sábado, 29 de março de 2008

Caminhos solitários


Andar por caminhos solitários é apenas uma passagem, um corredor que a vida coloca, onde nos sentimos isolados, onde encontramos o desespero em busca de sermos amados.
Queremos a qualquer custo que nos amem, que nos aceitem. Enquanto não morrermos para esta condição, continuaremos andando solitários em nossa caminhada.
E nesta caminhada encontramos a sombra, a dor, a queixa, a inveja, a competição.. os demônios que assombram nossa vida, até que possamos encontrar algo maior dentro de nós.
Nesta caminhada solitária o que me falta é a mim mesma, é ser dona de mim.
“De mim só me falto euSenhora da minha vidaDo sonho, digo que é meuE dou por mim já nascida” Mariza

Mas é nesta caminhada solitária que podemos nos encontrar com a gente mesmo, abrr espaço para que D´us possa existir de verdade, quando descobrimos o amor, quando abrimos espaço, não para sermos amadas, mas para amar. Amar de verdade.

“As coisas vulgares que há na vidaNão deixam saudadesSó as lembranças que doemOu fazem sorrir Há gente que fica na históriada história da gentee outras de quem nem o nomelembramos ouvir...
Há dias que marcam a almae a vida da gente...” Mariza

Um dia descobrimos que a caminhada é acompanhada de muita gente, de muita luz, quando passamos a amar, amar o vento, o ar, as pedras, as paredes, arvores, a água, as pessoas, e a nós mesmos(as)...é ai.. que as pessoas inesquecíveis aparecem, e são tão inesquecíveis que são centelhas tuas, vindas de um passado tão longínquo, tão cheio de saudades, que quando chegam causam uma revolução em nossas vidas. São companheiros(as) de viagem, que compartilham não só do sonho, mas do amor, e isto só acontece quando aprendemos a parar de buscar quem nos ama, para amar, quando você compartilha seu amor, você recebe amor, você encontra o amor.

Quando você para de querer provas de amor é quando você é mais amado(a)..e como somos fechados para receber o amor de verdade!

Mas só assim saímos da caminhada solitária e chegamos numa caminhada com muitas parcerias.

Baruch HaShem – que assim Seja!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Alegria, alegria - Cabala da Alegria


Algumas ideias a respeito dos encontros com o Rabino Nilton Bonder.

Comos empre cabala é celebração e não poderia ser diferente estarmos num lugar tão agradável, pessoas agradáveis e assim vai....e é claro falando sobre a vida atraves da espiritualidade judaica.

Pra mim é uma festa, muita gente conhecida, parentes, amigos, amigas, alunos, alunas, ex alunos (as), bate papo, comida, bebida, e a conversa que fica envolta da cabala, do entendimento das palavras do Bonder. Bah, que a vida poderia ser!

Interessante é falar sobre alegria atraves da construção de um ritual - o casamento. talvez o casamento seja o auge da alegria de qualquer pessoa. Todos nós desejamos casar, é um dos objetivos maiores da vida - quantas alegrias existem envolta de um casamento!??

Mas nem sempre casamento é sinonimo de alegria, mas de altos e baixos...tá mais para desafio em busca da alegria. A celebração do casamento é bem mais alegre que os casamentos em si, hoje em dia.

Neste casamento que o Bonder nos oferece estão sendo servidos docinhos de luz, salgadinhos de centelhas, bebidas das mais diversas - arvore da vida, Torá... viajamos do Nada ao tudo.

O Nico Nicolayewsky(do Tangos e Tragédias) que está lá, nem vai mais fazer seu espetáculo falando que veio da Sbornya, mas agora de Gurnesht, do Nada (expressão em idish) (rsrs).

Nada??? ki Nada... as pessoas estão ali para resgatar a sua alegria na maior parte , mas não necessariamente para beber de sabedoria. Queremos pilulas magicas, acordar alegres e viver alegres.

Um prozak por favor Senhor Rabino!!!!!


Mas nos servem STRUDEL...... ai!...como é bom.. um êxtase. No blog alimentosparalma, eu falo do Strudel e ainda dou a receita - quem sabe este não é o inicio de uma alegria que precisamos resgatar, construir diariamente. É CONSTRUIR, e não tomar pilulas.





sábado, 22 de março de 2008


Domingo de páscoa, e sem páscoa, pois não comemoro e já não curto mais ovo de pascoa, acho que o chocolate não é dos melhores, e não sou sou chocolatra, mas gosto muito de chocolate.

