sexta-feira, 30 de abril de 2010

DESTRUINDO O QUE MAIS AMAMOS


POR QUE DESTRUIMOS NOSSO OBJETO DE AMOR?
É impressionante como destruímos o que mais amamos.
Raiva, ódio, inveja, frustração, medos, culpas...nosso desejo de querer para si, o EGOÍSMO ganham uma força tão grande que derrepente, quando somos frustrados de forma consciente ou não, passamos a destruir aquilo que mais amamos.

Como não sabemos lhe dar com a frustração.
Como não sabemos lhe dar com o vazio que fica em nós.

Como odiamos o que amamos.
Na falta, na frustração devemos preencher o espaço com o nosso EU.
Mas é tão difícil!
É difícil preencher com a própria luz, com o próprio esforço de fazer a luz aparecer – através do teu compartilhar.
Abrir-se é permitir, é estar na energia de Misericórdia – Chessed.

É preciso conter as emoções sutis que aparecem, pois com elas aparecem aquelas que são mais agressivas.

No nosso desejo maior de ter o que amamos, agarramos ele com tanta força que destruímos seu ser e seu estar – perdemos o amor!!! Sufocamos, queimamos, apertamos, escravizamos. Simplesmente não deixamos respirar.

É preciso soltar, descobrir a medida certa, o ponto onde podemos ter e não ter, sentir a pessoa dentro de nós, sem sufocá-la. Parar, ir para dentro, olhar a ação através do sofrimento que a destruição, a cisão faz.

Nos sentimos UM com aquilo que AMAMOS, e derrepente a angustia sobrevêm quando inicia a separação, um corte profundo.
Com a dor é possível agir e mudar o rumo dos acontecimentos, curar o corte.
Transformar a ação do receber em compartilhar. Pensar no outro com a segurança que não vais perder.

Neste instante nos resta perguntar “ QUEM EU SOU?”, “ ONDE ESTOU?”
Em mim ou no outro?

quarta-feira, 28 de abril de 2010


"É necessário sinalizar o fato que, embora a Kabbalah seja uma ciência acessível, o conhecimento necessita ainda algum trabalho e adaptação para as massas. A ciência da kabbalah ainda espera os seus descobridores. A Kabbalah deseja cooperar com todas as outras ciências, porque é parte delas, e é a extensão de cada ciência no desconhecido exterior domínio do mundo."BB

domingo, 25 de abril de 2010

Chuva, frio

Um dia de sobe e desce, viagens. Sem vontade de ir, mas algo me levando para ir. Talvez o desejo de comprar uma bota, algum sapato.
E por que não ir a um lugar onde se possa rezar.

Inseguranças e pensamentos que tomam minha mente, trazem incertezas...e elas crescem, quando alimentadas. Vão trazendo, assim, um desconforto.
Estar atentos aos pensamentos vão muito alem, de prestar atenção, mas saber estar em estado de cuidado o tempo todo.
A chuva sobreveio, aumentando minhas sensações de desconforto. Eu estava no lugar errado. Pensava que seria melhor ter ficado em casa, dormindo.

A chuva aumenta, chego ao meu destino, um pouco frio, serra.
O desconforto estava ali, até me silenciar e aceitar o estar ali. Da em diante minha escuta mudou. Prestar atenção aos que os outros nos falam, aos discursos, as falas. E tudo parece ser direcionado para mim. O ambiente se transforma.
As palavras, as orações e meditações. Respostas, trabalhos internos. Recebi uma oração para ler que era apropriada de como estava me sentindo.
Nada é por acaso!! Um universo invisível esta sempre trabalhando junto com a gente, trazendo elementos que nos ajudam a estar em eterna transformação. Oportunidades temos, somos trabalhados espiritualmente a cada momento, mas necessitamos estar abertos.

