quarta-feira, 15 de outubro de 2008

PERGUNTAS QUE TODOS FIZEMOS....



1) Porque temos depressão, de onde vem a causa? Essa depressão em si, vem de onde? genético, infância, medos, bloqueios, vidas passadas? A cabala tem uma explicação que abrange isso num todo, ou cada caso, cada ser tem sua própria depressão e isso é individual?

Vivemos longe de uma realidade verdadeira, mergulhados na consciência do corpo, ou o que a cabala chama de consciência da vasilha. A característica da vasilha é o desejo de atração, pois esta é a sua função. Devido o livre arbítrio a vasilha funciona independente, isto é ela tem um desejo intenso de atração, ou desejo de receber, com isto mesmo preenchida pela luz de D´us, mantêm seu desejo, e acaba por se afastar da essência, da luz. Este desejo acaba por criar véus que afastam mais ainda a vasilha da fonte, da realidade.. e ela se mantêm dom o desejo de receber, mas longe da essência, longe da luz, cada vez mais se volta para o mundo externo, da finitude, cada vez mais está presa ao mundo das aparências, dos 5 sentidos, do tempo espaço. Cada vez mais na falta.
Num primeiro olhar a depressão genericamente é uma falta de D´us! Uma falta de conteúdo consistente, de sentido, significado.
Olhando mais especificamente cada pessoa faz desta falta e vive ela de forma diferente. Alguns ficam presos ao passado, a alguma ferida, alguns chamam de tristeza de depressão.
A falta é algo normal e natural, necessitamos ter faltas, mas não podemos ficar estanques nela. Elas existem para gerar movimento.
Existem códigos, mantras e estudos que ajudam e milagrosamente nos tiram da depressão, mas sem uma ação convincente nossa , ela volta. Uma injeção de luz deve ser alimentada com uma ação importante de abrir-se para viver o tempo do hoje, acordar para suas potencialidades.
O medo de si mesmo também é um motivo de depressão, daí busco a luz fora de mim.
Para a kabbalah não existe um passado separado do presente do futuro.. é uma coisa só. É por causa da consciência física que achamos que as coisas estão separadas....
Quando falo da luz, imagine a seguinte situação: uma pessoa revê suas atitudes e descobre que está fazendo tudo errado! Imagine se a luz estivesse presente, ela teria energia de movimento, fluidez, não julgaria sem a consciência, mas sem a luz julga com a culpa. O que gera estagnação, e estagnação é depressão.
É claro que podemos ter uma depressão por seqüestro das cascas (klipot), que são estruturas espirituais/energéticas que nos afastam da luz ( podem ser obsessores, pensamentos negativos, energias, invejas, enfim...).

TRANSFORMAÇÃO = MUDANÇA DE DESEJO
Os cabalistas ensinam que nossa natureza possui o desejo de receber só para si, que a natureza do Ego e isto é o que nos separa da luz, da plenitude. O trabalho espiritual de mudança de desejo mora ai. A transformação não é apenas executar boas ações, mas transformar-se, desejar isto! Trabalhar para isto, quando mergulhamos na espiritualidade teremos acesso a energias que nos transformarão.

