domingo, 29 de novembro de 2009

O CRASH MUNDIAL e O FIM DO MUNDO EM 2012



A cada dia que abro o jornal e percebo um mundo se auto destruído em seu consumo desvairado, gerando quebras, correrias e corridas, roubos, mortes, sofrimento. Um mundo que vive de suas necessidade de embalagens.
E as embalagens perecem, e lutamos numa tentativa desenfreada de mante-las intactas, bonitas, joviais e eternas. Pagamos qualquer preço, temos uma lata linda, mas por dentro nada, devemos o mundo... e como o mundo vai acabar devemos mais ainda, o que nos interessa é estar HOJE lindos....
Aparências e aparências nos levam a um impulso de compra enlouquecedor, saciar um prazer pelo que não sobrevive, pelo que envelhece e não tem continuidade.
2012 esta chegando e com ele o medo e a descoberta de que nosso mundo está muito doente. E pior não temos médicos e hospitais interessados em nós.
Mas será lá, em 2012 o renascer de uma nova moda e cultura, a cultura do individuo, do ser.
O crash da aparência, de um mundo falido, como Dubai, lindo por fora, mas sem consistência. Caem as torres do dia 11 de setembro, erguem-se outras. Torres de babel, torres de papelão - bezerros de ouro que ainda são construídos, sufocam até hoje o que há de essencial num ser, o seu mundo interno.
Do internos trazemos a dor, a depressão, solidão e a tentativa de curar as feridas através das coisas externas. Curar a doença com o remédio errado, nos faz ficar anos andando com a doença na ilusão da cura e sustentando um sistema. Nos empobrecemos gastando nosso dinheiro e tempo num caminho que não nos salva, alguém enriquece e me mantem escravo.
E agora, todo este mundo de embalagens está chegando no seu limite de consumo, falta pouco para “fundir” a maquina. O excesso traz a desordem, mal funcionamento e falência. A morte na certa.
As chuvas chegam como cura para este mundo. A natureza responde, numa parceria perfeita tenta recuperar a ordem. Nos dá a oportunidade de mudar o nosso foco de um consumo desenfreado.
Recomendo o filme a VIAGEM DE CHIHIRO.
O futuro pode ser algo muito interessante, onde a alma terá o seu espaço, por excesso de coisas que juntamos em nossas casas, só nos restará entrar para dentro. Pelo caos que nossa sociedade está criando, numa velocidade muito maior que a capacidade de organização, planejamento e distribuição. Mas nem todos irão de inicio de beneficiar, pois vencer um impulso do prazer imediato e carnal não é algo fácil, mas construído!
Há algo no ar, há algo em nossa essência que esta nos falando sobre possíveis transformações, um desespero silencioso parece existir nas pessoas.
Estamos em dezembro e a correria só muda de endereço, mas tudo é tão igual ao mês passado e ao próximo mês que nosso correria é para a praia. Talvez para aproveitar os últimos anos de praia???!!!

Compartilho algo que encontrei e achei muito interessante:
Profecia Maia:
A profecia maia para 2012 baseia-se em um alinhamento astronômico. Em dezembro de 2012, o sol do solstício vai se alinhar com o centro de nossa galáxia. É um raro alinhamento cósmico. Acontece uma vez a cada 26.000 anos" diz John Major Jenkins, autor do livro Maya Cosmogenese 2012.
Ainda nesta teoria de colapso total da civilização humana devido a catástrofes e /ou fim do sistema econômico/ materialismo, leia também as profecias dos Maias que falam sobre isso. Estudiosos do Calendário Maia como o espiritualista Fernando Malkun também defendem a teoria que a data será marcada por uma mudança de consciência: o fim do medo.Não podemos esquecer que na visão espiritualista do “fim do mundo”, o lado material (catástrofes, fim do dinheiro, materialismo, consumismo, etc) é colocado em segundo plano. Não que isso não acontecerá. Eles falam que sim, mas o que vai separar um mundo do outro é uma mudança consciencial: a consciência egoísta e individualista “sou ser humano, pertenço ao planeta Terra” morrerá e nascerá a consciência universalista “sou a encarnação de um espírito, pertenço ao Universo”.
http://coisaspradivulgar.blogspot.com/2009/05/2012.html


