quarta-feira, 29 de junho de 2011

Kabbalah de Madona



Nos mistérios do homem descobrimos os mistérios de D'us, kabbalah é o conhecimento que busca a sabedoria, a partir do entendimento, um entendimento da vida através do que está implícito e não explicito. Nossa ligação com D'us e com toda a sua criação está inserida na ligação que temos com Ele através da Torá ( livro sagrado, conhecido como Pentateuco). É através da palavra, das letras que nos ligamos em D'us.

Pelo seu estudo nos descobrimos e passados do estado inferior de consciência (Katnut) para um estado superior (Gadlut), do denso ao sutil, do corpo para a alma. Nos descobrimos caminhantes do deserto, libertos de nossas escravaturas e em busca da terra prometida, terra de leite e mel.

A Kabbalah é uma linha de vontades, pensamentos e ações, que modificam nossa relação com a vida, com o Todo, nos coloca no caminho da totalidade, do viver aqui na terra e trazer a espiritualidade, transformando o mundo material na vasilha que irá conter a santidade, e para isto é nos coloca em um deserto interno, nos cega para fora, abre nosso ouvido para ouvirmos nosso coração, nossas verdades, nossos mistérios, para que possamos nos reconhecer e reconhecer nossa inteligência corpórea, nossos instintos que nos desviam, que pecam, que se distraem na caminhada.

Aprendemos nesta caminhada a ler entre linhas, buscar o que não está escrito, mas está pairando sobre as letras. Nos descobrimos um texto de letras e códigos. Caminhamos em ciclos, ciclos de tempos, para podermos nos perceber em nossa multiplicidade de significados, são muitas as leituras que podemos fazer da vida, e dos textos, são muitos significados que D'us nos dá. Ele é um, em muitos.

Seu conhecimento tem como objetivo um único casamento, o homem e D'us, mas para chegar nele, precisamos de muitos casamentos, talvez de muitas vidas, muitos ciclos. Necessitamos casar as partes fragmentadas do nosso eu, nos descobrir metade, pois vivemos no mundo da dualidade, para que realmente possamos buscar a alma gêmea, a outra metade. Assim, deverias comer a metade que comemos, comprar a metade do que compramos e ocupar a metade do espaço que ocupamos, para que a outra metade possa aparecer, manifestar-se. Descobrir seu masculino ou feminino. Segundo um texto cabalístico, pergunta-se “- O que está fazendo D'us agora? Afinal fez o universo em seis dias, e agora? D'us está fazendo Shiduchim, casamentos, D'us é um casamenteiro. Mas D'us acha difícil fazer estes casamentos e por isto é que demora para juntar os pares, e as pessoas são tão impacientes que não esperam que D'us as junte, e se juntam por sua própria conta. ”, “Para D'us é tão difícil fazer um casamento como separar as águas do mar vermelho, pois as águas tendem a se unir e os seres humanos a se separarem.”

Kabbalah é feminina como uma madona, e madona aprende Kabbalah todos os dias, pois aprende a RECEBER.

Kabbalah é recebimento, em hebraico e nos ensina a receber, a vermos o que estamos comendo, pegando, tocando, acolhendo, penetrando e se ligando. E descobrimos que absorvemos e recebemos qualquer coisa, sem critérios de um eu divino, mas criterios de um eu reflexivo, volátil, voltado para o olhar dos outros.

Quantos de nós recebem D´us em sua vida a todo instante???

A Kabbalah da Madona vai muito mais além da musica, do sucesso...mas constroi uma estabilidade e disciplina constante dada a alma, aos intintos, aos desejos desenfreados.

sábado, 25 de junho de 2011

MISTÉRIOS CABALISTICOS






As chaves do Reino


Rosarium Philosophorum: “faze do homem e da mulher um círculo redondo; extrai daí um quadrado, e um triangulo a partir deste último. Torna o circulo redondo, e obterás a pedra filosofal.” = Sphairos, ou o ser esférico. Nela existe o numero 4 que traz o símbolo do divino.

A REALIDADE É MULTINIVELADA – CADA NÍVEL É UM MUNDO COMPLETO EM SI.
O mundo é construído a partir de planos arranjados hierarquicamente, onde o superior está no inferior e vice-versa. Em cada nível encontramos esferas diferentes e interligadas, níveis e freqüências diferentes, são como oitavas superiores. São corpos e esferas que podemos viver e perceber, sua percepção nos faz despertar para as nossas limitações e deixar de lado as nossas escravidões e cascas, dissolvendo os apegos.
Os 5 níveis de existência se expressão na letra HEH, 5º letra do alfabeto hebraico ( a letra da carta PAPA, do Tarô). Presente duas vezes no nome de D'us, origem do Yud (10) que percebe a realidade dual, divide-se para poder manifestar-se.
IHVH – o tetragrama
São estes 5 níveis, que são os 5 dedos de D'us, 5 livros de Moises.
HE - É o símbolo de fôlego, princípio vivificador, vida absoluta e de toda idéia abstrata do ser, alma, espírito, como sufixo designa o feminino e as vezes exprime veneração. Disse o Talmud: D’us criou o mundo com 2 letras que representam Seu Nome: "O yud e a letra heh". Com a primeira criou o mundo vindouro e com a segunda este mundo.

E está letra HEH que é o feminino, o útero.
É preciso saber RECEBER.
RECEBER os mistérios que nos são dados em níveis mais elevados. E o útero recebe.

