é utilizada) para representar o desejo de ser “cabeça”, sobressaindo-se com justiça e servindo de exemplo para todos. • Tsimes, um prato de cenouras doces, também é servido.
A palavra yidish para cenouras é meren, que também significa acrescentar. Assim, tsimes representa o desejo de possuir mais méritos que falhas 
 • Outros alimentos especiais são: alho-poró, acelga, tâmara, abóbora-moranga, feijão fradinho e romã. • O bolo de mel é também uma sobremesa tradicional durante esta época (vide receita na pág. 16). • Na conclusão da refeição, recita-se a Bênção de Graças (Bircat Hamazon), encontrada no Sidur (Livro de Rezas).

FAÇA A ORAÇÃO ANA BEKOACH.


MEDITE NAS LETRAS DO MÊS:










SEGUNDA NOITE DE ROSH HASHANÁ

• Na segunda noite, uma fruta da nova estação, que ainda não foi provada, é colocada sobre a mesa no horário do acendimento das velas e do kidush. Acendimento das Velas após 18h37 •

Ao acender as velas na segunda noite recita-se as mesmas bênçãos da noite anterior (vide acima na pág. 6). • Recita-se o kidush da noite de Rosh Hashaná
• Em seguida (antes da ablução das mãos), a nova fruta é saboreada, após recitar a bênção:

BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MÊLECH HAOLAM, BORÊ PERI HAETS.
Bendito és Tu, ó Eterno nosso D’us, Rei do Universo, que cria o fruto da árvore. •

 Como na primeira noite, abluem-se as mãos, recita-se a bênção “Al netilat yadá- yim” e come-se a chalá mergulhada no mel, após pronunciar a bênção “Hamotsi”. • Na conclusão da refeição, recita-se a Bênção de Graças (Bircat Hamazon), encontrada no Sidur.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

ECLIPSE E A ESCURIDÃO

Voce tem medo do escuro?

normalmente temos, normalmente não desejamos situações de escuridão em nossas vidas.
A kabbalah nos mostra através de situações do calendário que a existência da escuridão é tão importante para que possamos passar para uma nova fase em nossas vidas. Os dias são precedidos da escuridão da noite, a existência de dias negativos e as datas de 17 de Tammuz e 9 de av, dias de grande negatividade.

Esta  escuridão acaba por representar a dor, a falta de alegria, situações difíceis, mas elas estão ali para nos ensinar  a transforma-las. o 9 de av nos convida para adentrar o luto, a existência do mal e encarálo de forma corajosa.

Para a escuridão falamos: “gam zu le tová” – tudo é para o bem!

Assim os eclipses, sempre assustadores para os antigos, vem para promover alguma ação, mudanças e transformação, ele acorda e ajuda a trazer grandes desenvolvimentos.

O encontro da Lua com o Sol, num casamento perfeito, nos leva a intimidade deste casal.
No caso estou falando do eclipse do sol, que nada mais é do que uma grande lunação, a lua nova! o que marca, na kabbalah, o inicio de um novo ciclo, um novo mês. Eles trazem mudanças nas áreas que estão mais paradas e que necessitam de luz e movimento.
Na astrologia devemos observar em que setor de nossa vida que o eclipse ocorre, pois é ali que teremos sinais de mudanças.. Casas e Signos!

No dia 21 de agosto, iniciamos o mês de elul sob um forte eclipse, que carregará as energias leoninas. A lua ganhará o seu poder, trazendo o poder do recebimento, o poder do feminino, que poderá ser fertilizado com os raios do sol produzidos no eclipse lunar do dia 7 de agosto.
Leão rege a liderança, a alegria, as crianças, a criatividade e expressão do ser, o amor e tudo que é bom nesta vida. Leão fala do reconhecimento de si mesmos.

Um novo ciclo dentro do contexto de elul promete a renovação, limpeza e organização de tudo o que estamos fazendo, é como limpar a casa, para trabalharmos melhor.
Vamos por a mão na massa, pois o semestre trará muitas mudanças e a entrada da luz é certa.
Elul é o sexto mês que ocorre sob a regência de Virgem!


sábado, 22 de julho de 2017

Jardim da Consciência


entro em meu jardim na busca de colher frutas de arvores plantadas por meu avô, frutas com um gosto de vida, frutas que me remetem a minha história.

