segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A vida é um espelho


Vivemos numa realidade de projeções,
Nossa realidade é o resultado destas projeções.
Tudo que é meu eu lanço para fora de mim.
Estou em pedaços, quebrada, fragmentada.
Quem sou eu, então?
Sou um reflexo das projeções dos outros?
De quem? Quem meus olhos e minha mente foca? Quem ocupa meu espaço?
Onde estou? Em quem eu estou? E quem está em mim?
Qual a validade de meus sofrimentos, de minhas ações?
Muitas vezes descubro que estou agindo com sentimentos que não são meus, mas de minha mãe, de meus amigos...
Por isto o deserto é uma experiência fundamental, pois no silencio e isolamento recolhemos o que é nosso, reorganizamos o sistema. Pegando de volta, reintegramos e descobrimos quem somos, realmente.
A fome de D’us é a fome de unidade, integração.
Quando recolhemos de volta nossas partes, de uma forma silenciosa, estamos devolvendo para os outros aquilo que é deles, recebendo o que é autentico de si mesmo. Isto é o que chamamos de teshuva.
E a teshuva é fundamental para que vida exista. Para que a essência possa estar viva.
Teshuva é o caminho para encontrar-se com D’us. E encontrar-se consigo mesmo.
A primeira chave que temos é “conheça-te a ti mesmo”. Entre no deserto, fique só e em silencio, para pegar de volta tudo o que é seu.

A caminhada espiritual é um recolher partes, pedaços lançados para fora da gente, da saída do Egito a chegada na terra prometida. Ambas estão absolutamente no mesmo espaço, mas em dimensões diferentes.
Enquanto no Egito fico presa o tempo todo em algo de fora, que está me incomodando. Na Terra Prometida encontra D’us dentro de mim, a unidade, o poder e as bênçãos.

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