Estou mais para meditar e analisar na energia que acontece na minha vida, num novo trabalho. A vida é um roda, a roda da vida, o guilgul, a roda da alma, sempre em movimento ( simbolismo do ovo!), de preferencia sempre criando e buscando melhorar os aspectos emocionais que vão existindo em cada situação. São os aspectos do plano da formação, chamado de olam yetzirá, ou Zeir Anpin... ou ainda aquilo que forma a estrela de David. São os aspectos emocionais que impedem ou deixam fluir as bençãos, a luz, o processo de criação.

E percebo que a musica que escolhemos, as imagens, as ideias que se passam em nossa mente, os contatos que temos no momento em que estamos vivendo, falam muito de toda a nossa produção.

A ideia é manter-se no mesmo ritmo ... gosto de ter um estilo dentro de mim, como uma musica que fica tocando, fazendo o fundo do filme, dando um toque, um sabor.

Estou muito mais musical e muito mais lounge, menos café, menos chocolate, menos velocidade. Olho para tras e percebo que quando nos aproximamos de pessoas, que passam a fazer parte da gente, uma lente de aumento acontece em nossas vidas. Aquela pessoa tem o dom de ampliar alguma carcateristica da gente - as boas e as ruins, e o legal é quando a gente vai percebendo e afinando, polindo os excessos que a pessoa fez a gente ser, viver e ver.

É como se a gente tivesse que acertar a velocidade de vida com a vida. Há um ritmo certo, uma batida correta, a musica exata para cada momento, o musico certo para se encontrar, o instrumento que cada um de nós nasceu para tocar, experiementar...e assim dançar, a dança da vida.

Preste mais atenção nos detalhes que buscas, nas imagens, nas comidas que escolhes, roupas, objetos, livros, noticias que chegam a ti - tudo isso fala da tua vibração.

Mas nunca fique passivo, crie a sua vibração, busque os seus caminhos - criando-os. Não queira fazer a sua vida num tabuleiro pronto, crie o seu tabuleiro. Crie o seu jogo!
Veja se voce não está querendo jogar o jogo no tabuleiro dos outros! Dai só sobrará queixas, pois no tabuleiro do outro somos peças com poucos movimentos, escravos - somos peças e não jogadores.
Não fique parado esperando o jogo aparecer....a intuição chegar, o governo mudar.
Crie, crie......
Dance, cante....toque a sua musica.


sexta-feira, 21 de março de 2008


Esta fazendo muito calor em Porto Alegre! e quando este calor parece nos colocar num forno elétrico a sensações que temos é que toda a energia astral fica muito pesada.

Mas tenho certeza que quanto mais entramos no caminho de conhecimento, refinamento pessoal e conexão com a Luz, mais sensiveis ficamos as energias pesadas, as cascas (klipot), mais percebemos o olho grande, o desejo de querer para si. E é claro, mais eu me dou conta que necessito estar constantemente em estado de orações ( é como estar "ligada!"). Tem vezes que achamos que o uso de amuletos, as joias cabalisticas, os codigos é uma bobagem, que fazer uma oração na hora de sair de casa....não precisa... que nada! tudo isso faz a diferença.

Então meu conselho hoje é não deixe de sair sempreee protegido, quando a gente menos espera o mal nos ataca!


Tudo isto que a cabala ensina parece sers empre conectado ao mal, percebo que as pessoas não gostam quando se fala sobre estes assuntos. Mas caia na real, ele existe! olha para fora! olhe para os seus sentimentos de baixa estima... isto é o mal. O que a cabala faz é trazer a luz, e ver a realidade, para que possamos construir uma nova realidade.

domingo, 16 de março de 2008


Olho a cidade e percebo que de cada ângulo que possamos olha-la, algo novo surge.
Um novo ar, uma nova posição que acabamos por ocupar. Novos sonhos.
Sabe que no dia dia tornamos a nossa vida do tamanho que achamos que temos... presos na rotina, ficamos tão pequenas (os). E acredito que são estas obrigações do mundo externo que nos sufocam, sufocam a alma, que quer espaço.
Quem tem alma sofre mais. Bem mais
A kabbalah fala desta luta diária da alma com o corpo. É terrível saber que grande parte do meu sofrimento está em mim mesma, e sou eu mesma que crio. É tão bom buscar nas coisas de fora a causa do sofrimento. Mas nem sempre o de fora é o responsável.
Já nascemos com o desafio de casar a alma com o corpo.
Minha alma é grande e nem sempre cabe no meu corpo ou na minha vida mundana!...

Mas.... o corpo e a vida mundana estão em mim...fortes também querem espaço.
Criar espaço para estes dois mundos em mim tem sido o grande desafio, pois frequentemente crio desequilíbrios...senão é pra um ...é pra outro.....ai....

E quem diria.... que a busca de D´us é o ponto de equilíbrio destas duas dimensões...e eu que tanto acreditei que D´us não tinha nada a ver com o mundo do corpo..... que nada... Ele que o criou....