Cabe a cada um de nós abrir os olhos e avaliar, a partir disto buscar mudanças em suas vidas e tentar despertar as pessoas que estão na sua volta.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Numa surpresa da vida fui colocada numa outra posição, e a vida me obrigou a parar um pouco, agora é possível conhecer um outro Tempo. Entrando no tempo do Shabat e o tempo do Shabat é um espaço diferente da vida comum. Diferente da correria de fim de ano!
Mais calmo, mais concentrado, mais tranqüilo, onde tudo é percebido de uma forma incrível. Muitas vezes me deparo com o quanto tudo se tornou cômico. Vejo de dentro pra fora os absurdos da vida.
Daqui, agora, vejo um mundo numa agitação impressionante, chega me dar medo! Não é rapidez, correria...é CAOS, CAOS DE VERDADE. Um desrespeito gratuito ao próximo, desde o trânsito, aos hospitais e clinicas médicas.
Ninguém é de ninguém, ninguém se importa com o outro, o que desejam é safar o seu, ganhar seu dinheirinho e ir embora. Não existe o outro, a dor do outro, que parece ser estranho.
Durante este tempo leio alguns livros, leio artigos, sigo a caminhada espiritual, com tempo, posso aprender ao Maximo, encho o tanque, para “despejar” em breve em cada aula.
Cada palavra lida em algum livro, na Torá, no Zohar derrama-se em mim discussões, debates internos entre minhas vozes que buscam ir me ajeitando a cada situação, vencendo qualquer reatividade.
Estou aberta, curada de impregnações serpentias. Mais Rachamin (misericordiosa), pois uma boa surra sempre nos faz aprender.
É preciso ter cuidado para não entrar nesta vibração descompassada das pessoas lá de fora e rir um pouco da situação, sem julgá-la, mas tentar ajudar para consertá-la!
A parte de mim que caiu, não caiu, já estava lá em baixa, na verdade ela não se erguia...foi preciso levar toda a minha consciência para o chão para reerguer o q eu já estava no chão!
No chão pude juntar o cacos e reerguer.
No chão pude ver a vida no máximo de seu rigor. E conduzir as partes que pertenciam ao chão de volta para o chão.
Quando você resolve entrar numa caminhada espiritual e assume uma roupagem, você até pode trocar de roupa, ficar mais a vontade, mas não pode mais ficar nua ou vestida demais. Você não pode ser só Esaú (corpo) ou só Jacó (alma), escolhendo por um ou outro acaba por morrer, ou desce demais (Cai) ou sobe demais. Há um meio termo! Um casamento entre as partes.
É preciso leveza e abertura para chegar num estado interno de paz – Um Shabat, que é o 7 , símbolo do casamento entre as partes.
Na vida nada é pronto, estamos em eterno devir, movimento. E abençoados são aqueles que se engajam nesta idéia e realizam esta obra! A obra de seu sentido, de seu significado.

Metade do que temos é carência e 49% é “mishigaz”( termo em idish que significa algo como loucura, doença da cabeça), e 1% é realmente a patologia. Necessitamos de um olhar, de alguém que pare nossos pensamentos sem freio, tomados pelo obsessor que nos orbita, precisamos de carinho, sermos amados...mas num mundo caótico que ninguém olha mais para ninguém, estamos todos doentes e mishignes (cheios de mishigaz).

