quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Estamos condenados a trabalhar?




Você já percebeu como a vida aqui é dura!?  Tudo contem um certo grau de sofrimento, uma certa queixa...nada parece ser como se deseja.... mas será que a história é bem esta?

Na visão cabalística o homem vivia em uma consciência paradisíaca e seu pecado possibilitou a sua queda, uma queda na consciência espiritual, perdendo seu conhecimento do propósito de tudo e o sentido da vida. Um novo olhar surge, mais restrito, mais externo, longe daquele olhar interno vivido no paraíso, onde a Luz predominava!

A queda foi a expulsão da shechiná, a expulsão da consciência divina de si mesmo. Com a queda o homem passa a viver sob a consciência da Árvore do bem e do mal - do egoísmo, do mal, do desejo de querer para si. A partir disto todas as tarefas, ações, sentimentos, e afazeres gerais estão enclausuradas nesta consciência, que também chamamos de separação, por isto cada tarefa que o homem cumpre aqui é de uma consciência trabalhosa, sofrida, corrompida. Segundo o Zohar, bíblia da kabbalah, a partir da sua queda o homem colocou todos os exércitos de juízes sob o mundo, julgando e acusando o homem de seus pecados, o que trousse um grande peso para a humanidade.

Quanto mais estamos na consciência do caos e do sofrimento, menos encaixados na vida estamos, queremos nos livrar de tudo o que fazemos, pois não percebemos que cada tarefa, trabalho , relacionamento é uma oportunidade para sairmos desta consciência.

Quando o homem atua neste mundo com a consciência de separação, tudo é mais pesado, tudo é mais duro. Corpo e alma desejam coisas diferentes! Estão separados. Mas quando o homem cresce na sua consciência e ele absorve a consciência divina, a consciência da Árvore da vida, ele une as partes, e todas as atividades ficam mais leves, coerentes, ele fica no lugar certo, na hora certa..sentindo a plenitude da vida, pois estará com a consciência certa.

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