sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

E o pé volta a terra


Caminhar firme,

Como dizem,

Não significa somente

Colocar os pés no chão

Um após o outro

Mas também saber qual direção seguir...

Não significa ignorar o passado

Mas guardá-lo na memória como lição cumprida ...

Nos nossos pés

Encontramos muito mais do que apoio,

Equilíbrio

E a delicada ação

De percorrer

Os muitos caminhos da nossa vida ...

Nos pés

Nos encontramos a nós mesmos

Para construirmos uma vitoriosa existência,

Pois em seu grandioso trabalho

Refletem, singelos,

Toda a nossaEssência.


Essência

Poema da Terapeuta Reflexologista Leila L.S. Carneiro.

......................................


Nossos pés nos encarnam na vida

enraizam a alma aqui na terra

E encarnar é tomar posse, é pisar, calçar...

Seguir seu caminho, sua direção com pés firmes.

Mas é nos chão onde pisam nossos pés que a serpente se arrasta, morde nossos calcanhares sem nos avisar,

pisa em nossos dedos que sustentam todo nosso esqueleto.

E os pés feridos são lavados na páscoa.

E os pés ao tocarem o chão sentem como uma abraço que a terra pode lhes oferecer.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Consciência do Holo-caos -to

Tomo minha Coca cola e como meu pastel calmamente, penso a respeito da onde de filmes e acontecimentos pelo mundo, que sobrevém de tempos em tempos.
Um assunto que para muitos não diz nada, não toca a alma, mas para outros não é bem assim. O assunto é Holocausto ou Holo – caos ( ótima definição).
Sabe que muitas vezes fiquei de saco cheio deste assunto, mas hoje percebo o quanto ele é importante. Mas é preciso ter um olhar diferente, não de uma judia falando isto para ficar no papel da vitima!
É preciso perceber a essência desta questão. A essência do mal. Não um mal que vem pelo excesso de limites políticos, territoriais, religiosos.... mas um mal maior..... Um mal gratuito ( okey, para a cabala nada é gratuito, mas o mal existe, e existe em diferentes graus e origens.).
Nossa essência não é feita só de flores, mas de muitos espinhos e ela produz uma onda, uma onda que sobrevém em cada pessoa, puxando suas magoas, suas raivas, suas invejas.
Neste momento anterior a festa de purim, que simboliza a luta contra o mal, contra estas energias que estão em nós e na nossa volta, os filmes, os acontecimentos são muito importantes. Nossa consciência tem que mudar, deixarmos de sermos passivos e/ou agressivos, feridos.

É preciso olhar a alma desta história, o fato em si, já aconteceu, mas sua energia está ali. Está na minha mãe, que sofreu conseqüências do trauma da minha avó, que sofreu as conseqüências da minha bisavó...e em mim....E cada um de nós carrega diferentes sentimentos de horror.
A cada dia estamos novamente mais irritados, mais raivosos, mais instintos, mais e mais reativos. Sugiro para aqueles que estão realmente estudando e entendendo Cabala que recolham-se em suas emoções e reatividades!!! Pois estamos gerando um momentos muito delicado nos dia de amanha!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Chutando o balde!


Plutão em capricórnio está imperdoável......
Manda recado para ajeitar o esqueleto!
Me para quando mais quero me movimentar.
Será?
O tempo para si mesmo, muitas vezes é conquistado quando somos obrigados a parar.
Agora cada pisada, cada passo tem o seu olhar, nada pode ser feito corrido.
O tempo da casa aumentou, o que para uma canceriana é ótimo.
Voltam amigos antigos, amores do passado, atividades deixadas para traz.
Cuido de mim.
É bom...todos nós corremos demais, cuidamos demais dos outros, das coisas de fora, somos excessivamente levados pelos impulsos. É preciso parar.
É preciso olhar para baixo. Olho demais para cima.
Tem gente que tem que olhar pra cima.
É preciso descer.
È preciso rever o leme, a direção. É preciso cuidar do barco, olhar melhor para o mar, saber das condições climáticas, saber para onde o mar nos leva.

