segunda-feira, 20 de outubro de 2008

...mais perguntas sobre a vida!


4) Ao longo dos anos, da historia da humanidade, as pessoas mais sabias, inspiradas, etc eram muito insatisfeitas, vemos isso em relatos, artistas, escritores, pintores, cantores, poetas, filósofos. Sentiam muito a falta de sentido, usavam drogas, se matavam, suicidavam, porque eles não achavam esse mundo tudo?

A insatisfação é uma condição humana e desejada, é através dela que fazemos nossos movimentos, realmente evoluímos. A questão é por que ficamos estagnados na insatisfação, por que ela toma parte de nós, como câncer que cresce e nos consome, até nos matar? A falta de consciência e o desejo de se manter parado, sem movimento, sem esforço é a melhor coisa que há. Vivemos sob o peso do corpo, das culpas, dos medos, de mudar a nossa condição, daí toda a negatividade ganha corpo e toma conta.
Por que isso? Falta de LUZ, falta de D´us, esta é a grande verdade, e nesta falta cada vez mais nos afastamos de nossa verdadeira essência, condição, mais do que animal ou humana...Divina!
Para a cabala temos diferentes níveis da alma, com a evolução e recebimento de luz, vamos ascendendo em nossa consciência até atingir a alma divina.

A idéia é quanto mais a fragmentação maior a dor. Você pode ter uma caminhão de conhecimento, mas se não consegue ligar o cérebro direito com o esquerdo fica complicado.
Existe uma letra no alfabeto hebraico, a letra lamed, o nosso “L”, lamed tem uma relação com a palavra Lomed, verbo aprender e ensinar, é tão interessante que os dois precisam estar juntos para ter sentido, e assim, a letra traz a idéia de aprender e colocar em pratica, de passar a teoria para a pratica, por isto ela é uma letra que traz movimento para a nossa vida!


5) Para estudar Cabala, ou em outras palavras (saber), o segredo das coisas, do universo, do TODO, do PORQUE, desde o original, ao básico de viver, de ir buscar o pão, ficar na fila do mercado, estudar, praticar esportes, é necessário o que praticamente? Receber TUDO que provem da cabala? Para saber, começar... iniciar e desenvolver é preciso o Zohar? A Torá? Os Códigos específicos? Os 72 nomes? Um instrutor (cabalista), porque parece muita coisa, muita informação, muito material..?


Fica para mima pergunta o que você chama de segredo? O que é segredo para você??? Para todos? Nosso ego quer o segredo de manter a juventude, de não morrer, de ganhar tudo de forma fácil...enfim.
Mas se falarmos neste segredo de cabala, podemos falar de que o segredo é SER SAGRADO, e ser SAGRADO é entrar no SEGREDO.
Para acessar este Sagrado é necessário D´us, é necessário adquirir sentido, propósito. Mas o tempo todo! E como fazer isso? Rezando, meditando e estudando diariamente, não tem mistério e nem milagres! E ao mesmo tempo quando colocamos isto diariamente, nos enchemos de milagres.
Para receber tem que estar aberto, merecer!!! Na maior parte do tempo estamos na posição de donos da verdade e isto nos tira da condição de estarmos abertos. Estamos sempre julgando a partir do nosso ego, também nos coloca na condição de estarmos fechados.
O Zohar é um livro para aqueles que já sabem e possuem conhecimentos e idéias de vários conceitos. De forma mágica ele funciona para todos, você lê não entende nada, mas ele esta ali trabalhando em sua mente, sem ler ele também muda muito a energia de nossas casas. Cada letra de um sábio emana tanta luz que não temos a mínima idéia.
Acho que nesta caso é muito mais importante você iniciar a leitura pela Torá.
Códigos, mantras, palavras, símbolos devem ser usados com os seus devidos cuidados, e com a instrução de um guia....SEMPRE....
Não acredito que as pessoas possam realmente entender a cabala sem um Guia, professor(a), facilitador(a), não só por que é muita coisa, mas por que grande parte do conhecimento e trabalho espiritual da cabala é espiritual, é oculto e simbólico.

