quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Palavras soltas numa feira....

Sábado vou a feira, vou recolher letras,
para formar palavras.
Sábado vou a feira, comprar verduras e frutas para fazer um suco de letrinhas.
Quem sabe construir palavras.
As vezes palavras mal faladas, mal entendidas...mal fadadas,
as vezes palavras poéticas, amáveis e sedutoras.
Mas sábado vou a feira pegar mais letras para contruir um destino melhor.
Entender D´us em sua fonética.
Palavras de criação.
Quem sabe não escrevo um livro, crio e recrio minhas emoções.

Tinha medo de perder as palavras, silenciar-me por completo...
e a vida me fez perder.
Agora volto para a feira, uma feira de letras, palavras e livros.

Um dia me vi como uma traça, devoradora de livros,
agora volta para a casa (o livro).
Volto para minha turma.
Lá com certeza não há silencio, não há palavras não ditas, medos não expressos,
impressões e sonhos escondidos.
Palavras soltas numa feira, recolhidas em tua sacola de palha,
espalhadas em tua casa.
Quem sabe eu, como traça, não serei levada para a tua casa!

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