É preciso acessar as chaves...tê-las para abrir os céus, que banham este mundo com sabedoria.
A luz necessita descer! E revelar-se!

Existem chaves....a letra Shin é uma chave....a Igreja possui as suas chaves...as religiões possuem as suas chaves....

No universo místico encontramos:
"Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra, será desligado nos céus".
As chaves do reino de D´us...Malchuth (reino, da árvore da Vida) curado e liberto, o desejo de receber que transformou-se em compartilhar.

Pedro é Pedra, a origem, o inicio de tudo, a pedra fundamental, que é o degrau da escada que nos leva a D´us, aos céus....e por isto a ele foi entregue a chave. Para revelar aqui.

A Papisa do Tarô, carta de numero 2, carrega as chaves do Reino, ela tem o Reino...feminina, como a letra HEH, a 5° letra, representa as matriarcas, seu poder está em transformar...de forma silenciosa...toda e qualquer energia que chega a ela.

Cada Chave abre um lado do universo de energias, masculino e feminino, dia e noite! Chockmah e Biná.

Em Mateus 16:19, contudo, encontramos algo menos hermético: Jesus entrega a Pedro (antes, Shimon bar Yonah) as chaves dos Céus, dizendo que o que ele ligasse (ou desligasse) na terra também seria ligado (ou desligado) nos Reinos Superiores.

Ensina a sabedoria judaica que, até então, o Reino dos Céus pertenciam a D’us e o Reino da Terra pertencia aos homens (Salmo 115:16), mas, a partir da entrega da Torá, estas duas dimensões passam a interagir, de modo que as influências superiores descessem ao mundo físico, assim como, através de nossos pensamentos, palavras e ações, passamos a ser capazes de elevar a natureza de todas as coisas.

No mês de Sivan, Gêmeos temos a apresentação destas duas colunas, das duas chaves, que funcionam de forma uma, para chegar na força e poder de Tamuz, do signo de câncer – a Reprodução, o poder do feminino em transformar a luz divina.

A Torá é a chave que deve entrar pelo Entendimento do Coração. A primeira letra que encontramos nela é BET e a ultima é LAMED , construindo a palavra LEV = coração, que tem o valor 32, representando os 32 caminhos de sabedoria que D´us criou tudo. 32 = 10 sefirot (vasilhas/numeros) + 22 letras do alfabeto hebraico.

Toda chave abre portas de entendmento, de compreensão e conhecimento, que acalmam as angustias e os desejos insassiaveis de nosso ser. A chave é encontrada na letra SHIN, penultima letra do alfabeto hebraico, acima da letra TAV, que representa a escravidão, a vida presa na matéria, no literal, externo-aparente.



Na Torá, encontramos em Devarim 16:18 (Deuteronômio no Velho Testamento) que “Juízes e oficiais colocarás em todos os portões de tua cidade”. A cidade é o corpo físico e os portões são os orifícios de contato com o mundo exterior. Saber filtrar, aquilo que entra ou sai, aquilo que nos vinculamos...que nos nutri ou contamina.

É preciso firmeza para ter a chave - No taro temos 2 cartas que possuem as chaves: a papisa e o papa, representam o feminino introspectivo, sábio, em contato com a divindade e o Papa é o masculino, sábio, em contato com a divindade. É preciso conhecimento, estudo, pratica espiritual, tolerância, humildade e paciência.

quinta-feira, 9 de junho de 2011



Nossos caminhos se cruzam em questões de obediência e transgressão,
entre o novo e o velho.

Romper com o velho é deixar o passado para traz, o que não significa "não lembrá-lo!", “ não guardá-lo”, mas é como caminhar sem ter de segurar a mão da mãe!...soltar-se...

Dentro dos aspectos cabalisticos, vamos olhar com freqüência as amarras na e da vida...das pessoas, que tem uma relação com o que elas estão fazendo com suas vidas, não vem nada de fora que não tenha sido permitido por cada uma delas.

Amarras de pessoas, amarras emocionais, mentais...dependências e medos que não deixam um espaço, uma pessoa e a nós mesmos crescer.
Desprender é alçar vôo....aprender por si mesmos, é deixar despertar o novo, a criatividade, um desafogar D'us. Deixar a luz fluir tranquilamente.

É deixar D'us existir.
Manifestar-se!

Tradição muitas vezes é prisão.
Tradição também tem que ter seus caminhos de Traição, um trair sem trair.

Mas soltar é tão importante, para que possamos crescer. Aprender a andar.
No texto PRISÕES EMOCIONAIS, encontramos uma das conseqüências destas amarras.

Trair é ousar, voar, criar, ser e estar, é deixar a alma encontrar o seu espaço de expressão.
Nossa sociedade criou espaços, pequenos , para que a alma pudesse, sob controle, trair...trair a consciência do corpo, material, limitada, finita.

A alma luz, encontra pouco espaço neste mundo de escuridão (desejo de receber - falta), para se mostrar.

Mover-se, andar, ousar, renovar – reler....tudo isto é um rompimento com a norma, que mantêm tudo no mesmo paradigma, no mesmo pensamento...a casa se esvazia, os filhos vão embora...por que os pais não se renovam, não renascem, envelhecem e morrem.

ECLIPSE E A ESCURIDÃO

Voce tem medo do escuro? normalmente temos, normalmente não desejamos situações de escuridão em nossas vidas. A kabbalah nos mostra at...