Hoje me pergunto o que tenho? O que estou carregando? Para onde vou e para onde levo?
Que fortalezas quero construir se a vida pede que tenhamos apenas tendas abertas, a espera de novos aconteceres que nos enriquecem e nos crescem.

terça-feira, 24 de novembro de 2009


A vida é um eterno movimento, nos damos conta que somos personagens de parte deste grande texto, da peça Divina, condutores de uma luz e inspiração interna, que bsuca encontrar um lugar nesta vida para manifestar-se.
E a vida é uma viagem de surpresas agradáveis para quem está abertoi e confiante no transcendente, mas uma caixinha fechada para quem quer manter a viagem sob controle. Estes deixam de viver e aproveitar cada gosta de orvalho que aparece, deixam de enrriquecer.
Quando nos permitimos, a estrada deixa de ser reta e ter surpresas, nos oferecendo novos caminhos, nos deparamos com curvas, encruzilhadas, esquinas...
Conta a espiritualidade cabalística que ao lado da cruz, que é o símbolo da oportunidade de ascensão, estão as possibilidades de desvio, de um caminho que a cruz nos convida – como uma encruzilhada, o Yoshua que existe em nós é a parte “ponte” que nos ajuda a atravessar este momento, um SHIN, no meio da misericórdia de D’us (IHVH). No meio do caminho da parada, da rotina, das coisas que nos trazem uma suposta segurança está a verdade...e ele disse: Eu sou a verdade....
Ao lado da cruz existe Esaú e Jacó, do lado esquerdo o Rigor Divino, a carne que nos aperta e dói, do lado direito a Misericórdia Divina, que nos perdoa e nos libera. De um lado a permanência e de outro a permissão ao novo.
Aos pés da cruz estão todos os oposto – João e Maria, o masculino e o feminino. Do racional ao interior e intuitivo. Da razão lógica, limitada que deseja sempre os mesmos caminhos, a percepção que cria sentido e um devir...vir a ser. E daqui sobrevêm o medo do que está por vir com estas chuvas, com o ano de 2012.
Provas que nos colocam na cruz, na encruzilhada da vida, uma vida mais verdadeira interna, onde tomamos decisões de como vamos enfrentar estes novos desafios, as novas provas.
Deitados em berço esplendido, na arca que nos leva durante o dilúvio, como um barco, que agora crescidos temos que dirigi-lo. A vida, as águas não te dirigem, mas te levam. A forma como tu vais aproveitar o caminho – com medo ou curtindo as paisagens depende da tua encruzilhada (escolhas).
Quando conseguimos domar os pensamentos de fé e falta de fé, os instintos, nos tornamos um só. Vencer os ventos, vencer as correntezas, vencer o adversário interno e externo é como vencer a dualidade de luz e trevas que a vida nos traz, os perigos para chegar no prazer de uma viagem vencida.
Quando chegamos aqui, construímos um ponto de equilíbrio – a coluna do meio, a coluna vertebral.
E neste local encontram-se as marcas de uma vida de jogo de peças, como tijolos que vão sendo construídos um a um, vértebras que erguem a cada um de nós, nos verticalizam. Em cada parte desta coluna estão inscritos nossos medos, nossos prazeres, nossas limitações e permissões. Aqui está a nossa recusa em evoluir, amar e esposar, verticalizar-se.
A cada dor, a cada sinuosidade, lordose e cifoses encontramos os caminhos que nos desviam.
Dizem os textos que isto ocorre não por punição, mas para nomear o que se passa em nosso misterioso interior.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


Uma viagem começa agora, a minha viagem.

Uma viagem de poucos passos, onde mais a alma anda e voa do que o corpo.

Nunca pensei que resolver romper a barreira que existia para crescer fosse me deparar com uma parede, que me travou e jogou no chão.

A dificuldade de movimento e de avançar trousse a tona memórias de um corpo e de uma vida. Rigor que não flui, pois é contração que encontramos em cada um de nós.

Esbarrei na parece, escorreguei no auge de um trabalho espiritual e fui ao chão.

Um corpo derrubado e o inicio de uma caminhada.

Um caminho sem estrada, um caminho sem caminho.

Orgulho desfeito, entrego-me a fraqueza, a tontura, ao não controle do corpo e da vida.

Um futuro construído a cada segundo.

Um esqueleto embaralhado na propria vida!

Minha cabeça? mil perguntas, sem respostas.

Minha cabeça sem Nada, num colorido de uma tomografia,

nem letras sagradas aparecem ao olho nu.

Aos inimigos o gozo.