Bendita seja a alma e o corpo...então.....

quinta-feira, 13 de março de 2008

Quanta negatividade no mundo....

Pensar na cabala como uma dimensão que vai muito alem do exercício do pensamento, filosófico é o caminho mais certo para realmente entender o que é kabbalah. E sabe que quando a gente entre neste dimensão, que vem através da abertura a níveis de percepção...Uau! tu percebe cada coisa... ´principalmente que o mundo é feito de invejas. Aiii tão ruim, mas também sou tomada por esta energia, conscientemente ou não. Na maior parte do tempo a gente se depara com ela de forma inconsciente. Lembra da idéia de que somos só desejo, da kabbalah!, pois é por causa disto é que somos só inveja, eu diria. Meio forte isso..... mas...é a inveja que traz a “magia barata”, a magia do pensar, da intensão, dos desejos de posse, da necessidade que temos de forma obsessiva de ter coisas...bahhh! ... querer ter, querer ter...eu tenho, tu não tem.. o tempo todo é isso. Chato! O tempo todo é necessário estar sob rituais para elevar a vibração e não sermos atingidos por este “olhar”.
Terrível, mas real.
E por causa destas energias, muitas coisas erradas acontecem no nosso dia dia, coisas estragam, adoecemos, caímos, perdemos... etc... A questão é que espiritualmente tem algo envolvido, algum tipo de ação-pensamento nos atinge. O importante nesta caminhada é não se deixar irritar! Não desequilibrar-se. Eu diria que resolver as coisas com elegância.

sábado, 8 de março de 2008

O Sagrado no nosso caminho

Quero continuar a escrever sobre o Livro do Nilton Bonder, até por que na proxima semana começamos a ler o livro levitico, que já sai falando sobre a conexão do homem com D´us, atraves do Mishcan ( Templo) atraves dos sacrificios.
Houve um comentario incrivel, no texto de baixo, que fala que "sagrado é quando a gente descobre que a mente é de gente", e mais ainda...eu diria que sagrado é quando a gente descobre que tudo é a gente, o sentimento, as palavras, os gestos...enfim.

Minhas ferias estão chegando ao fim, e nas férias é o Meu momento de viver intensamente muitas experiencias espirituais, eu diria que eu me preparo para a próxima etapa. Vivi nestes ultimos momentos tão intensos de felicidade, amor e harmonia, e que geraram como consequencia muito movimento, evolução... não só a minha, mas de quem me acompanhou ( ou quem eu acompanhei), foi mágico, e este mágico é SAGRADO, e sabe por que é sagrado...por que a gente sacrifica algo, a mente mais inferior, o ego, o egoismo, é estar no outro, sentir o outro, mas sem invadi-lo, sem impor nada. Sagrado é estar no outro, sem perder a si mesmo, sem tirar o outro de quem ele é.
Sagrado é chegar num nivel de consciencia a partir do desejo unico que existe em cada uma de querer transformar-se, aprender, mudar, receber, estar em contato com seus desejos sem se perder nas pequenas coisas da vida material.
Estar no sagrado é entregar-se e confiar. E vi e vivi isto nos ultimos dias.
A capacidade de entrar no templo, e chegar na unidade, num casamento, com uma situação, com uma pessoa, uma parceria, com a vida, consigo mesmo só acontece quando a gente passa a sacrificar a nossa animalidade, o instinto da queixa, da dor, da falta...dai tu eleva a própria dor, por que elevou o "olhar".

Como chegar nisso?
1. sair do egoismo
2. querer viver experiencias amorosas - que sãos empre de entrega, suaves....
3. deixar a outra pessoa fazer parte
4. lembrar que a dor do outro é a sua
5. verdade, honestidade e equilibrio entre rigor e amor.
6. FUNDAMENTAL: silenciar-se mentalmente, emocionalmente e fisicamente
7. sentir que voce é um instrumneto de D´us e que voce SERVE a ELE.
... e dai vai...mas só estes já dá pra pensar.

O ruim de tudo isto é manter a energia de sacralidade quando a gente muda e volta para aquele mundo, mais inferior, quando a pessoa ou a situação nâo está mais do teu lado fisicamente (espiritualmente continua)....eu parecia, hoje, uma doida, pois continuava a conversar como se a pessoa tivesse do meu lado.....fisicamente, foi necessario conviver com o vazio.

e este é o movimento da vida....