2) Porque as pessoas mais inteligentes, inspiradas, criativas, que tem lapsos, idéias fantásticas, instinto criativo, artístico, normalmente essas pessoas são mais tristes? Parecem mais deprimidas, mais inconformadas, tem um pensamento, sentimento mais de vazio? Como insatisfação.
Primeiramente é importante entender que existe um propósito em tudo na criação e que muitas vezes para que uma pessoa possa contrinbuir com aquela geração, ela traz um potencial em cima de uma estrtura aparentemente negativa.
Cada pessoa pode viver em realidades diferentes, incompletas. E esta é a idéia, o fato daquele ou deste possuir um grande potencial não significa de forma alguma que ele não tenha alguma falta, isto é, ele também está aqui para fazer o Tikun, conserto da alma. Todos nós estamos aqui para isto!
Quando tu diz ... “ Porque as pessoas mais inteligentes...” Verdade que você está colocando a partir do teu olhar e classificando-as de MAIS INTELIGENTES.... mais isto ou mais aquilo....ninguém é mais... ou menos..cada um tem o seu potencial, e necessita trabalhar para se desenvolver. As vezes a inspiração e a inteligência não significam desenvolvimento espiritual, melhora do lado que ainda está na escuridão.
Isto também reflete a idéia de que somos o resultado do TzimTzum, da contração da luz divina e da quebra das vasilhas, estamos fragmentados... partes de nós estão na luz e partes não.
Lembra que somos corpo e alma.... e os aspectos mais corpóreos estão mais afastados da luz!

Veja isto:

A LUZ compreende à ADAM ( consciência do Todo , o que chamamos de Zeir Anpin = reunião das 6 sefirot*)

HAVA/Eva =é Malckuth – a vasilha que RECEBE

São estas as primeiras estruturas criadas em nosso universo, a luz, a alma, a energia e o corpo, a vasilha que atrai...RECEBE!
*Existem estruturas invisíveis, são filtros e realidades da luz, ou ainda, níveis de consciência. (estas são as sefirot)

O que ocorre é que as “entidades” criadas, funcionam independente umas das outras após a queda do paraíso, onde existia uma unidade entre corpo e alma. A vasilha, o corpo, a consciência corpórea assumiu a direção das coisas!!!
Logo, todos nós temos que fazer o nosso TIKUN, conserto, que é transformar a vasilha que possui o desejo de receber só para si, pois corporificou com a queda, devido ao fato de não estar pronta para receber a luz, a consciência, desde então criou o Pão da vergonha.


O NÃO MERECIMENTO DA LUZ – PÃO DA VERGONHA

A vasilha com o pão da vergonha, possui cascas (Klipot) que não deixam a luz chegar e causar prazer, segurança, alegria, bem estar, felicidade. Como a luz não chega o desejo de querer para si continua na vasilha, logo ela EXPLODE = Shevitah Kelin = quebra das vasilhas. Pois possui luz, mas não compartilha. Ou simplesmente esta vasilha não evolui. Esta quebra é o que se manifesta em tristezas, infelicidades...sofrimento.
3) Porque temos, bloqueios, traumas, medos, temores, de onde vem e provem isso? Infância, vida passada? Tempos remotos? Ano passado? Como tratar isso, como mudar esse Bloqueio, trauma, esse pensamento destrutivo, essa associação a momentos, a situações de medo e temor, só "sabendo" cabala é possível mudar? Possível haver Cura?

A infância é um palco de manifestações e oportunidades de despertarmos aquilo que trazemos de vidas passadas para ser transformado nesta vida. Vivemos sob a lei da causa e efeito e do tikun (conserto). Quanto mais o tempo avança também vamos criando novas condições que estão sob a lei de causa e efeito.. está tudo encadeado.
Como estamos na era Messiânica, tempo de causa e efeito diminuiu, vivemos sob o tempo do julgamento, temos menos tempo de correção, precisamos estar mais atentos e sermos mais rápidos, por isto temos a impressão que o tempo corre mais rápido! Temos menos tempo para o “deixa disso...” ou “ vou arrumar amanha....” Não podemos mais perder tempo!!

Como mudar toda esta escuridão? A escuridão é uma oportunidade de altíssima revelação de luz, mas é preciso esforço, trabalhar para isto. A transformação do mental, emocional e físico. Necessitamos sair das cascas, retirar o pão da vergonha, despertar o merecimento!
O que fazer aprender a compartilhar.
Mas para isto você tem que entender o que é compartilhar!
Precisamos aprender a merecer, amar, perdoar, gostar de si mesmos.