ANTI HEROI

O oposto conhecido como inimigo. Algo sem lei, sem norma. Algo que provoca. Chamado de mal ou Yetzer Hará – o impulso do mal.
“Quem conhece o espírito do homem? “ pergunta o Rei Salomão.
Herói e anti herói.
Quem somos agora?
Onde estamos agora?
Que impulsos me regem neste momento?
Minha vida é tomada por emoções, desconfianças e medos.
O anti herói é acordado em mim. A raiva toma conta de meus olhos, meu coração. Minhas palavras, meus pensamentos são agora regidos pelo meu desejo de ser vitmia!
O anti herói é vitima!
O anti herói é escuridão.
E ele me permite o trabalho de transformação.

Enquanto isso o herói traz a calma e o acolhimento de todo o estranho. O anti herói não admite ser estranho, não admite não ser olhado.

O outro que não me quer, não me acolhe, para o herói não é um estranho. É aquele que desperta em mim a hospitalidade. Recebe o anti herói que se transforma.

Quando acordamos em nós um anti herói, acordamos na nossa volta alguém que faz o perfeito papel daquele anti herói.

terça-feira, 20 de abril de 2010



A fé nos coloca no caminho, a estrada se mostra, aparece, estranha, nova, cheia de neblinas.
A chuva é intermitente, amiga nossa, nos acompanha em todas as aberturas.
O coração aos poucos vai se abrindo.
Deixamos para traz o barulho, vencemos a contra inteligência, a confusão. Ficou para traz as nossas duvidas.
by cristianzermes


Tomamos o caminho da fé, nos deixamos guir por uma força, que nos preenche.
A paisagem e o verde nos toma por inteiras.
O mistério que nos guia. O algo a mais a quem servimos e nos faz sentir mais a força de nossa alma, o êxtase, o sentido do caminho e de nossas vidas. Agora somos mais SER do SER.


Sagrada Família. Escadarias das torres da Fachada do Nascimento.
"Por esta escada em caracol, o sonhador sai das profundezas da terra e entra nas aventuras do alto" [...] "e desemboca numa torre; essa torre é a torre ideal que encanta todo o sonhador de uma morada antiga" [...] "cercada por uma luz tênue" [...] "Reflete sempre a intimidade em seu centro."
(Bachelard, a respeito de Henri Bosco, in A Poética do Espaço, p. 371)


Queria que as palavras descrevessem os caminhos traçados.
Um ano em busca de si. Um ano para encontrar num lugar certo a alma, jamais encontrada por tantos.
O caminho que faço é meu, mas não sou eu sem que algo maior exista. Sem que cada pessoa exista. Espelhos de mim, de um bem e de um mal.
Meus inimigos moram em mim, mas aparecem nos outros, o meu melhor mora em mim, mas aparece nos outros. A correção (Tikun) é um trabalho de enxergar a verdade, traze-la ou afastá-la de nós. Trazer não significa abraçar aquele estranho de fora, mas trazer a compreensão da existência do estranho tão próximo de nós.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

AS SEFIROT


A palavra hebraica sefirot tem ligação com a palavra safir (safira)que sugere iluminação.
A palavra sefirot tambem está ligada a palavra mispar (número), que sugere ordem, finitude, e que por sua vez se refere a palavra messaper (falar). É atraves das sefirot que a luz infinita brilha no mundo físico e que o incompreensivel torna-se compreensivel o bastante para que possamos falar de HaShem.
Atraves das sefirot a luz divina brilha, a realidade infinita se expressa atraves do finito e o incomporeensivel torna-se compreensivel.(Rabino D. Aaron)

Cada sefira é um balão de energia, voce não vê, voce não sente, mas vivemos o efeito de cada uma e da combinação que existe entre elas.

domingo, 11 de abril de 2010

O Livro de Eli - Sefer Eli





Eli em hebraico significa: Aquele que tem uma direção, Meu D´us.
Eli está ligado ao profeta Elias ( que significa Meus D´us é eterno), ou Eliahu Hanavi. Este é o profeta que mais lutou e promoveu milagres, para provar a existência de D´us.

Nossa tradição é cheia de momentos em que guardamos lugar para este profeta, que subiu aos céus através de uma carruagem e descerá para anunciar a chegada do messias.
Na cerimônio de Circuncisão (Brit-Milá), está reservadA uma cadeira o “Kisse shel Eliahu”. Na Páscoa, Seder de Pessach, enchemos um copo para ele, guardamos uma cadeira e abrimos a porta ao final para que ele possa entrar.