O gosto de existir, de conter um sentido, que me preenche.

O gosto do amor.

Entro no jardim para que ele possa ser existente, pois através daquilo que busco e experimento o jardim se significa e ganha a vida.


e  então somos um.


quinta-feira, 23 de março de 2017

CHAMETZ.....




A IMPUREZA E A PUREZA:

“Não comereis nenhuma coisa levedada;
 em todas as vossas habitações comereis pão ázimo”(Ex. 12,20)

A proibição se faz apartir das 12 h dia 14 de Nissan.
O que é Chametz? Trigo, centeio, cevada, aveia que tenham permanecido em água durante 18 minutos. Comida ou bebida feita de um destes cereais.
É proibido o uso de panelas, pratos e utensílios que tenham tido contato com Chametzs. Os fogões devem se tornar kacher. É comum entre os Askenazim não comer: arroz, milho, amendoim, e verduras que frutificam em vagens.
Existe um ritual de busca do Chametz (Bedika Chametz), realizado após o anoitecer. Antes da busca deve-se dizer a seguinte Benção:

Baruch atá Ado-Nai Elo-Heinu MeleKh HaOlam,
Asher KideShanu Be Mitsvotav Ve Tsivanu Al Biur Chametz.
Bendito Sejas Tu, Ó Eterno, nosso D-us, Rei do Universo,
que nos ordenou a destruição do Chametz (da negatividade)

É comum usarmos uma colher de pau como receptáculo e uma pena para recolher o Chametz, com isto a colher faz o papel de uma vasilha que conterá o mau e por ser de madeira a manterá ali, sem influir no conteúdo, e o conteúdo sem influir no ambiente, a pena é usada para que não se tenha contato com a negatividade do Chametz. Depois de encontrado o Chametz escondido ou não, faz-se a seguinte declaração de Nulificação:

Todo o fermento e todo o Chametz
 que se encontra em meu poder
 e que eu não tenha visto e não tenha destruído,
 seja nulo e propriedade pública, como o pó da terra.

Quando se abre um processo ou ato que, no caso de purificação, deve-se ao final, dar por encerrado, para que nos céus e as entidades (energias de luz) possam terminar seu trabalho.
O Chametz será queimado na manhã seguinte. Sua queima é o Din (julgamento).
Quem faz a busca não deve conversar, apenas estar concentrado nesta limpeza, para que a mesma ocorra.
Queima do Chametz: Realiza-se até uma hora antes da permissão de comer o Chametz. Queima-se em forno ou fogueira e diz-se:
Todo o fermento e todo o Chametz
 que se encontra em meu poder
 e que eu não tenha visto e não tenha destruído,
 seja nulo e propriedade pública, como o pó da terra.

São vários os símbolos do desejo de receber para si, que representam o mal e a impureza, o pão é um destes elementos (levedura), pois possui uma natureza metafísica semelhante a esta energia, por isto existe a idéia da necessidade de repartirmos o pão.
A massa fermentada tem como principal característica crescer e inchar, azedando levemente, simbolizando o orgulho e a ostentação, raízes da prática do mal.
Devemos limpar todo o mal uma noite antes do Seder, quando iremos receber a luz da consciência e liberdade (a revelação de D-us). É costume esconder 10 porções de Chametzs na casa (correspondendo as 10 sefirot), o que assegura que a busca foi detalhada e para que não se diga nenhuma benção em vão, e assim agir física e metafisicamente.

Existe uma semelhança nas palavras (estrutura metafísica similar): Chametzs e Matza (alimento de fé), uma é escrita com o Chet, a outra com Heh. Isto denota que a matza contêm menos desejo de receber. Pois o Chet simboliza a palavra corda (Chevel), desejo (Chesek), pecado (Chet), em seu hierógrifo temos uma abertura da letra para baixo, representando o norte, que está aberto recebendo todo o mal ou o bem, abri portas para o livre arbítrio. Nesta casa fechada é onde se guarda e recolhe os bens para uso próprio. Representa Yesod (passado, ego, influências), os órgãos masculinos, as duas pernas representam os ductos de saia de resíduos (mal) e de esperma - reprodução (bem). Representa a “besta”- o quadrupte que olha de perfil, a violência, o rudimentar do animal. Esta letra não consta nos nomes das tribos sagradas.