Parar é preciso para reorganizar os corpos, a agitação, a ansiedade, a cabeça, os pensamentos e sentimentos. Muitas vezes fora de curso, andam não se sabe para onde.
Quebram muito mais do que pés e dedos, quebram pratos.

A gente pode quebrar tudo, menos a cara e o coração.
Alma não quebra amiga, só corpo! E corpo é só aparência.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Bravo, Bravo!!!


Convido todos a verem este brilhante filme:

O Curioso caso de Benjamin Button

Um filme de quase 3 horas que poderia ter 4, 5 horas.. que merece palmas ao final. É impossível não entrar no silencio final, na saída calada de cada pessoa. Cada um em sua medida é mexido em seus valores – os piores, nossa dor de que vãomos envelhecer e vamos morrer.
A morte tratada de forma poética e estética, a velhice e as suas belezas, tristezas e situações cômicas. A vida interrompida, a estética que tanto buscamos. A consciência do tempo de cada um. Os encontros e desencontros da vida. O tempo certo para o encontro certo. O amor e a rejeição.
Foram tantas as frases perfeitas, o rosto perfeito, a curiosidade de ver a vida nos levando para a estética e beleza da juventude.
A magia do tempo e da sincronicidade.
Belíssimo filme.
Mas mais impressionante é a mensagem de aceitação que o personagem Benjamim traz. Sem um julgamento constante, mas um desejo de viver, de RECEBER a vida, cada momento, cada experiência. É como se ele não deixasse para depois. Junto dele existia um tipo de inicência, a inocência que devemos resgatar para estarmos mais num mundo de merecimentos. Ele deixa em nós o gosto por ter uma vida mais cheia de aventuras, amores, paixões. Uma vida mais vivida, onde o que importa é a experiência que recebemos de cada pessoa que passa por nós. A sua história, as suas dores, seus prazeres.
Através de seu estado de perdão ele nos leva a lugares, pessoas, e histórias comoventes.

Todos nós sabemos que vamos morrer, morrer de velhice e não de juventude, por exemplo. O filme nos tira de um padrão de tempo, mexe com um chão tão certo, tão firme. Mexe com nossa condição de amor. Diferentes formas de amor e rejeição.
Por ser bela quero o belo, por ser jovem quero o jovem, por ser velha quero o velho!!??? quero o jovem, mas o jovem não quer o velho...e assim vai...

A questão é o quanto saímos com o desejo de vida, abertos e famintos para saborear a vida. Cada um em sua medida, cada um em seu mundo deve abrir e sair de uma rotina que tem como certeza um ponto final.
Poderíamos morrer por que nos tornamos bebes, rejuvenescemos, pois daí teríamos total noção que nasceríamos de novo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A vida é um espelho


Vivemos numa realidade de projeções,
Nossa realidade é o resultado destas projeções.
Tudo que é meu eu lanço para fora de mim.
Estou em pedaços, quebrada, fragmentada.
Quem sou eu, então?
Sou um reflexo das projeções dos outros?
De quem? Quem meus olhos e minha mente foca? Quem ocupa meu espaço?
Onde estou? Em quem eu estou? E quem está em mim?
Qual a validade de meus sofrimentos, de minhas ações?
Muitas vezes descubro que estou agindo com sentimentos que não são meus, mas de minha mãe, de meus amigos...
Por isto o deserto é uma experiência fundamental, pois no silencio e isolamento recolhemos o que é nosso, reorganizamos o sistema. Pegando de volta, reintegramos e descobrimos quem somos, realmente.
A fome de D’us é a fome de unidade, integração.
Quando recolhemos de volta nossas partes, de uma forma silenciosa, estamos devolvendo para os outros aquilo que é deles, recebendo o que é autentico de si mesmo. Isto é o que chamamos de teshuva.
E a teshuva é fundamental para que vida exista. Para que a essência possa estar viva.
Teshuva é o caminho para encontrar-se com D’us. E encontrar-se consigo mesmo.
A primeira chave que temos é “conheça-te a ti mesmo”. Entre no deserto, fique só e em silencio, para pegar de volta tudo o que é seu.