É ele que traz o conhecimento espiritual até nós, defende-o de todo o mal.
O Tanach (Velho testamento)conta que Elihau tinha um grande discípulo, que era Elisha, este o acompanha em sua morte: "eis que uma carruagem de fogo, com cavalos de fogo aparta-os, um do outro" Ao ver seu mestre subir aos Céus, em um redemoinho de fogo, Elisha exclama: "Meu pai, meu pai, carruagens de Israel e seus cavaleiros" (Reis II, 2-11 e 12). Referia-se às preces de Eliahu HaNavi, um dos dez homens que entraram vivos no Gan Éden e que tinham o poder de proteger os Filhos de Israel mais do que as carruagens e seus cavaleiros (Targum Yonatan). Ao subir aos Céus, Eliahu deixa cair seu manto, sinal do poder que lhe conferira O Eterno. O discípulo recolhe, recebendo assim, o poder profético do Mestre.

Diz o Zohar que "Elisha teve méritos, neste mundo, não igualados por nenhum outro profeta - exceto Moisés".

Eliahu, ou Elias é o profeta da verdade e sua palavra era verdade. “A palavra de D’us está em sua boca”, está escrito na Torá.

Foi ele que transmitiu para Rabbi Shimon Bar Yochai e para seu filho a sabedoria revelada no Zohar. Segundo nossa tradição, Elihau ha-Navi aparecia na caverna onde estavam escondidos dos romanos e lhes revelava as mais profundas verdades espirituais, os segredos da Criação.

Após sua ascensão aos Céus, o profeta Eliahu tornou-se o protetor e guardião de Israel.


Fé, direção – kavaná. Há algo que é desperto dentro de um ser, um botão que é ligado e que procuramos...procuramos? Você sabe o que você procura?

O Livro de Eli - O Filme.
Surpreendente, um Mad Max místico....ehhehe. Uma fotografia impressionante, quase preto e branco.
Com o que estamos passando, chega a dar uma sensação de frio na barriga, mas a idéia maior de : não perca seu caminho, sua missão e sua fé.
Não é um filme cristão, como muitos dizem, mas é um filme que fala dos mistérios que a palavra de D´us nos guarda.
Ou a necessidade que temos de guardar a palavra de D´us, pois, é ela que nos diferencia, nos evolui (como sempre trabalhamos em aula).
Para muitos que querem entender a psique judaica, ali está.
Caminhar no deserto e carregar o conhecimento, a lei, a Torá e revelá-la a tradição escrita. A única função, garantir a sobrevivência dos homens para que possam evoluir, despertos com sua Neshamá. Assim é Eli, personagem do filme. Enquanto que na sua volta chove a nefesh (alma animal).

É terrível ver esta mistura de terror, mortes, balas e um arsenal fascinante de armas e brutalidade humana junto com elementos espirituais. Como é difícil sobreviver a Luz neste meio.
Como estamos assim!
Animais, brutos, bestas humanas que guardamos dentro de nós.
Somente o conhecimento nos evolui, somente a palavra de D´us, que sobrevive num meio impressionante. Poesia pura.
Poesia que é poder. Falar em D´us naquele meio é algo tão "infantil", mágico, ludico! Perfeito.
O livro de Eli é o Tanach, a Bíblia – o Velho Testamento, mas mais do que isso é o conhecimento mágico que está por detrás da escrita literal, que traz a consciência messiânica, sim... que o personagem demonstra é o que chamamos de consciência messiânica. A experiência da imortalidade enquanto devemos cumprir a nossa missão, a consciência da alma, de D´us, a percepção maior.
Cegos deste mundo podemos enxergar outras coisas. Há algo de Matriz no filme.
Uma guerra nas estrelas na própria terra.
Um Eli, que é o messias, vem para anunciar o novo tempo. Ou que descobre o Messias na jovem que o acompanha!! o Feminino desperto, a Shechiná acordada! E o novo tempo é a recuperação de um livro posto junto com muitos livros judaicos, livros de Kabbalah.
Bem e mal, mocinhos e bandidos, o velho tema que nos persegue a vida toda.
A disciplina, a rapidez, a proteção.
O conhecimento que pode cair na mão daqueles que vão usar para beneficio próprio.
Hummm, puro ego, nosso primeiro inimigo.
Compartilhe, faça pelos outros...faça mais pelos outros, este é o principio de Chessed, da bondade. Aqui mora um segredo.
Há um Moises no filme, uma caminhada no deserto, o atravessar o mar ...até a terra prometida – que fica no oeste!

