quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Tempos de Arrependimento


Teshuva

Neste ciclo lunar vivemos uma oportunidade única na cabala.
Mudar a nossa vida.
Mas pense em termos profundos, espirituais. Você mudar é mexer em suas entranhas, em seus códigos, em padrões que sua alma carrega e que como conseqüência causam sofrimentos em sua vida.

É preciso caminhar para a Teshuva.

Para a cabala a palavra Teshuva, que significa retorno para si, arrependimento, guarda muito mais do que um processo de consciência, mas um poder espiritual enorme.
Saber fazer na hora certa a Teshuva é entrar num sistema poderoso de transformação. E agora é o período correto.
Todo dia nas sinagogas ouvimos o toque do shofar. É como um chamado a este despertar. Mas muito mais, o toque do shofar, pelo seu poder de som, abre algo dentro de nosso peito, faz o que chamamos de cirurgia cabalística.
A meditação de olhar com sinceridade para dentro de si, é na verdade um poder de abrir um espaço para que estejas contigo mesmo(a). O que nos dia de hoje, não nos é muito comum.
Nossa falta de de tempo não nos permite entrar em contato com o nosso centro de poder. Nossas angustias não calam a boca, falam a nossos ouvidos sem parar, deixando a ansiedade tomar conta e a força da negatividade atuar o tempo todo em nós, através de nós ( isto é que é o desejo de receber para si).
Vestimos nosso mundo com máscaras de falsidades de desejos e agora é hora de limpar. Esta limpeza garante o despertar e a libertação das centelhas divinas, presas em nossas ações de orgulho e vaidade.

A Teshuva é um sistema que desperta em nós o poder de entregar-se, estar humilde perante as suas próprias atitudes, um olhar-se com os olhos da verdade. Aceitar para que possas despertar o poder de separar o joio do trigo e tornar tudo mais tranqüilo, útil e doce. Ela é uma grande faxina! Nos pede DESAPEGO. Largar o que não nos serve mais, mas que grudamos em nós. Por isto, ao falar-mos da humildade estamos falando de uma entrega, de abrir mão, o corpo, as células, a mente e o coração daquilo que te sustenta. Pense em você, pare de pensar nos outros. Pense no que está por detrás de cada dificuldade, nas atuitudes que você pode estar tendo que estão atraindo esta situação difícil.
Através da teshuva apaziguamos o corpo e a alma, buscamos através desta primeira etapa de unidade chegar mais próximos da Luz, da divindade.
Para tudo isto é necessário viver etapas, através de caminhos bem plantados e bem definidos. Isto por que o maior objetivo é viver aqui de forma feliz. Ninguém se torna religioso, ortodoxo sem primeiro iniciar um caminho de purificação de seus aspectos emocionais, de sua personalidade! Senão a religiosidade é apenas uma máscara da identidade. Uma necessidade de ser aceito pelo pai ou pela mãe. Uma forma de poder externo.

Caminho Natural da Vida
É muito comum comentarmos que o caminho espiritual é solitário. Existe uma parte deste caminho que é TEU, se você se sente solitário é por que não contatou D´us, ele é teu com D´us, com dimensões internas ricas e cheias de prazer. Enquanto que o caminho externo é sempre compartilhado com parcerias, familiares, amores...com a própria sociedade.

O caminho, amigos, não é solitário!!!!
E se está sendo, num sentido de solitário de sozinho e sofrido, por isto é por que ele está sendo o caminho errado.
A natureza da vida nos leva a Teshuva, ao retorno. Isto por que a base da vida foi o Exílio, a saída da fonte, da unidade, do centro, e nossa luta é saber voltar, lutando contra os inimigos que aparecem para que não se chegue nesta origem, na unidade maior.
É uma luta constante, que nos tornamos vencedores quando não desistimos dela.

Agora é a hora de abrirmos nosso tempo e espaço de nossa agenda para parar, pensar e fazer a Teshuva!

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