6) Porque a maioria das pessoas que vivem vidas comuns, que parecem "cegas", "dormindo", na "prisão" dos sentidos, desejos, etc, que parecem escravas do sistema, normalmente parecem viver vidas "completas", "felizes.." .. "preenchidas"... Parece que quanto mais desenvolvimento, informação, inspiração, mais busca... mais insatisfação, e quanto "menos" mais alegria, porque esse paradoxo?

O que escrevestes é um resultado da ilusão, dos véus de nogá, é aparente esta impressão. Isto se dá pela atuação das forças de desvio, que chamamos de satã, um código para a força espiritual que atua contra a caminhada da consciência.
Satã nos faz ficar presos em uma consciência e a acreditarmos que aquilo é real e suficiente...até o dia em que nos deparamos com uma grande dor e insatisfação. Vivemos uma vida limitados a consciência da matéria e hoje estamos acordando para uma consciência mais elevada, espiritual.
Existe uma ilusão quanto a felicidade que não deriva do compartilhar, da troca, que é o que nos coloca em semelhança com D´us. D´us é o verbo, o movimento, a troca! Quando compartilhamos, nos abrimos, saímos da contração, do egoísmo, quando aprendemos a respirar corretamente estamos adentrando o mundo da liberdade, e cada vez que deixamos sair, algo entra, recebemos, e experimentamos um estado de prazer, alegria, agora permanente.

Como vivemos na consciência física, ela é a da aparência, baseamos todas as nossas impressões no que vemos, na aparência, na limitação das formas, mas não conseguimos perceber o mundo interno, a verdade. Estamos desconectados das realidades emocionais, mentais e espirituais, não percebemos o passado, presente e futuro, temos estes tempos de forma separada, não sentimos os acontecimentos, vivemos como vitimas!

7) A cabala fala muito de situações, ocorrências em que precisamos praticar de forma consciente, pro ação, compartilhar, amor ao próximo, etc. Porem como lidamos com situações mais especificas, mais profundas, de alma, de raiz, como obsessão, medo, trauma?

Da mesma forma, só que com Kavaná, intenção e consciência. A idéia na cabala é você perceber o que abriu espaço para que situações negativas aparecessem e poder transformá-las.
A ação intensa em cima dos acontecimentos, através do desejo de querer abrir mão da negatividade. Transformando o pão da vergonha através do compartilhar.
Uma das idéias interessante que a cabala nos traz é sabermos realmente aonde estamos? Aonde colocamos a nossa vida? A idéia de saber o lugar que estamos, nos traz uma noção de limites, limites que devemos dar para as emoções, as energias, os pensamentos. O Q eu abre para as obsessões, por exemplo. As invasões de energia em primeiro lugar precisam ser percebidas e percebidas de onde vem, e isto o cabalista aprende a fazer muito bem. Depois disto, devemos saber afastar através dos limites, da atitude, da doutrinação, e principalmente através de orações e pedidos de ajudas aos Tzadikim, os Justos.

8) Porque a vida parece não ter sentido? É comum sentir essa saudade do "LAR", se sentir de outro plano, outra dimensão, outro mundo... não material, não físico, não dual... ou isso é apenas fantasia que criamos nessa vida?

Por que vagamos, na sensação de solidão, em busca de algo que nem sabemos o que, daí consumimos o que nos oferecem, daí ficamos sempre insatisfeitos, pois nos oferecem coisas finitas, que só satisfazem na hora que recebemos e criam um curto circuito, uma explosão.
Afastados da luz, mergulhados no mundo dos impulsos do desejo de querer só para si e do egoísmo, não temos a mínima noção de coletivo e unidade. Estamos longe da luz, longe de D´us, estamos tão afastados de nós mesmos.
Não temos nem coragem de acessar a nossa própria alma, a nossa perfeição. É mais fácil ficar no estado infantil, colocar véus e não quere ver-se de forma honesta. É cômodo ser vitima!
A alma meus queridos, necessita de um lar, de uma casa e aqui é a casa da alma, o corpo, o mundo físico, Malchuth ( sefira que significa Reino). A saudade é uma lembrança do vinculo que tínhamos no Paraíso, é ela que nos faz fazer esforço para voltar para o estado de unidade.
Viemos de uma única arvore, somos um galho, mas D´us deseja que este galho se desprenda, saia da ligação com Ele para que sinta a falta e faça o movimento de volta e reconhecimento Dele.

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