Nunca pensei que ficaria feliz em saber que eles estão felizes.

Aos amigos a oração!


É preciso mudança onde menos esperamos, onde mais nos agarramos.

Sou guerreira e andarilha.

O compartilhar é um pedaço desta estrada, que muitas vezes necessitamos desbravar.

Uma luta constante é travada aqui dentro de mim.

Pensamentos assustadores correm contra a fé,

correm contra os desafios que a vida nos traz.


O verdadeiro sentido é descobrir o que há de sagrado,

transformar a vida em algo sagrado.

E fazemos isto sem sair do lugar, mas apenas trocando o olhar, saindo dos padrões que nos engessam. Um outro olhar vem, não só quando mudamos de paisagem, num sentido romântico. Mas a paisagem muda quando somos obrigados e parar.

Ao deitar, ao passar por mil aparelhos, percorrer hospitais, salas...a mente se inunda e repensa, muda a sua rotina de perguntas e resoluções.

É preciso cair para se levantar, todos caem, mas poucos se levantam.


Foi preciso entrar num tubo para se conectar a uma viagem cabalística, voltar para dentro de si. Foi preciso receber doses homéricas de raios, para começar a desmanchar as klipot!

E elas estão sempre ali na nossa busca de conforto e estabilidade, até o dia em que a vida vem e te convida para um retiro espiritual inesperado, cheio de surpresas, por que a primeira coisa que a vida nos pede nesta viagem é para largarmos nosso controle.


Não me desgrudo de haShem, que ensina a caminhar de novo, cada passo.

Um a um, sem cair e sem resbalar.

terça-feira, 17 de novembro de 2009


O Zohar revela que nossa saúde depende do bom uso da água. Recomenda banhos diários visando reequilibrar e harmonizar os corpos através de banhos.
Através do banho contatamos o poder de duas letras hebraicas, a letra MEM e YUD.
Mem tem a energia da transformação, limpeza, um renascer, o útero, que é banhado pela semente Yud – a mão de D´us.
Os Banhos pela manhã são os mais recomendados, assim como a noite.
Assim como a imersão dos pés ou tomar água nos coloca nestas energias.
Podemos buscar códigos, mantras para ajudar no contato com a água e a luz, que a água traz.

Quando nos banhamos nas águas nos sentimos leves, como que desamarrássemos as cordas e as energias que estão ligadas a nós.
Mas estas águas não aparecem só na fisicalidade, são águas que vem no emocional, águas espirituais que nos banham e chegam na raiz de tudo.
Um mergulho na Espiritualidade é como um banho (Mikvê), um batismo para imergir em águas abundantes e divinas.

Mergulhar é imergir.

Imergir é aprofundar-se, é entrar para dentro, como um voltar as águas primordiais que nos acompanham – entremeadas em nossas células.
São estas às águas que conduzem os nutrientes e a luz a cada parte de nosso ser.

Para a Kabbalah somos vasilhas e as vasilhas são filtros, e os filtros necessitam de limpeza constantemente. Não adianta acumularmos coisas, conhecimentos, objetos, sensações senão aprendermos a imergir na busca de purificação.
A água nos convida para que possamos nos SOLTAR, nos ENTREGAR.

Mergulhar suavemente, mas de forma inteira para limpar o que atrapalha e nos impede de ser felizes.
Eliminando a energia da morte, desfazendo os nós que matam aos poucos nosso organismo, nossa mente e emoções.

Muitas vezes nos envolvemos e ficamos presos em situações de morte.
Trabalhos que não crescem,
Dinheiro que não chega,
Solidão que toma conta.
Tristezas,
Depressões freqüentes.

Rotina que não cessa.

A água nos envolve, como um abraço. Refresca e suavemente entra em nossos poros, abrimos espaço para que ela possa entrar – nos entregamos, simplesmente.
Reconstruir a vida e o destino é reconstruir o receptor.
Ressurgir, renascer das águas.

