sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Meu Professor, meu mestre... meu Herói...por que me abandonas??



Um dia ergui uma estatueta, adornei ele(a) com ouro, amaciei suas palavras, abri meus braços para abraçar pois queria teu olhar e ser aceito.
Minha alma grita por amor! Minha alma grita por um olhar!!
Minha mão grita por uma outra mão que me guiará, um olhar que me aceita, acolhe.
Cria um caminho seguro, apontando para onde ir ou não ir.
Caminho que não tive de meu pai ou de minha mãe!!

Grande ou pequeno mestre seja quem fores, estas nos meus sonhos mais infantis de um Herói, de um Moises, de um Messias, salvador de mim, exclusivamente de mim, pois só eu existo!!
Meu Professor, meu Mestre, meu pai...melhor do que D´us, olho para ti e não para D´us.
Pois D´us!!! D´us não aceita a oferenda de todos, D´us não aceita os defeitos dos animais para oferenda, D´us não aceita o imperfeito, que não entra nas partes mais elevadas do templo! D´us não aceita o impuro!...D´us não aceita???
D´us não é visto! É preciso esforço para senti-lo! Mas os professores são vistos!! São vivos. Acolhem a tudo...a luz e a sombra!


Não vivemos sem Heróis, e Herói é aquele que carrega, que transforma, que morre e renasce. Herói é aquele que passa por transformações – cresce, aponta, desponta, desaponta!!! Fascinante e poderoso, forte e seguro. Uma imagem ideal, salvadora.

“Ela nos arrebata, nos mobiliza internamente, nos faz repensar. Seus medos e sofrimentos, seus combates, vitórias e derrotas; fundamentalmente, sua luta pela sobrevivência, fazem com que nos sintamos identificados com esse arquétipo, todos somos heróis em momentos específicos de nossas vidas.”


Herói que carrega todas as forças, mas que se desmancha em nossos sonhos enquanto não preenche meus devaneios, minhas fantasias, enquanto pai ou mãe severos, que me dizem Não...como a vida frequentemente te diz Não!
Rabi Nachman fala que a vida é como caminhar numa navalha, não há fantasia, não há romantismo, mas nós podemos, ao encarar com verdade transformar a vida numa poesia.
Profundamente este herói é aquele que pode adentrar profundamente a aminha alma e tirar a minha dor, meu desconforto com esta vida.
Mas a vida, segundo a Tora, nos mostrará que o Herói é apenas um agente, um facilitador, com isto...larga suas armas, suas fardas, em estado de Bitul (anulação) , ele também se entrega a D´us. O único que pode e salva. E ele nos tira de casa, como D´us indica na Tora, varias vezes: “ saia da casa de teus pais.” E cresça, cresça....
Mas quando não consigo me guiar, preciso de alguém que me guie.
“Os mitos do herói recém nascido significavam talvez o sol vigoroso saindo da água, ao qual as nuvens se opõem em seu nascimento, mas que no final, supera todos os obstáculos de maneira vitoriosa. Ou então, a luta do herói com monstros terríveis, sendo devorado e ressurgindo em seguida, e o seu casamento final com a Grande-Deusa, seriam uma viagem das diferentes fases da lua ou da alternância do sol e da lua. Outros descrevem que no caminho do herói, refletem-se ciclos anuais da natureza, e associam-nos aos ritos da fertilidade e ao relacionamento entre mulher e homem nas sociedades matriarcais”
O caso, mais conhecido é o de Jonas que se encontra no antigo testamento no livro que leva o nome desse profeta. Jonas teria ficado três dias e três noites no ventre do peixe. Findo este período, o peixe o devolve à luz , são e salvo nas praias de Nínive.
O que o mito do herói aclara é que o mal e o bem não existem um sem o outro e não existem fora mas dentro do próprio homem; esta é uma luta arquetípica, humana, inerente a cada um de nós.


Meu Professor, meu mestre... meu Herói...por que me abandonas??


O heroi nunca abandona, pois está dentro de cada um de nós, somos nós que abandonamos nossa propria essência salvadora, para erguer mitos fora de nós.

É preciso sair da casa, da casca do pai, é preciso tira-lo de dentro de si e suportar o rasgão que surge. Isto nos fará mais encarnados, aceintando mais o que e quem somos, nosso corpo, nossa aparência, nosso gênero (sexo), nossa história.

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