Enquanto isto, aletra Heh, nos traz o nome de D-us, o nome de Abraão que foi completo com está letra, fazendo-o inteiro e igual a D-us. Representa a ação, o movimento (braços e pernas), sua palavra é o artigo O, iluminar (Hair), foi a letra usada por D-us para criar o mundo, pois aparece duas vezes no nome de D-us (tetragrama). Simboliza os 5 níveis da alma, os 5 dedos da mão, aquele que mantem a posse, aquele que constroi e que estende sua mão. A letra simboliza o real e determinado. Como completa palavras no feminino carrega tudo aquilo que expressa o amor e a paixão do Homem. Por seguir a letra Dalet, mostra que a porta aberta deve ser aproveitada por outras pessoas.

Além do que a matza é plana e compacta, sugere a humildade, recato e o auto-controle.
Falar a benção faz com esta atue como cabo de transferência metafísica para alcançar e ter os objetivos. O uso da vela está ligado ao desejo de receber e compartilhar (luz).
A 1º etapa da destruição das impurezas é a etapa de Malkut, do reino, da carne, o que acaba por representar as klipot pessoais, e assim sucessivamente, onde cada impureza representará uma parte de nossa vida: O corpo físico, os sentimentos e emoções, os pensamentos, o ódio, a raiva, a vaidade, o poder e domínio sobre os outros, a injustiça, a rigidez, a entrega excessiva e as intenções negativas.

Os diferentes aspectos de Pessach faz com que possamos fazer diferentes tipos de conexão com a força, sua natureza é o equilíbrio entre as colunas da esq. e dir.
Nos conectamos com a estrutura das dez sefirot, é uma transferência de energia.
A coluna central tem um papel especial. Este é o simbolismo das ombreiras de porta, pois representam um sistema completo de 3 colunas, que foi nos dado para nos permitir a libertação.

O preceito mais importante deste momento festivo, ou momento cósmico é o do pão ázimo, ou Mátza, além de ser a época de nossa libertação (Zeman Heiruteinu), pois está ligada a coluna do meio.

“... e passarei por cima de vós e não haverá entre vós praga para destruir-vos...”(Ex. 12,13)

A partir desta passagem a idéia de oferenda pascal acontece para recordar suas promessas.

Pessach marca a colheita da 1º safra na terra de Israel, sendo a cevada a principal.
“Sete dias comereis pão ázimo”(Ex.12,15)


Característica da Matza: feita com água e farinha, seu tempo de preparo e contato água + farinha não deve passar de 18 min.

domingo, 5 de março de 2017

PURIM.....




Qual a tradição de Purim?

Ler a historia, chamada de Meguila de Esther. E antes da leitura devemos rezar:
"Harajaman Hu Yaase Lanu Nisim Veniflaot Kemo Sheasa Laavotenu Bayamim Hahem Bezman Haze, Bime Mordajai.... (O D's clemente nos fala de milagres e maravilhas que fez a nossos antepassados em nossos dias, nesta festa, no tempo de Mordechai...)”

Lê-se também o Salmo 128 e no dia 24 o Jejum.

 Purim possui uma festa considerada como um Carnaval (Baile de Mascarás).
A palavra significa Sorteio.
Purim deriva de PRU = frutificai e multiplicai, pru significa fértil, mas também indica Pirumim, migalhas

A historia da Rainha fala em detalhes sobre a doação de presentes e caridade, traz segredos de como vencer o mal, as energias de aniquilamento. Para a Kabbalah isto é um código de como nos conectarmos com a energia do momento e destruir todo o mal que nos acompanha, assim é costume fazermos neste dia caridade, damos presentes, fazemos coisas boas para pessoas necessitadas e/ou amigos, para alegra-los. O importante é lembrarmos que toda e qualquer caridade ou presente deve ser dado de coração e recebido com desejo.
Quando damos algo e aquele que recebe acha que não merece ou se sente mal, entramos em contato com o pão da vergonha, e com isto, não revelamos luz! Assim é o que ocorre com a gente, desejamos algo, e ao ter perdemos, ou não conseguimos conquistar algo, isto por que o Pão da Vergonha esta ali. O não merecimento.
Neste período podemos combater este obstáculo que nos impede de sermos felizes.
Existem três obrigações em Purim, ler a Meguilá, fazer caridade e ter alegria.