Quem não viu, vale a pena conferir, a essencia do filme está acima das cenas de sangue.
O texto abaixo traz um bela história da vida do Profeta Eliahu.

HISTÓRIA DO PROFETA ELIAS - ELIAHU HANAVI






Um dia o profeta Eliahu permitiu ao Rabi Joshua ben Levi acompanhá-lo em suas andanças pelo mundo, com uma condição: não importava o quão estranhas pudessem parecer as ações do profeta, o Rabi não poderia pedir-lhe explicações. No momento em que isso acontecesse, os dois teriam que se separar.

O primeiro lugar no qual pararam foi em frente à uma modesta casa onde moravam um homem pobre e sua esposa. O único bem que possuíam era uma vaca que lhes dava o leite para sua sobrevivência. Ao ver os dois viajantes, o casal os convidou para seu lar. Ofereceram comida e bebida, além de um lugar confortável para dormir. No dia seguinte, após agradecer pela hospitalidade e se despedir do casal, o profeta rezou com fervor pedindo aos Céus a morte da vaca que possuíam. Antes mesmo que o profeta e o rabino saíssem da casa, o animal morreu. Rabi Joshua, chocado pela desgraça que havia se abatido sobre o hospitaleiro e bondoso casal, pensou: “Será que esta é a recompensa pela bondade e gentileza que este pobre homem teve conosco?” Mas não ousava interpelar o profeta, pois temia colocar um fim à viagem.

À noite chegaram à casa de um homem muito rico. Apesar de permitir que os dois passassem a noite sob seu teto, ele não os recebeu nem ofereceu comida ou bebida. Antes que lá chegassem o profeta e o rabino, ruíra uma das paredes da casa e o homem estava ansioso para que alguém a consertasse, o mais rápido possível. Quando o profeta Eliahu deixou a casa, rezou novamente aos Céus pedindo que o muro se erguesse sozinho, algo que aconteceu em seguida. Rabi Joshua estava cada vez mais perplexo, mas nada disse.

Os dois seguiram viagem novamente e chegaram à uma sinagoga maravilhosamente decorada. Mas, infelizmente, os fiéis não estavam à altura da construção, pois na hora que viram os dois peregrinos, não se mostraram nem um pouco generosos com os mesmos, não lhes oferecendo comida nem bebida. Na hora em que deixaram a cidade, o profeta expressou o desejo de que D’us transformasse todos os presentes em líderes. Novamente Rabi Joshua se calou, aturdido.

Na cidade seguinte foram recebidos calorosamente, com alimentos e refrescos. Todos os convidaram para descansar em suas casas. Desta vez, ao deixar a cidade, o profeta pediu a D’us que desse aos habitantes daquela cidade um único líder.

Rabi Joshua, então, não conseguiu mais se conter; já não entendia mais nada. Pediu a Eliahu ha-Navi explicações sobre suas estranhas ações. Ao se separarem, o profeta explicou a Rabi Joshua:

“Pedi que a vaca do pobre homem morresse, porque já havia sido decretada pelos Céus a morte da esposa daquele gentil homem e o Anjo da Morte já estava a caminho. Por isto pedi que o animal morresse no lugar da esposa. Assim só perderia as posses e não sua esposa

Quanto ao homem rico, havia um grande tesouro debaixo do muro caído, por isto pedi que o muro fosse logo erguido; assim o tesouro ficaria enterrado ainda por algum tempo. Pedi para que os fiéis da sinagoga tão pouco hospitaleiros tivessem muitos líderes porque, em um lugar assim, brigas são inevitáveis e não há prosperidade”. E concluiu Eliahu ha-Navi: “Para nossos gentis hóspedes pedi só um líder para guiar a cidade, porque o sucesso é garantido quando uma só pessoa coordena os projetos. Agora que você conseguiu ver que a Justiça Divina vai além das simples aparências e entendeu por que às vezes parece prosperar quem faz o mal e sofrer quem faz o bem, não seja tão apressado em julgar e esteja sempre ciente de que D’us é Justo”.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O mundo está em nossas mãos!!!


