segunda-feira, 20 de abril de 2009

CAMINHOS CABALISTICOS


Por onde começamos uma caminhada espiritual?
Quais são as portas de entrada da Kabbalah?
Para onde nos leva?

Andamos em busca, temos dentro de nós uma saudade, um buraco, vazio existencial. Estamos cheios de coisas, coisas sem valor, coisas sem existência...coisas.
Estamos vazios de nós mesmos, vazios de essência, alma, D´us. Alguns diriam vazios de D–eu-s, de muitos EUs.

O começo da caminhada é muitas vezes por onde menos esperamos, começa pela dor, começa pelo gozo, começa pala falta. Ninguém procura o que não falta!
E todo dia a gente tem que saber que vai se preencher um pouquinho de D´us. Não é assim, derrepente, a gente vai mudando, abrindo aqui, ali, acolá, vai melhorando a cada dia, abrindo os espaços para que algo maior exista, ou possa existir ali.

Nossa caminhada começa a qualquer momento, quando sentimos que as perguntas se calam, quando nos silenciamos, acalmamos a fera que existe dentro de nós. E ela quer ser alimentada diariamente, nos come e consome.

Mas cada dia é um dia, para vencer os impulsos, nos conhecer mais e mais, conhecer a humanidade do ser humano, conhecer a criação..até encontrar D´us e desvenda-lo, venda-lo e desvenda-lo.
No fundo nosso caminho começa na busca de libertar-se de nossas angustias, dores e amarras, começa pelo começo, e o começo é a consciência da escravidão.

Queremos ser felizes, queremos que nossa vida dê certo, queremos o SEGREDO, a magia instantânea de sermos milionários, preenchidos, amados, saudáveis e eternos.

E então por onde começar?

Começamos pela VERDADE, a verdade do que é a Cabala.
Seus caminhos nos levam a D´us, a descobri-lo, descobrir os propósitos de uma criação e seu funcionamento. Descobrir D´us como uma força inteligente, verbo em equilíbrio, que muitas vezes coloca tudo a funcionar, quando o tudo quer ficar parado!
E este universo inteligente que nos abraça e acolhe, nos cria e recria a cada dia. Não é Pai, não é Mãe, simplesmente é semente e criação, simplesmente me concede a vida e a liberdade para ser, pensar, sentir e estar. E esta inteligência que me preenche, apresenta-se em tantas dimensões, em tantas partes e é ao mesmo tempo um só. Luz e escuridão, dor e prazer, lua e sol, desejo de dar e receber. Dinâmica, movimento, conflito e crescimento.
*imagem Ron Muek

quinta-feira, 9 de abril de 2009

E O DRAGÃO APARECEU...


Fênix que aparece como protetora, guardiã, mas que assombra pois tua representação leva a marca do destino de cada um, sua cauda nos segura, passado que prende, na cauda do dragão, enquanto tua cabeça nos solta, nos lança em nosso Tikun, conserto de vida.
Fênix é o encontro, a integração.
Toda a nossa psique, toda a nossa luta quando voltada para D´us e não para desejos do ego ( poder, orgulho, competição, carências), está direcionada para a busca da Unidade, através do renascimento e morte.
Força criativa, ativa, óleo, madeira. É ele que traz a transformação do espírito. Busca o seu lugar ideal, a cova, a tumba, a casa para despertar.
E D´us criou os grandes Dragões (gênesis 1:21), um deles é Leviatã, para outros é a serpente polar enquanto a outra é a serpente enrolada. Macho e fêmea. A constelação de draco e polar.
Em hebraico Teli, dragão, corresponde a um lugar abaixo dos céus comuns, abaixo de Vilom, vida comum, local onde humanóides habitam, mas que carregam uma santidade acima do comum. E a estes seres são revelados os mistérios da Divindade e só eles tem autoridade para revela-los. Teli é o nó do amor e da união mística.
O casamento entre céu e terra, entre espiritual e físico.
É nele que encontro a letra shin, libertadora das prisões, fogo que ascende.
Da cauda a cabeça, o eixo que nos prende aqui, o tikun a cumprir, a força de vida entre o passado que nos escraviza e a cabeça que através do intelecto recebemos as bênçãos de D´us. Só quem se liberta da cauda, pode dominar o monstro e abrir-se para o sol Divino.

“Fogo, energia do arquétipo, como mensageiro, analogia da paixão, como libido. Sujeito e objeto do sacrifício, símbolo do pai, cavalo como fogo, fogo e língua, natureza feminina.
Dragões, cavalos, serpentes – guardiães do tesouro. O dragão representa o instinto e a proibição. O homem é homem porque vence os instintos animais. Mas o herói é também aquele que vence o dragão.”

http://ipansotera2.zip.net/arch2007-06-03_2007-06-09.html

Ahh dragões que guardam as portas do abismo, da passagem em Daath, para que se possa chegar mais adiante, no âmago da criação, na raiz de tudo.
Sem luz vivem como monstros, e nos fazem viver assim, mas quando domamos a cada um, colocamos luz e a transformação em pássaros é o caminho.
Não existe transformação profunda e simbólica maior da que estamos passando, pois os céus nos avisam que o alinhamento de planetas abrirá uma porta de luz superior jamais vista!
Agora é a hora da revelação da consciência Messiânica acontecer. Os céus trazem a conjunção de júpiter e netuno. Nada será como antes.

ECLIPSE E A ESCURIDÃO

Voce tem medo do escuro? normalmente temos, normalmente não desejamos situações de escuridão em nossas vidas. A kabbalah nos mostra at...