A festa de Purim, tamanha é a energia que nos chega que ela é conhecida como a festa da Alegria, do riso. Diz-se que ela é a festa do corpo, enquanto Yom KiPurim (dia do Perdão) é a festa da alma!
Este é o mês do riso. “Antes do milagre de Purim  D'us escondeu sua face” – o nome de D'us não aparece no livro de Esther. Esconder a verdadeira identidade, ser outra, revelar-se através da essência. É a percepção entre o Eu e o Ego. Dizem os sábios por causa disto: Bebe-se em Purim até o ponto de não saber mais diferenciar entre o bem e o mal, entre o Ego e o Self  (corpo e alma).
Em Purim estamos levando nossa consciência para os nossos desejos físicos, para tudo que esta na memória física, um outro eu, que atua em nossa vida sem nos darmos conta. Em Purim, nos soltamos de nossos medos, culpas, magoas e desconfianças, por isto, bebemos até não conseguirmos diferenciar e nos soltar destas amarras que nos sufocam.


Purim é quando o Eterno nos dá, ou mostra o que está para acontecer, como diz à frase:
"Eterno antecipa o remédio da enfermidade”, pois abrem as possibilidades que o mal/corpo/desvios não deixavam.
Conforma a tradição nos conta, Moshe instituiu este dia como um dia de invocação e ajuda de D’us  para a salvação.
Mas que salvação? Haman, bandido da historia é como Amalek, personagem da Torá, eles representam os arquétipos do mal, representam toda e qualquer energia que nos deseja aniquilar. A duvida, os conflitos, a fragmentação interna, toda e qualquer energia que nos coloca em conflito, cheios de raiva, vingança, medo, culpa, que nos tira de nossas verdadeiras crenças, quando trocamos ou ficamos inseguros de nossa identidade ou essência espiritual, e assim, ficamos expostos ao perigo de Amalek/Haman (diríamos que são códigos para o que Jung chama de Complexos).


“ Caso te sintas angustiado, precisas saber que este sentimento não nasce em ti, ele te chega do exterior, ele te é comunicado por amalec, um enganador...Então lembra-te da lição de Purim: Obriga-te a estar contente apesar da situação e verás  a muralha da tua angústia ruir como uma miragem...” Rebe  Nachman de Breslav

Assim veremos que estes tiranos são apenas enviados da mão de D'us (Providência Divina), para nos lembrar de nossas obrigações e de nossa ligação com Ele.


Purim é um ritual de transformação, onde passamos a ocupar uma outra identidade, a mascara pode ser encarada como uma forma de chegarmos mais próximo de outras facetas nossas, reconhecer outras faces do ego, ou simplesmente ele serve como uma proteção da luz divina, ou ainda, a mácara tem a função de nos esconder, isto porque, em Purim bebemos ate não mais diferenciar Mordechai ou Haman, bem, quem é Haman, ou Mordechai, podem ser uma só pessoa??? Podem representar nós mesmos, abençoados e amaldiçoados.



Chag Sameach – Feliz Festa!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017





Dentro do mês de Adar, através das energias de peixes, a espiritualidade mais alta nos convida para uma festa, que nos permite grandes transformações – um convite ao trabalho espiritual.

PURIM nos convida para um sorteio. Entre o bem e o mal.

ANDE CONFORME O CALENDARIO CABALISTICO



Tanto a Torá Escrita quanto a Oral se iniciam com uma distinta percepção da importância do tempo.