... e esquecemos disto.


Quando falo o mundo.... falo do "teu mundo".


E ele está em tuas mãos.

Toma, com carinho e gratidão.

Toma ele com Perdão e Amor.


E cuida, faça a sua tarefa...mas faça. Pois este mundo é um mundo do FAZER.


Pensamos demais, confabulamos mais ainda, sonhamos sem parar,

mas fazemos muito pouco.

Julgamos e somos sequestrados pelos nossos medos,

criticamos sem medida.


Fazemos pouco.

Mas não faça só por ti.

Não pense só em ti, pois sei que não queres ser sozinho(a),

sei que procuras o amor...a alma gêmea, a parceria...então não pense só em si mesmo. Divida teu tempo, teus pensamentos, teu amor....
O outro, o planeta, D´us agradecerá.




Rio 40 graus

Nossos olhos se vedam para uma realidade de profecias que chegam até nós. De todos os lados sem parar, diferentes tipos de desastres naturais, mas nada naturais para nós.
Justiça Divina!! Por um olhar mais clássico da Kabbalah...sim, mas para o Rio de Janeiro, nada a ver com movimentos a favor do pré sal para o Rio, a justiça Divina é mais obvia, vai alem de nosso olhar de raiva, invejas ( me desculpem os gaúchos, sou gaucha, mas o Rio de Janeiro é obra Divina!! É arte, o homem é que estraga!) E em seus estragos é que o autor da arte tem o seu direito de reorganizar a casa.
Ai, ai...
Nos dói ver os caminhos traçados...não por D´us, mas por nós, como co criadores – co – responsáveis pela obra de arte.
Nós, péssimos pintores, colocamos as cores em lugares errados, fazemos péssimas combinações, misturamos técnicas e tintas...nada a ver.

Morros escorregam, como tintas que nunca secam. Casas e pessoas se misturam, cores que se tornam escuras, e assim vai-se perdendo a imagem. E a arte se desfaz.

As ondas formaram um novo espetáculo, mas eram ondas que nos assustavam e destruíam. Que beleza há nisso?

E o Rio se prepara para 2014 e 2016.

É preciso parar de culpar as chuvas, as águas, a terra!! É preciso assumirmos a responsabilidade, todos, moradores e prefeituras.
Somos movidos por impulsos imediatos, não medimos as conseqüências de nada, afinal...nunca vai acontecer com a gente!.
E posso falar e escrever isto, e é lindo todo mundo concordar..mas jogamos nosso saquinho de lixo na frente de nossas casas.... que horror...Vem a chuva e leva, para o bueiro mais próximo.

Na próxima chuva, que D´us nos livre!!!

Para não sermos os próximos, a rua da escola, a JACINTO GOMES está em reformas, novos coletores de água – logo o transito para chegar na escola está difícil, mas é possível entrar e estacionar na rua ou nas garagens(estacionamentos) próximos.

Oremos pela misericórdia de D´us.
para que ele nos dê novos caminhos, trazendo luz - lucidez para cada um de nós.

Amem, amen e Selah.

terça-feira, 6 de abril de 2010

CURSO DE INTRODUÇÃO



TRANSFORMAÇÃO, CONHECIMENTO, DOMÍNIO, PRAZER, ALEGRIAS.
ENCONTRO CONSIGO, PAZ, TRANQUILIDADE, RESOLUÇÃO
RAPIDEZ, CONTROLE, MUDANÇAS...

enfim...

A Kabbalah que vai muito além dos livros é aquela falada em aula, o algo a mais que sentimos quando estudamos, lemos...e como lemos, lemos demais, mas parece que fica faltando algo.
O Pulo do gato!!