MAS PARA ISTO É PRECISO MERGULHAR!
IMERGIR.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

APAGÃO GERAL

*foto clicrbs

Nada é por acaso na espiritualidade, tudo tem uma origem nos planos mais altos, bem ou mal, simplesmente existem forças que atuam sob nossas cabeças.
Que mal estar ontem a noite, um cansaço sem fim, a luz piscava...era um sinal, está na hora de dormir e dormir bem mais cedo que o normal.
Orar, meditar e tchau...
Um noite cheia de barulhos, uma manha agitada!
E os planos ocultos estão agitados.
Um apagão permite que entre mais luz, ou simplesmente o apagão é pela intensa quantidade de luz que entra e a nossa incapacidade de permitir que a luz entre, desejamos a luz, mas não temos os meios para faze-la entrar, a luz volta – é rechaçada, pois encontra uma barreira.
Stas barreiras são chamadas de Klipot, cascas, conchas, são como aparelhos espirituais, hordas de seres e energias negativas que impedem que luz chegue.
A negatividade então se instala em nosso mundo.

O que precisamos aprender é a não desejar tanto....e o pior, arre sem começou o “stress” de fim de ano. Isto é, o desejo de querer para si só vai aumentar, com isto aumenta a correria, a ansiedade, o consumo desmedido, a energia do egoísmo, ninguém olha mais pros lados, as pessoas caminham nas ruas se batendo uma nas outras. No super mercado é aquele tumulto. Em tudo parece ser somente aquele tumulto.

O que percebemos com certeza é uma forte energia, que está impedindo que a luz chegue.

O que Isaak Luria, um grande mestre da Kabbalah nos diz, é que para a luz chegar a nós é preciso parar de desejar, curar as ânsias!! Para isto precisamos de 3 elementos básicos.

CONSCIENCIA
RESISTENCIA
ENTREGA – ABRIR-SE – TROCAR

A consciência irá ajudar a nos conhecer e ver os momentos em que necessitamos parar, segurar, conversar consigo mesmos. Estar mais ligados as coisas ocultas que acontecem A resistência irá nos ajudar a fazer o processo do auto domínio, da disciplina. É a resistência que nos coloca em outro estado de consciência, é ela que faz a passagem .
Aquele que sabe segurar seus impulsos e conduzir a sua carruagem é Rei!
E a entrega é a abertura de coração e da mente que irá permitir que possamos receber o influxo Divino, ou o que chamamos de Ruach HaKodesh, Espírito Santo.

É bom estar atento e forte, ter resistência. Orar, meditar. E buscar aplicar no dia dia os conhecimentos.
Que o Blecaute traga um nova luz e afaste a escuridão de vez! Aproximando a consciência Messiânica de nós!

domingo, 8 de novembro de 2009

KABBALAH DE SVAROWSKi
Um TANGO PARA ALMA






As almas que no dia dia cruzam o meu caminho,
Tão presas,
Tão tristes.
Pulsam num corpo,
Gritam!
Presas em famílias,
Presas em maridos,
Presas em esposas,
Presas em mães de maio, junho, julho...
Presas em pais,
Que já não estão mais ali
Neste mundo ou no outro.

Histórias e vivências de um passado.
Formam como que uma árvore contrária.
Almas que tem seus pés presos, atados na raiz desta árvore.

Vó Sofia estava até então ali.
Como que puxando para baixo,
Ou simplesmente pedindo ajuda.

Do julgamento que estes e cada um que passa sentem ao isolamento de si mesmos.
Ahh almas que gritam!!
Vivem num impulso, mas querem e desejam outro caminho. Quando vêem repetem sempre o mesmo movimento.
Sufocam a sua luz, quando vêem morrem numa vida cheia de mediocridades.
Libertar-se é ver que existe outra árvore em cima de sua cabeça,
Mas há quem não consiga erguer a cabeça e
Olhar para cima.



“Liberta minha alma, por favor!!” Gritam em silêncio

Para aqueles que levantam suas cabeças os céus apresentam-se como uma jóia de Svarowski.
A árvore de cima abre-se em delicadeza, precisão e luminescência. Conseguem como um cristal refletir a luz, curar o outro que prende e agarra suas próprias pernas.
Estes não assistem só a sua dor.
Criam-se diferentes formas de si mesmos, libertando-se em dança e força,
Como num tango, onde a alma VIVE, dança, entrega-se.

