quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sábia Morte!

A morte nos sobreveio
Como que de surpresa
Me avisava todos os dias
Mas sempre é surpresa
A morte veio e com ela veio a vida
Não existe fim sem começo
Mas nos agarramos na morte
Por que morte nos leva algo
Coisas, pessoas, jeitos de ser, padrões, vícios, manias...
A morte sempre bate na porta, mas com ela a vida!
Abrimos para ambas, pois andam juntas,
São as mesmas. Mas notamos a morte.
Abraçamos a morte.
Choramos a morte.

E a vida?
Fica ali abandonada, gritando por um espaço para surgir.
Esperando um olhar, um abraço.

Nunca nos damos conta que a vida está ali e a morte nos oferece a oportunidade:
Para viver.


Parece estranho falar da Morte agora. Mas a dinâmica da vida está sempre ai, acontecendo. Hoje andei por caminhos que me fizeram pensar no final de muitas coisas, na necessidade de morrer, matar. Na Morte que me acomete todo o dia, mas que nego toda hora.
A gente nega a morte a ponto de não dar tempo para que ela fale com a gente - saber como morrer, o que morrer, para que morrer e para quem morrer!

Sentar na mesa de um bar, puxar a cadeira da praia e conversar com a morte, sabia, saberá nos apontar para os novos caminhos.

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