A tradição Oral. É preciso sentir, viver a espiritualidade.

VENHA FAZER ISSO.

Te aguardo, aqui...na Escola QUINTA FEIRA, dia 8 às 19h30.
6 aulas.

NÃO PERDE.

Escola de Kabbalah
Jacinto Gomes 36 sala 304

(51)3388.7799 ou 9979.4345

Porto Alegre - RS

domingo, 4 de abril de 2010


Entre A páscoa (Pessach) a libertação e a revelação existe uma ponte, um VAV, uma letra – a contagem do omer.
Entre o seio materno e a dependência de uma vida ligada e identificada com outra e o momento do despertar do Eu, da individualidade.
O salto que fazemos em Pessach é com a vara do Vav, cajado que nos ajuda a percorrer todo este caminho de 49 dias.
Acordar nosso eu, nossa aceitação, caminhar para ser devolvidos a si mesmos., no corte com o que é externo e a construção do interno.

Quem nos tira do Egito, da mãe é o Pai, D´us. Avinu Malkeinu, Pai desta terra, do Reino.E a mãe deve ficar sozinha, na falta, para buscar ser fecunda por este pai.
É preciso desocupar o lugar!
Libertar-se.
Nascer – renascer desta terra.
No fundo o Pessach nos conta um a história já contada por Abraão, Lech Lechá, “vai te de tua terra” , “ Vai de encontro a Ti”.
Vai te conhecer, vai te limpar das influencias, vai sem pressa, mas vai.

A ponte da contagem, que é a sefira Omer, junto com o Vav que liga mundos, liga o não ser com o ser.
Vai ser tu mesmo, sem ligação, sem identificação. Sem te tornar o outro, mas construindo o teu Eu.

A sabedoria da vida é descobrir o jogo da balança entre a dinâmica do eu e do eu e o outro. Durante 6 meses surgimos e andamos com o impulso do inicio do ciclo, regido pelo Áries, depois, nos encontramos com o ano novo (Rosh hashana) em libra, que nos coloca diretamente no casamento. Não somos completos senão estivermos com o Outro.
Você recebe (Eu) para compartilhar (Outro). E a vida é a busca da harmonia entre um e outro.
Nossa experiência espiritual não é solitária, mas coletiva, falamos sempre de um povo e não de uma pessoa só.

A ponte nos leva de Pessach a Shavuot, de Áries ao signo de Gêmeos, evoluímos por aprender a ver o outro como um irmão, uma alma que anda junto, tem as mesmas buscas. Mas na ponte nos preparamos, conscientizamos de nosso egoimos, aprendemos a dominá-lo, abrindo o espaço para que outra pessoa possa existir. Dominamos o Medo de perder o eu.
A ponte do Vav nos ajuda a obter o espaço para deixar chegar um outro.

sábado, 3 de abril de 2010

O ovo da páscoa e a Kabbala.



A vida é feita de ciclos, tudo passa, nunca esqueça disto...tudo passa.
E a cada ciclo um novo começo, uma nova vida, como o ovo fértil, como o ovo que alimenta, traz prazer e vida. Renova. O ovo é de pessach minha gente.

O ovo é o que esperamos começar uma outra fase em nossas vidas, com a energia do impulso de Áries, saindo da casca, ou das cascas.

O ovo - kinder ovo, que abre e deixa sair a pomba, o sopro sagrado, ou espírito santo.

É preciso estar imbuído de um novo espírito, aberto para que algo nos guie neste caminho.

Perdemos esta magia, a de acreditar que isto é verdade e possível. Perdemos a magia lúdica para a racionalidade.

Relaxe.

No impulso nossa direção deve ser da fertilização, prosperidade, o coelho já nos avisa. Seria o coelho de Alice no Pais das maravilhas?

O coelho do Tempo???

Salomão já dizia...há tempo para tudo. Por isto vivemos com pressa.
O ovo em nossa páscoa, no Seder de Pessach representa as energias de Guevura que devemos quebrar.