A cabala é o caminho, mas muito mais do que estudá-la, você precisa entende-la, para isto se faz necessário que ela é um conhecimento da tradição oral, você necessita de um Guia, um mestre que possa lhe ajudar. A conversa, a dinâmica mental vai alem das letras escritas em um livro. Para entender cabala é necessário aprender a ler entrelinhas. Cabala é um modo de vida, um exercício diário de mudar teu foco, tua relação com a vida, contigo mesmo e com tudo na sua volta. Sair das respostas ato reflexo (reativas), da ansiedade para um estado de controle e transformação (proativo) não é algo tranqüilo e fácil, mas é impressionante quando vemos os resultados que isto nos traz.
Acredito que a cura seja possível, a partir da consciência e auto controle, mas para isto é preciso paciência e dedicação.
É preciso saber se depara com as próprias sombras, os monstros que criamos, saber combatê-los ou devolve-los para os seus devidos lugares.

A SINDROME DA TRISTEZA

Ela é uma realidade do ser humano, um estado que deveria ser passageiro, uma vestimenta e não um corpo, que podemos trocar no momento em que não nos sentimos mais confortáveis. Ela é o contato com a falta e o vazio, nos coloca num mundo de escuridão, que pode estar recheado de muito caos (... e a terra era vã e vazia... – Tohu veBohu). Na desorganização a luz não entra, não entrando, a alegria não faz parte. O vazio nos engole, como uma experiência de morte, que tanto tememos, então evitamos experimentar este vazio, ficamos estáticos num “limbo”, nem lá, nem cá. Como se estivéssemos na escuridão, no mundo das imperfeições, imobilizados, penetrados por este desejo não cumprido e a impossibilidade do mesmo de ser cumprido no momento que a nefesh( a alma animal) deseja. Na tristeza não se abrem possibilidades, não se visitam outros mundos. Quanto mais mergulhamos para baixo, mais nos conectamos com o mal, com as complexidades e redes que nos prendem, maior é o numero de restrições, mais atraímos a ignorância.
Este mal, esta tristeza pode ser consciente ou não. Quando consciente nos traz um grande crescimento, um movimento de força e forma, levados para o centro, para a unidade gerando uma grande transformação, mas não sendo consciente fragmenta, faz com que o caminho seja construído sem uma direção, uma kavaná. Atuando como unidades separadas, esquizofrênicas, trazendo um ser dividido, possuído pelos próprios conteúdos do inconsciente. Esta é a coluna da esquerda que se sobrepõem, trazendo destruição, pessimismo, abandono, tendência favorecida pelos ataques do tempo, contrariedades e ignorância. Ficamos presos cada vez ao prazer momentâneo, a ilusão, e cada vez mais mergulhamos na amargura.
A tristeza pode nos colocar em contato com mundos sem a coluna do meio, mundo onde habitam hordas cósmicas que trazem o amargor, na verdade estes satisfazem a uma finalidade, a de purificar, decompor os elementos mais básicos. Mas aqui apenas encontramos um estágio, na qual não podemos ficar estagnados, senão fica-se preso as forças de baixo que consomem muita energia.

A tristeza é um estágio, passageira, na medida em que abraçamos esta condição, na medida em que tomamos parte das águas amargas (marah) que o sacerdote oferece para a mulher (feminino/corpo) impura, que traiu o marido (masculino/alma) (Números/Bamidbar: Nasso 4:21-7:89). Um amargor que só encontramos no coração que abarca o movimento de satisfação-insatisfação, ao encher e esvaziar os átrios e ventrículos (vazio). Experimentar o amargo é viver a tua própria tristeza, as tuas insatisfações, onde há algo que não esta completo, não está perfeito, onde há alguma parte em ti que ainda habita o Egito e pede para sair da escravatura. A saída só se dá com a esperança e confiança que temos em D'us.
A TRISTEZA É A FALTA QUE TEMOS DE NÓS MESMOS

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