quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Bravo, Bravo!!!


Convido todos a verem este brilhante filme:

O Curioso caso de Benjamin Button

Um filme de quase 3 horas que poderia ter 4, 5 horas.. que merece palmas ao final. É impossível não entrar no silencio final, na saída calada de cada pessoa. Cada um em sua medida é mexido em seus valores – os piores, nossa dor de que vãomos envelhecer e vamos morrer.
A morte tratada de forma poética e estética, a velhice e as suas belezas, tristezas e situações cômicas. A vida interrompida, a estética que tanto buscamos. A consciência do tempo de cada um. Os encontros e desencontros da vida. O tempo certo para o encontro certo. O amor e a rejeição.
Foram tantas as frases perfeitas, o rosto perfeito, a curiosidade de ver a vida nos levando para a estética e beleza da juventude.
A magia do tempo e da sincronicidade.
Belíssimo filme.
Mas mais impressionante é a mensagem de aceitação que o personagem Benjamim traz. Sem um julgamento constante, mas um desejo de viver, de RECEBER a vida, cada momento, cada experiência. É como se ele não deixasse para depois. Junto dele existia um tipo de inicência, a inocência que devemos resgatar para estarmos mais num mundo de merecimentos. Ele deixa em nós o gosto por ter uma vida mais cheia de aventuras, amores, paixões. Uma vida mais vivida, onde o que importa é a experiência que recebemos de cada pessoa que passa por nós. A sua história, as suas dores, seus prazeres.
Através de seu estado de perdão ele nos leva a lugares, pessoas, e histórias comoventes.

Todos nós sabemos que vamos morrer, morrer de velhice e não de juventude, por exemplo. O filme nos tira de um padrão de tempo, mexe com um chão tão certo, tão firme. Mexe com nossa condição de amor. Diferentes formas de amor e rejeição.
Por ser bela quero o belo, por ser jovem quero o jovem, por ser velha quero o velho!!??? quero o jovem, mas o jovem não quer o velho...e assim vai...

A questão é o quanto saímos com o desejo de vida, abertos e famintos para saborear a vida. Cada um em sua medida, cada um em seu mundo deve abrir e sair de uma rotina que tem como certeza um ponto final.
Poderíamos morrer por que nos tornamos bebes, rejuvenescemos, pois daí teríamos total noção que nasceríamos de novo.

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