quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Numa surpresa da vida fui colocada numa outra posição, e a vida me obrigou a parar um pouco, agora é possível conhecer um outro Tempo. Entrando no tempo do Shabat e o tempo do Shabat é um espaço diferente da vida comum. Diferente da correria de fim de ano!
Mais calmo, mais concentrado, mais tranqüilo, onde tudo é percebido de uma forma incrível. Muitas vezes me deparo com o quanto tudo se tornou cômico. Vejo de dentro pra fora os absurdos da vida.
Daqui, agora, vejo um mundo numa agitação impressionante, chega me dar medo! Não é rapidez, correria...é CAOS, CAOS DE VERDADE. Um desrespeito gratuito ao próximo, desde o trânsito, aos hospitais e clinicas médicas.
Ninguém é de ninguém, ninguém se importa com o outro, o que desejam é safar o seu, ganhar seu dinheirinho e ir embora. Não existe o outro, a dor do outro, que parece ser estranho.
Durante este tempo leio alguns livros, leio artigos, sigo a caminhada espiritual, com tempo, posso aprender ao Maximo, encho o tanque, para “despejar” em breve em cada aula.
Cada palavra lida em algum livro, na Torá, no Zohar derrama-se em mim discussões, debates internos entre minhas vozes que buscam ir me ajeitando a cada situação, vencendo qualquer reatividade.
Estou aberta, curada de impregnações serpentias. Mais Rachamin (misericordiosa), pois uma boa surra sempre nos faz aprender.
É preciso ter cuidado para não entrar nesta vibração descompassada das pessoas lá de fora e rir um pouco da situação, sem julgá-la, mas tentar ajudar para consertá-la!
A parte de mim que caiu, não caiu, já estava lá em baixa, na verdade ela não se erguia...foi preciso levar toda a minha consciência para o chão para reerguer o q eu já estava no chão!
No chão pude juntar o cacos e reerguer.
No chão pude ver a vida no máximo de seu rigor. E conduzir as partes que pertenciam ao chão de volta para o chão.
Quando você resolve entrar numa caminhada espiritual e assume uma roupagem, você até pode trocar de roupa, ficar mais a vontade, mas não pode mais ficar nua ou vestida demais. Você não pode ser só Esaú (corpo) ou só Jacó (alma), escolhendo por um ou outro acaba por morrer, ou desce demais (Cai) ou sobe demais. Há um meio termo! Um casamento entre as partes.
É preciso leveza e abertura para chegar num estado interno de paz – Um Shabat, que é o 7 , símbolo do casamento entre as partes.
Na vida nada é pronto, estamos em eterno devir, movimento. E abençoados são aqueles que se engajam nesta idéia e realizam esta obra! A obra de seu sentido, de seu significado.

Metade do que temos é carência e 49% é “mishigaz”( termo em idish que significa algo como loucura, doença da cabeça), e 1% é realmente a patologia. Necessitamos de um olhar, de alguém que pare nossos pensamentos sem freio, tomados pelo obsessor que nos orbita, precisamos de carinho, sermos amados...mas num mundo caótico que ninguém olha mais para ninguém, estamos todos doentes e mishignes (cheios de mishigaz).

Hoje me pergunto o que tenho? O que estou carregando? Para onde vou e para onde levo?
Que fortalezas quero construir se a vida pede que tenhamos apenas tendas abertas, a espera de novos aconteceres que nos enriquecem e nos crescem.

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