segunda-feira, 23 de novembro de 2009


Uma viagem começa agora, a minha viagem.

Uma viagem de poucos passos, onde mais a alma anda e voa do que o corpo.

Nunca pensei que resolver romper a barreira que existia para crescer fosse me deparar com uma parede, que me travou e jogou no chão.

A dificuldade de movimento e de avançar trousse a tona memórias de um corpo e de uma vida. Rigor que não flui, pois é contração que encontramos em cada um de nós.

Esbarrei na parece, escorreguei no auge de um trabalho espiritual e fui ao chão.

Um corpo derrubado e o inicio de uma caminhada.

Um caminho sem estrada, um caminho sem caminho.

Orgulho desfeito, entrego-me a fraqueza, a tontura, ao não controle do corpo e da vida.

Um futuro construído a cada segundo.

Um esqueleto embaralhado na propria vida!

Minha cabeça? mil perguntas, sem respostas.

Minha cabeça sem Nada, num colorido de uma tomografia,

nem letras sagradas aparecem ao olho nu.

Aos inimigos o gozo.

Nunca pensei que ficaria feliz em saber que eles estão felizes.

Aos amigos a oração!


É preciso mudança onde menos esperamos, onde mais nos agarramos.

Sou guerreira e andarilha.

O compartilhar é um pedaço desta estrada, que muitas vezes necessitamos desbravar.

Uma luta constante é travada aqui dentro de mim.

Pensamentos assustadores correm contra a fé,

correm contra os desafios que a vida nos traz.


O verdadeiro sentido é descobrir o que há de sagrado,

transformar a vida em algo sagrado.

E fazemos isto sem sair do lugar, mas apenas trocando o olhar, saindo dos padrões que nos engessam. Um outro olhar vem, não só quando mudamos de paisagem, num sentido romântico. Mas a paisagem muda quando somos obrigados e parar.

Ao deitar, ao passar por mil aparelhos, percorrer hospitais, salas...a mente se inunda e repensa, muda a sua rotina de perguntas e resoluções.

É preciso cair para se levantar, todos caem, mas poucos se levantam.


Foi preciso entrar num tubo para se conectar a uma viagem cabalística, voltar para dentro de si. Foi preciso receber doses homéricas de raios, para começar a desmanchar as klipot!

E elas estão sempre ali na nossa busca de conforto e estabilidade, até o dia em que a vida vem e te convida para um retiro espiritual inesperado, cheio de surpresas, por que a primeira coisa que a vida nos pede nesta viagem é para largarmos nosso controle.


Não me desgrudo de haShem, que ensina a caminhar de novo, cada passo.

Um a um, sem cair e sem resbalar.

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