Estar ligado ao calendário é ter a sua consciência espiritual. É estar sempre estando em estado de recebimento de uma luz maior, mais elevada, que irá te beneficiar em todas as áreas.

Depois do pecado original, D'us dirigiu-Se a Adam com a pergunta: "Onde está você?" A determinação pessoal de onde ele está na vida começa determinando-se onde ele está no mundo, tanto física quanto espiritualmente. Na Kabbalah, é explicado que a dimensão de tempo é o que conecta a dimensão do espaço (a localização física de alguém) à dimensão da alma (a localização espiritual da pessoa).

O calendário nos dá uma direção no tempo e espaço, nos coloca ligados a todos os aspectos da natureza, ao cosmos e a tudo que existe na terra, quanto no céu.

Ele irá nos mostrar momentos em que a LUZ, D’us está em contração ou expansão, isto é quando as bênção recaem sobre nós e que tipo de bênçãos. Com isto poderemos perceber o melhor momento para isto ou aquilo.

Para a kabbalah o calendário nos mostra momentos exatos que podemos nos conectar com a inteligência cósmica, onde o céu se abre.

Temos, então, ciclos de dias santificados, solenes, festivos, semi-festivos ou até tristes. Temos o Shabat a cada sete dias, o Rosh Kodesh(cabeça do mês) – um dia semi festivo, que é o inicio de cada mês, que se dá com o primeiro fio de luz da lua. E as datas festivas que fecham um ciclo de evolução, oportunidades e movimentos espirituais.



CONHEÇA UM POUCO MAIS......

Pêssach (Páscoa), Shavuot (Pentecostes-festa das semanas) e Sucot (festa das cabanas), as Três Festas de Peregrinação, são dias festivos (Yom Tov), lembrando respectivamente o Êxodo do Egito, a Outorga da Torá no Monte Sinai e os quarenta anos de perambulação pelo deserto.
Há seis jejuns obrigatórios no decorrer do ano: Tsom Guedalyá (dia 3 de Tishrei); Yom Kipur, (10 de Tishrei); Dez de Tevêt; Taanit Ester (13 de Adar); Dezessete de Tamuz; e Tish'á Beav, (9 de Menachêm Av).

Para começar, por que precisamos de um calendário? Isto é fácil: para lembrar as datas importantes das festividades, saber com antecedência o dia de nosso aniversário e etc, etc. O calendário marca momentos importantes, passagens, PORTAS.



De que modo este calendário se distingue? O calendário judaico é lunissolar, i.e., os meses seguem as fases da Lua, porém leva-se em conta as estações do ano.



PURIM

Neste mês, décimo segundo mês do calendário, isto é, ultimo mês de um ciclo. Chegamos num ponto, em uma maturidade ou numa “estação” em nossas vidas em que necessitamos nos abrir, nos entregar, descobrir. O Oculto sai da escuridão! Há revelação e contato com o mundo espiritual. Os inimigos ocultos se revelam, são revelados. O mundo espiritual atua com mais força. Por que? Por que em breve, na próxima lua, entramos num novo ciclo.

O que é ou está oculto? Pode ser muito sutil para alguns, para outros é um período de grandes revelações. E um momento de grande revelação onde os véus que separam os mundos caem é em Purim.

A idéia é: como se não houvesse separação entre o mundo espiritual e físico. Mas o espiritual não é explicito e nem pode ser, por isto usamos mascaras, que nos protegem, pois a luz de Purim é muito forte e nos revela.

Dia 4 a noite, comemoramos Purim. Um dia antes fazemos um jejum de purificação e desconexão das energias negativas. No dia da festa lemos a História de Esther! Através de sua conexão limpamos as cascas de desvio e destruição, revelamos nossos inimigos.


E saiba mais.

Na próxima lua crescente começaremos um novo ciclo, um novo mês – o mês de Nissan, e todo o calendário vai nos levar para um desfazer, um limpar o guarda roupa, arrumar a casa, limpar tudo para ocupar com coisas novas. Não ande sem pensar ali na frente, também.

parte 1 Noé (Noah) nos conta de um mundo espiritual, sem caos, a construção desta possibilidade, ou o que chamamos de passagem do 6 para...