E quebram-se ovos para descobrir as surpresas que trazem por dentro.
Todo ovo é oco, não tem Nada, vazio, possibilita a imaginação crescer. No Nada é que encontramos o novo ciclo, D´us, pois D´us é o verbo, e D´us se fez carne...e muito mais para nós.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Que fome que temos?






Todos nós temos fome...mas fome de que? Pergunta Marisa Monte em sua musica....
Para a Kabbalah a busca é da PAZ, SHALOM, HARMONIA, e não da briga.
Mas quem engorda, quer brigar.
Uma briga com a vida, que é harmonia.
Quem engorda não quer perceber sua verdadeira fome.
Todos temos fome, as mais diversas.
È preciso no dia dia alimentar todas as fomes, espiritual, mental, sentimental e física. Mas acabamos nos sentindo impedidos de alimentar as mais diferentes fomes e alimentamos nosso corpo, única e exclusivamente.
Você tem tempo para cuidar do espírito? De seus pensamentos? Emoções.... ou você só cuida de alimentar o corpo..... muitos só se preocupam em alimentar seu bolso... outros só a mente... enfim... engordamos de varias formas. Mas engordar não é algo bom, gera distúrbios, doenças e muito prejuízo.
No corpo existe uma inteligência precária, instintiva de sobrevivência, e quando comemos muito, desejamos o tempo todo estarmos preenchidos por algo físico, que engolimos, tomamos para nós, temos controle e queremos que faça parte de nosso ser, corpo, estamos deixando esta inteligência pequena nos dominar – chamamos de Nefesh!
A evolução espiritual está em termos disciplina para conduzir a nefesh. Domá-la!

Estamos sempre querendo, desejando, tomar para si, na medida do impulso, da não escolha. Recebemos cegamente por que queremos cegamente, ninguém para um pouco e diz: “ Não agora não....” Isto é o que chamamos de resistência!!
Resistência é disciplina, é a nossa capacidade de domar, desviando o impulso para ser preenchido de outra forma, algo mais elevado.

Não adianta buscarmos a espiritualidade, o amor senão aprendermos a controlar as energias da nefesh, pois buscaremos outras coisas de forma impulsiva, famintos. Assim, mais afastamos tudo que desejamos do que atraímos.

Como fazer isto?
Use a cabeça, seus pensamentos, controle para onde vai sua atenção,s eu foco, seus pensamentos. Preste atenção em você!! E não nos outros.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

PIZZA PAN OU PIZZA FINN CRISPY


Saiba!!, nenhuma imagem corresponde a realidade, a vida é um espelho, mas jogamos na parede reflexiva as sombras, medos e desejos.
O Olho que é puxado para as formas que estão fora de mim, revela, me revela, pois me coloca face a face com o outro e comigo. Há algo em mim Pan – há algo em mim Finn, e assim vivo num conflito de que forma tenho.
“O olhar que me olha, afirma-me, o face a face é a impossibilidade de negar” Levinás.
Como vemos este o outro? Como vemos o mundo?
Como nos vemos?
Será que nos vemos?
Dançamos entre os opostos que nos cobram e nos paralisam.
Dançamos entre imagens e auto imagens.

Esta visão está relacionada com a auto percepção, como nos vemos? Onde nos colocamos? em que posição, qual é o espaço frente ao outro? Nem tudo que vemos e nos relacionamos é real, uma parte pode ser imaginária, a partir do Yesod, da minha fundação. Em cada um de nós se constrói um ser cheio de erros, ilusões e que acaba relacionando-se com o externo através de suas defesas (Lacan), com isto somos uma grande mistura, distante de si mesmos.
Não sou nem Pan e nem Finn, mas os extremos se apresentam, me sufocam. Enquanto um é criança, carente, outro busca resolver-se rapidamente. Um contrai, atrai, cria apegos, incha, outro metaboliza rapidamente, larga tudo, sem pegar nada.
Imagem fora de mim, seres invisíveis que se apresentam em pessoas.
Buscam sair de sua dor Pan ou Finn.

Harmonizar a si mesmo, estar em concordância com o que somos. Estar em paz, num estado maior e espiritual. Na nossa não aceitação nos afastamos do criador, pois somos obra divina. E D´us me fez...nos fez perfeitos.