Tantas almas que passam por mim,
mas precisam erguer seus olhos e sair só da sua dor.








sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Meu Professor, meu mestre... meu Herói...por que me abandonas??



Um dia ergui uma estatueta, adornei ele(a) com ouro, amaciei suas palavras, abri meus braços para abraçar pois queria teu olhar e ser aceito.
Minha alma grita por amor! Minha alma grita por um olhar!!
Minha mão grita por uma outra mão que me guiará, um olhar que me aceita, acolhe.
Cria um caminho seguro, apontando para onde ir ou não ir.
Caminho que não tive de meu pai ou de minha mãe!!

Grande ou pequeno mestre seja quem fores, estas nos meus sonhos mais infantis de um Herói, de um Moises, de um Messias, salvador de mim, exclusivamente de mim, pois só eu existo!!
Meu Professor, meu Mestre, meu pai...melhor do que D´us, olho para ti e não para D´us.
Pois D´us!!! D´us não aceita a oferenda de todos, D´us não aceita os defeitos dos animais para oferenda, D´us não aceita o imperfeito, que não entra nas partes mais elevadas do templo! D´us não aceita o impuro!...D´us não aceita???
D´us não é visto! É preciso esforço para senti-lo! Mas os professores são vistos!! São vivos. Acolhem a tudo...a luz e a sombra!


Não vivemos sem Heróis, e Herói é aquele que carrega, que transforma, que morre e renasce. Herói é aquele que passa por transformações – cresce, aponta, desponta, desaponta!!! Fascinante e poderoso, forte e seguro. Uma imagem ideal, salvadora.

“Ela nos arrebata, nos mobiliza internamente, nos faz repensar. Seus medos e sofrimentos, seus combates, vitórias e derrotas; fundamentalmente, sua luta pela sobrevivência, fazem com que nos sintamos identificados com esse arquétipo, todos somos heróis em momentos específicos de nossas vidas.”


Herói que carrega todas as forças, mas que se desmancha em nossos sonhos enquanto não preenche meus devaneios, minhas fantasias, enquanto pai ou mãe severos, que me dizem Não...como a vida frequentemente te diz Não!
Rabi Nachman fala que a vida é como caminhar numa navalha, não há fantasia, não há romantismo, mas nós podemos, ao encarar com verdade transformar a vida numa poesia.
Profundamente este herói é aquele que pode adentrar profundamente a aminha alma e tirar a minha dor, meu desconforto com esta vida.
Mas a vida, segundo a Tora, nos mostrará que o Herói é apenas um agente, um facilitador, com isto...larga suas armas, suas fardas, em estado de Bitul (anulação) , ele também se entrega a D´us. O único que pode e salva. E ele nos tira de casa, como D´us indica na Tora, varias vezes: “ saia da casa de teus pais.” E cresça, cresça....
Mas quando não consigo me guiar, preciso de alguém que me guie.
“Os mitos do herói recém nascido significavam talvez o sol vigoroso saindo da água, ao qual as nuvens se opõem em seu nascimento, mas que no final, supera todos os obstáculos de maneira vitoriosa. Ou então, a luta do herói com monstros terríveis, sendo devorado e ressurgindo em seguida, e o seu casamento final com a Grande-Deusa, seriam uma viagem das diferentes fases da lua ou da alternância do sol e da lua. Outros descrevem que no caminho do herói, refletem-se ciclos anuais da natureza, e associam-nos aos ritos da fertilidade e ao relacionamento entre mulher e homem nas sociedades matriarcais”
O caso, mais conhecido é o de Jonas que se encontra no antigo testamento no livro que leva o nome desse profeta. Jonas teria ficado três dias e três noites no ventre do peixe. Findo este período, o peixe o devolve à luz , são e salvo nas praias de Nínive.
O que o mito do herói aclara é que o mal e o bem não existem um sem o outro e não existem fora mas dentro do próprio homem; esta é uma luta arquetípica, humana, inerente a cada um de nós.