A caminhada espiritual é um recolher partes, pedaços lançados para fora da gente, da saída do Egito a chegada na terra prometida. Ambas estão absolutamente no mesmo espaço, mas em dimensões diferentes.
Enquanto no Egito fico presa o tempo todo em algo de fora, que está me incomodando. Na Terra Prometida encontra D’us dentro de mim, a unidade, o poder e as bênçãos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

D´us!!! ... Jogue sua Escada, Por Favor!


Existem alguns aspectos astrológicos que são fatais, não tem como escapar.
Ou você está nas nuvens, numa vibração elevada, sabendo administrar as situações difíceis que a vida vai trazendo, ou sucumbe a pressão e cai, na reatividade deles (planetas).
As vezes parece que algumas pessoas que vem para nos desequilibrar, sabem que lá na frente você terá um momento tenso, você pode estar preparado ou despreparado, numa vibração mais alta ou mais baixa – mais equilibrado e centrado ou mais reativo, irritado. E aquela pessoa vem para tentar te empurrar para lado errado. Pessoas mais fracas, menos centradas que são veículos de outras energias.

Interessante...é difícil não sucumbir a intoxicação que o mal nos faz. E não viver a quebra das estruturas.
Bem é preciso reagir a todas as situações difíceis e não reclamar, mas vê-las como oportunidades para resolvermos nosso tikun. Este é o melhor caminho.

Muitas vezes queria entender qual o interesse das pessoas, muito mais alem do chavão da cabala – desejo de quere para si. Seria só um impulso, animal em nós, ou alem do impulso existe uma intensão, um desejo maior – poder, inveja, destruição, competição....mal mesmo dentro daquela pessoa!!!
Quantos lobinhos vestidos de ovelinhas.
O maior estrago mesmo é para aquele que faz, que abre mão de se desenvolver.

Nosso caminho é o de volta, da aquietação, oração e meditação, para que D´us possa lançar uma escada e assim voltarmos a subir até encontra-lo.

Ave Raiva...!


Esta na hora de olharmos a raiva com outros olhos, não mais com olhos vermelhos, quase cerrados....olhos que deixam sair faíscas, energias como punhais que atingem nossa vitima.
É a emoção que mais atua em nossa vida. E que mais estraga a nossa vida, nos faz cada vez mais densos.....
Qualquer coisa que dê errado nosso dia – sentimos raiva, ficamos cheio de raiva. Tudo que nos tira do controle, nos traz raiva.
Seja para nós ou para outras pessoas ou seres.
É o mal maior do ser.

A raiva é como uma chuva de canivetes ou punhais que cai na vida daquele que desperta este sentimento em nós, ou que lança até nós seus sentimentos.
Ela é uma expressão mal direcionada, mal trabalhada, funcionando por si só. A meu ver, principio do grande mal.

A raiva é vermelha, a raiva é a guerra, corta e destrói tudo que toca, causa um grande estrago espiritual.
O inferno esta nos controlando quando estamos com raiva, estamos sem D´us. Estamos em estado de idolatria. Você não esta pensando em Hashem!


A raiva e o ódio são irmãos. Derivam do desejo de querer as coisas do seu modo, das frustrações, da destruição de idéias, desejos que nos mantem seguros.

Estamos no momento certo para combater este sentimento dentro de nós e fora de nós. Através das forças do mês de aquários, pela consciência que nos leva a mudanças, muito mais alem da vida comum.
Refina as midot (emoções) – um dos trabalhos divino mais importante.
Refinar as emoções é deixar de dizer: “eu sou assim”...isto não existe!

Quer ficar livrar da raiva – fale sempre com muita calma.

Para combater a raiva temos o código certo.

Medite no código acima olhando da direita para a esquerda!

Na Torá, a metáfora para o mal é escuridão. Nada mais que a ausência da verdade. Um vácuo da realidade. Como a escuridão, o Mal não tem poder em si mesmo. De onde, então deriva o poder de causar tanto sofrimento no mundo? Falando de forma generalizada, de nós, de nosso medo dele. De que o consideremos "algo" que vale a pena negociar. Lidar com a verdade de si é viver sem hipocresia, e sem raiva!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Um novo destino...