terça-feira, 4 de março de 2008

Sagrado - Nilton Bonder

Imperdivel de ler é o ultimo livro do Nilton Bonder.
Vou contar algo, depois que voce estuda, lê todos os tipos de livros ligados a espiritualidade judaica, tudo é no final a mesma coisa, palavras usadas de forma diferente, mas que dizem a mesma coisa...mas é incrivel como nunca sabedos de nada, como parece que nunca aprendemos.. ou lemos, entendemos.. ihhh?? logo esquecemos.
Ler este livro ao sabor do sol da praia, depois do Retiro em Cotiporã, foi como, sentar na frente do treinador, depois de uma partida importante e ouvir tudo que se fez de certo e errado, a gente sempre acha que teve mais coisas erradas.
Ledo engano, o Retiro foi um sucesso. Novamente mais uma oportunidade para se perceber e reescrever a propria historia. A diferenca é que hoje me coloco por inteira para mudar, pois sei que isto me aproxima da Unidade, da Luz (D´us). Que isto me faz mais inteira e muito mais preenchida.
Ler Nilton Bonder é como entrar num carrossel de criança, ficamos dando voltas, voltas..sem sair do mesmo, mas é bom... eu gostava e ainda acho graça nisso hoje em dia.
Na verdade é como a ideia da caminhada no deserto feita pelos hebreus (Torá) , caminha-se, caminha-se dando voltas e não gastando a sola do sapato.
Sao estas voltas que mexem com a forma linear de ver as coisas e que só atrapalham. De tanto ler e se repetir, tu "tonteia" e abre espaço para outras possibilidades.
Vale a pena ler, vale a pena saber que as bençãos estão sempre ali.
Mas percebam que minha leitura foi alem da critica ao livro/filme O SEGREDO, que tambem vejo elementos serpentiadores (mal) intoxicando e seduzindo as pessoas.

..e o tempo hein....

O que é o tempo?

Que tempo é este que contamos, mas que nunca passa.Relógios que param no mesmo tempo, o tempo que muda quando temos um eclipse, o horário que mudamos, as definições de que nós mesmos damos ao tempo.
Que tempo é este que só conta para o corpo, que envelhece, que adoece. Minha alma não tem tempo.
Passam anos, meses, dias e quantas coisas não mudam, existem diferentes tempos, diferentes realidades.
O tempo externo, da vida, das obrigações, que é o tempo do compromisso, o tempo do corpo, do envelhecimento.
Existe o tempo interno, o tempo das emoções, pensamentos, o tempo de cada um.
Vivemos focados num único tempo, correndo para resolve-lo, correndo para ter mais objetos que prendem nosso foco no externo.
Deveríamos buscar aproximar os tempos, unifica-los, reintegra-los.

Questões diarias

Na caminhada espiritual uma das coisas que mais me impressiona é a dificuldade que as pessoas possuem em receber, engraçado, pois nos movemos por que sentimos uma tremenda falta, mas ao mesmo tempo estamos fechados para receber o que desejamos, ou receber o que querem nos dar. Frequentemente estamos fechados para os presentes da vida.
Mais estranho ainda é que queremos receber tudo sem esforço, de forma gratuita e quando alguém ou a vida nos oferece algo, parece sempre desconfiarmos ou simplesmente algo em nós se fecha. Chamamos isso de não merecimento e é tão visível que me impressiona. Um dos ensinamentos que um rabino me disse era para que eu me colocasse aberta a todos os presentes que fossem me dar, achei aquilo estranho, mas acabei me dando conta que normalmente falava para quem me dava um presente...- “ah não precisava...”e falava isto não por educação, pois a educação apenas mandaria agradecer e m dia retribuir (por que não?).
A reação das pessoas a generosidade de outra é impressionante, pois inconscientemente acabam dizendo algo estranho que bloqueia aquele recebimento, afastam-se, sentem-se mal, colocam-se menor por causa disso. Como podem negar um ato de amor, se o que mais procuram é isto!?
Muitos também se vestem de generosidade, são doadores, mas não conseguem receber, ou dão por que buscam a recompensa, o olhar, por que muitas vezes, estão nos pedindo socorro!
O que há de mais mágico nisso é que se estamos buscando atingir nives mais elevados de consciência e prosperidade em qualquer campo de nossas vidas, devemos nos assemelhar a LUZ, através dos canais do patriarca Abraão, que é o veiculo, o canal para a benção.
Daí a idéia de que kabbalah significa recebimento, a preparação e transformação de cada um de nós para receber as bênçãos de D’us.
Outra máxima cabalística, muitas vezes aquele que esta recebendo na verdade esta dando... e sabe por que? Aquilo que ele esta recebendo não necessita, mas abre espaço para receber, por que quem dá, necessita dar. E para dar é preciso ter alguém que recebe.

Quando só recebo estou satisfazendo e vivendo somente num único tempo, mas quando dou alimento minha fé no tempo futuro.

ECLIPSE E A ESCURIDÃO

Voce tem medo do escuro? normalmente temos, normalmente não desejamos situações de escuridão em nossas vidas. A kabbalah nos mostra at...