Meu Professor, meu mestre... meu Herói...por que me abandonas??


O heroi nunca abandona, pois está dentro de cada um de nós, somos nós que abandonamos nossa propria essência salvadora, para erguer mitos fora de nós.

É preciso sair da casa, da casca do pai, é preciso tira-lo de dentro de si e suportar o rasgão que surge. Isto nos fará mais encarnados, aceintando mais o que e quem somos, nosso corpo, nossa aparência, nosso gênero (sexo), nossa história.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



Quantos de nós está realmente envolvido com um caminho espiritual? Ou quantos de nós buscam um caminho apenas para encontrar fórmulas mágicas para ser feliz!!?
O caminho envolve desprendimento e entrega, o que é chamado de auto sacrifício, mesmo na busca da felicidade – pois voltar para a unidade requer contatar a vida “impura” e sair dela – é preciso escuridão para ir para a luz.
Muito de nós não compreende a caminhada, que cheia de buracos nos leva a desejar a luz com a voz do coração. Muitos apenas querem ler e ter conhecimento, mas não se entregam, não entendem as dificuldades e desafios que aparecem no caminho, como forma de transformação,..a sua transformação.
Nesta sexta feira o capitulo da Tora – Vayerá , ou Apareceu, nos traz um caminho de desafios para nos corrigir.
A vida nos traz as situações em que devemos prestar atenção como estamos reagindo a ela, pensamentos, sensações, nossa fala e ação. Daí nos daremos conta que nossa fração infantil estará ali, irritados, sofridos, queixosos, elementos ruins, negativos surgem em nós, e atraímos, assim, mais situações ruins que são acordadas de “sitra achara” ( o outro lado) = roubo, corrupção, vaidade, orgulho, carências... A espiritualidade nos pede limpeza para atingir a maturidade, firmeza para encarnar a situação.
Literalmente limpamos os devaneios do Ego.
Diz o Zohar: “ Assim como ele, Abraão purifica os homens, sara purifica as mulheres, e assim, todos aqueles que vinham a elas eram purificados.”
Entender os caminhos espirituais, é abrir-se para os mundos ocultos, que estão ali, na nossa vida, no nosso presente.
São tantos mundos e vidas, tantas possibilidades, depende de como estamos nos relacionando com cada situação.

Voce deve se perguntar...o que ela quer dizer com mundos ocultos?
POSSIBILIDADES de ação e reação... de causa e consequencia.
Sua MENTE guia.
Nossos olhos e nosso foco fica, constantemente preso em formas de ouvir, ver e sentir as coisas que nos acontecem - reagimos de forma tola e comum, como seres feridos e não amados. Como escravos das situações. Quando me encomodo, quando sofro - estou sendo dominado(a) pela situação - algo de fora está no dominio! Esta é a forma comum, daquilo que chamamos de consciencia da Nefesh gadlut.

Ok, agora voce se enxergou.

É preciso acordar desta consciencia e ir para a nefesh katnut, consciencia diária desperta. Mas então, é preciso ver tudo diferente, relacionar-se diferente, sentir e RECEBER cada acontecimento de uma outra forma.
É um treinamento baseado em aprender Kabbalah, atraves da tradição oral e escrita, meditar (tecnicas cabalisticas) e orar. A magia da Torá (pentateuco), atraves de seu estudo vai nos trazendo uma base firma para sabermos onde andar.

Como Abraão é preciso "partir para si mesmo" na busca do verdadeiro caminho para a Terra Prometida - para a Unidade.


Como Abraão é preciso para de olhar tanto para os outros, ou como os outros se movem, não julgar e realmente colocar o chamado "amor incondicional" em prática. Que nada mais é do que entregar-se!



ECLIPSE E A ESCURIDÃO

Voce tem medo do escuro? normalmente temos, normalmente não desejamos situações de escuridão em nossas vidas. A kabbalah nos mostra at...