Você já passou pela situação onde planejou mil coisas, organizou, preparou tudo...e daí na hora "agah” teve uma surpresa, tcha,tchannn... E a vida te surpreende com o inesperado?
E ela decide por ti o teu destino naquele momento?...e tudo muda...
Bem você poderia ter ganho na loteria, algo ótimo, aparentemente maravilhoso, mas o inesperado traz alguem que rouba tudo, os maus negocios aparecem, o estresse de administrar tudo, os próprios medos de perder, e assim vai ... e poderia ter ganho na loteria, quando coisa que aparentemente éruim, mostra-se depois como uma salvação. Nunca se sabe....
Mas vou contar esta história de outra forma.

Imagine que você vai criando toda uma situação sem se dar conta, absolutamente sem perceber...vais montando um destino, que não tem nada a ver com aquilo que estavas querendo...ou simplesmente você nem sabia o que queria. E daí a vida te oferece uma outra opção...e só tem aquela..., mas quem montou cada opção conjuntamente com a vida foi voce. Seus pensamentos, desejos, sentimentos, palavras.

Lembro-me das vezes em que perdi o avião, era um choque em minha parte que achava que tinha o controle e planejamento de tudo na vida. Tudo estava programado, cada segundo, cada passo....mesmo que eu nem pensasse neles...mas era o que me parecia na hora em que via aquela programação, dentro daquele espaço de tempo ir por água a baixo...caia meu mundo de aparências e orgulhos...eu diria... mundos que se vestem com o “achometro” do controle sobre a vida! E toda proposta da Cabala? Aonde ficava? Afinal promete-se o controle do destino!!!!

Nem tudo está e deve estar sob nosso controle. Pela própria existência de outras realidades. Nem sempre estamos alinhados (na maioria das vezes não estamos) e as surpresas nos ajudam a fazer esta correção. É como levar o carro para uma revisão. É preciso que algo aconteça para leva-lo, afinal, não tinhamos tempo para isto. Nem sempre nosso desejo está alinhado com aquilo que é melhor. Não percebemos o que vem depois, a essência das coisas. Como na maior parte de nossas vidas nos movemos conforme a “massa”, deixamos de ver o que realmente é adequado ao nosso processo psico-espiritual, qual o nosso verdadeiro tikun.

O mundo espiritual, a partir da Divina Providencia, percebe as coisas sem a separação de tempo que temos percebido, isto é, o amanha acontece hoje, e eles agem para nos proteger, nos despertar, nos encaminhar para nosso alinhamento e verdadeiro trabalho nesta terra.

Hoje corri, corri, exatamente para marcar um momento de grande dedicação ao espiritual...e na corrida me encontrei com algo tão pequeno, quase imperceptível, que me anestesiou e a partir dali mudou o meu destino, na verdade definiu por mim a maneira como devo fazer meu conserto.

Não existem férias, sem Teshuva, sem voltar para si mesmos, sem que possamos nos deparar cruamente com a ação, a prática do conserto. Hoje percebo, que cada um de nós tenta se enganar um pouco com as suas artimanhas para viver somente a diversao, o aparente, quando a vida grita por conserto. Teshuva é voltar para a unidade, não só de si, mas a unidade que está dentro da gente, família, grupos, amigos...unidade que não é dependência, mas co-dependência ou co-participação. INTEGRAÇÃO.

As vezes buscamos lugares onde nem D’us pode chegar, e este lugar só pode ser o inferno, quando num segundo achamos que perdemos tudo daquilo que foi programado. Quando aquele ego-controle se perturba, entra em estado de Caos, mas quando se entrega, surge uma nova saida. É neste instante em que a queixa não toma conta, mas a criatividade, o aproveitar o momento, dai vemos que só vale a pena ir para onde D’us está.

ECLIPSE E A ESCURIDÃO

Voce tem medo do escuro? normalmente temos, normalmente não desejamos situações de escuridão em nossas vidas. A kabbalah nos mostra at...