terça-feira, 24 de novembro de 2009


A vida é um eterno movimento, nos damos conta que somos personagens de parte deste grande texto, da peça Divina, condutores de uma luz e inspiração interna, que bsuca encontrar um lugar nesta vida para manifestar-se.
E a vida é uma viagem de surpresas agradáveis para quem está abertoi e confiante no transcendente, mas uma caixinha fechada para quem quer manter a viagem sob controle. Estes deixam de viver e aproveitar cada gosta de orvalho que aparece, deixam de enrriquecer.
Quando nos permitimos, a estrada deixa de ser reta e ter surpresas, nos oferecendo novos caminhos, nos deparamos com curvas, encruzilhadas, esquinas...
Conta a espiritualidade cabalística que ao lado da cruz, que é o símbolo da oportunidade de ascensão, estão as possibilidades de desvio, de um caminho que a cruz nos convida – como uma encruzilhada, o Yoshua que existe em nós é a parte “ponte” que nos ajuda a atravessar este momento, um SHIN, no meio da misericórdia de D’us (IHVH). No meio do caminho da parada, da rotina, das coisas que nos trazem uma suposta segurança está a verdade...e ele disse: Eu sou a verdade....
Ao lado da cruz existe Esaú e Jacó, do lado esquerdo o Rigor Divino, a carne que nos aperta e dói, do lado direito a Misericórdia Divina, que nos perdoa e nos libera. De um lado a permanência e de outro a permissão ao novo.
Aos pés da cruz estão todos os oposto – João e Maria, o masculino e o feminino. Do racional ao interior e intuitivo. Da razão lógica, limitada que deseja sempre os mesmos caminhos, a percepção que cria sentido e um devir...vir a ser. E daqui sobrevêm o medo do que está por vir com estas chuvas, com o ano de 2012.
Provas que nos colocam na cruz, na encruzilhada da vida, uma vida mais verdadeira interna, onde tomamos decisões de como vamos enfrentar estes novos desafios, as novas provas.
Deitados em berço esplendido, na arca que nos leva durante o dilúvio, como um barco, que agora crescidos temos que dirigi-lo. A vida, as águas não te dirigem, mas te levam. A forma como tu vais aproveitar o caminho – com medo ou curtindo as paisagens depende da tua encruzilhada (escolhas).
Quando conseguimos domar os pensamentos de fé e falta de fé, os instintos, nos tornamos um só. Vencer os ventos, vencer as correntezas, vencer o adversário interno e externo é como vencer a dualidade de luz e trevas que a vida nos traz, os perigos para chegar no prazer de uma viagem vencida.
Quando chegamos aqui, construímos um ponto de equilíbrio – a coluna do meio, a coluna vertebral.
E neste local encontram-se as marcas de uma vida de jogo de peças, como tijolos que vão sendo construídos um a um, vértebras que erguem a cada um de nós, nos verticalizam. Em cada parte desta coluna estão inscritos nossos medos, nossos prazeres, nossas limitações e permissões. Aqui está a nossa recusa em evoluir, amar e esposar, verticalizar-se.
A cada dor, a cada sinuosidade, lordose e cifoses encontramos os caminhos que nos desviam.
Dizem os textos que isto ocorre não por punição, mas para nomear o que se passa em nosso misterioso interior.

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