Que estas almas possam libertar-se de sua dor, da dor do corpo, que nossa evolução os ajudem!

mais um pouco de KABBALAH


KABBALAH/Cabala é uma linha espiritual, que envolve conhecimento e pratica, dada por D’us ao primeiro homem, Adam, que a transmitiu de geração em geração. Seu maior objetivo visa que o homem possa conhecer o mundo em que vive, a criação Divina (Criador, criação, criatura), e assim entender e interagir no funcionamento de tudo a partir de uma consciência desperta.

Ela nos convida para um mergulho na realidade da vida, naquilo que é visível e invisível, na causa e no efeito. Com ela aprendemos sobre os segredos da criação, a vida real, os diferentes mundos que co-existem junto com os nossos, a sua inter relação e influencias.

A prática na Cabala está baseada na construção da tzedaká, palavra hebraica que traduz uma ação diária baseada no amor justo (no equilíbrio), na humildade, disciplina, lealdade, confiança, fé, e outras características. Para isto é proposto varias técnicas, alem do estudo, a pratica do auto conhecimento, meditações, orações, concentração, e busca de união com os diferentes níveis da luz Divina.

Sua caminhada nos leva a um crescimento espiritual, ampliando nossa consciência, nos colocando diretamente em contato com o mundo invisível, percebendo sua existência e relação com o nosso mundo. Percebemos a rede que existe em nossa volta onde tudo está interligado e possui o seu propósito. É uma caminhada na qual vamos rompendo com a nossa mente tradicional, conceitual e linear, presos na realidade de espaço e tempo. Ela nos abre para receber a luz, as energias positivas, abrindo novos caminhos, trazendo proteção, fé, segurança, crescimento, prosperidades, transformação e principalmente plenitude.

A Cabala é pura revelação, viva por si só, nos envolve e traz novas vibrações. Um olhar maior e mais limpo, nos faz compreender tudo em nossa volta, o bem e mal, que existe dentro e fora de nós.

Seu conhecimento nos traz uma das maiores aprendizagens: Saber RECEBER...seja conhecimento, prosperidade, riqueza, amor, sabedoria, respeito...enfim...LUZ!



Como a Cabala explica a Crise?

Crise é bom...e ponto final.
É oportunidade.
Dói...eu sei....

Não precisava ter...mas tem. Não precisávamos passar por nenhuma crise...mas desejamos constantemente uma certa dor, para MUDAR!
A crise é um sinal de que algo está andando pro caminho errado. E esquecemos de quem somos e o que somos. Começamos a andar em nossas vidas de forma egoísta, pensando somente no seu ganho, ou ainda, desconectados de nós, de nossa essência, somos guiados por forças malignas (negativas) que só alimentam mais egoísmo (desejo de querer para si).
Bem... a partir daí vamos nos afastando do fluxo universal, do desejo cósmico, ou, desejo de D´us (Luz).
Cada um de nós vive o seu egoísmo...de forma diferente, mas a novidade que tenho para contar para vocês não é nada boa!
O egoísmo de cada um afeta o de todos, e pior atrai mais egoísmo ainda, desperta cada vez mais. Isto significa que, o seu egoísmo desperta o meu egoísmo, e assim vai sucessivamente.
Logo, a noticia boa: A solução depende de todos, todos devem pensar juntos.
Para o mundo serve a idéia que só nos salvaremos de uma crise quando pensarmos como um só e não cada um tentando resolver as suas coisinhas, quando aquilo afeta a todos. O que não significa que individualmente não devemos iniciar o processo, pois cada um tem a sua raiz individual.

Somos uma rede única, e isto está inserido na idéia do Mundo da Emanação e Criação, onde encontramos a contraparte da psicologia Junguiana, que fala do Inconsciente coletivo. Aqui, para a Cabala encontramos o mundo da Causa, um mundo onde não existe separação.

ECLIPSE E A ESCURIDÃO

Voce tem medo do escuro? normalmente temos, normalmente não desejamos situações de escuridão em nossas vidas. A kabbalah nos mostra at...