quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DESPERTA SHECHINÁ!




Há muitos de nós que no seu drama diário busca a espiritualidade na fuga da terra devoradora, a mãe que engole seus filhos, provocando a morte do EU, da identidade liberta do útero e que está aqui para VIR A SER.

Mas como libertar-se de uma mãe-útero devorador, como
deixarmos de lado a criança e revelar o adulto em nós, sair da dependência, da idolatria e despertar aquele que está consciente de si mesmo e de seu Poder.
A nossa transformação é a transformação de tudo ao nosso redor – uma nova consciência deve ocorrer. Aqui no mundo físico a nova consciência é revelada pelo aspecto feminino de D’us, que está contido dentro de cada um de nós. A vasilha que acolhe, a consciência do corpo, da matéria, da vida física... é preciso curar e não fugir da realidade!!!

A consciência desta energia feminina de acolher, abraçar, cuidar e amar a vida aqui é chamada de shechiná, está em nós, mas nossa consciência está mais preocupada em sustentar o instinto do que revelar a sua luz, trazer algo para a vida com a luz da continuidade. Queremos para si e ponto final. Afastamos sua presença, no exílio, encontra-se na escuridão, sem ela atraímos a dor e o sofrimento. Acordando ela em nós, acordamos a mãe positiva, que revela a Luz masculina Divina.

QUEM É A SHECHINÁ?

A Shechiná é a parte divina aqui, ela é a que transmite as mensagens divinas vindas de cima, o Zohar diz, do Rei Supremo, ela é o mediador entre o céu e a terra. O supremo confia a ela todas grandes obras do reinado, pedindo ao povo que a obedeça.
O pecado, a existência da serpente, o desvio, a presença de demônios afastam a Shechiná do Divino, criando a separação dos mundos e a não revelação da Luz Divina. Existindo duas realidades a da unidade e do caos, onde a Shechiná deveria habitar, mas está no exílio, isto é, em nossa consciência perdemos a sua presença, o referencial dela dentro de nós, a sacralidade da vida aqui! Ela é a atividade perpétua das emanações divinas, um movimento constante, criativo, transformador. A força da natureza!

A Consciência do Feminino em PURIM

E o feminino é o vaso de expressão e revelação do divino, de forma equilibrada. A shechina é o nosso aspceto feminino e dela vem a nossa capacidade de relacionar-se com o mundo externo de forma equilibrada.
Descer na terra é encarnar e manifestar a fonte divina. Malchuth que abraça todas as luzes de cima. Quando está preenchido de luz, consciência faz por algo maior, não pensa só em si, como a Rainha Ester, mas aqui na terra, a Divindade se veste das vestimentas deste mundo, sua essência está encoberta, Ele não aparece, como no texto que lemos em Purim. Com ela combatemos o mal que nos preenche e que nos destrói. Os demônios desta vida que aniquilam a vida! O despertar da Matrona, da mãe espiritual que em seu amor e compaixão nos protege e se une ao Divino.
Mas esta consciência precisa preencher todo o nosso ser, todas as pessoas, e surge Moises que acorda e revela para todos.

PRISÃO...a Libertação que ocorre no Pessach (Páscoa)

A energia desta “mãe” está presa na cauda, nos instintos que quando elevados acordam e chegam na cabeça, formando um eixo onde a luz percorre. A luz sobe (kundaline sobe), a shechina desperta, a serpente acorda para tornar-se messias. Ela esta enrolada, condenada a rastejar. Acordada pela ligação com o céu, elevando a terra, os desejos. A consciência desperta.
Nesta consciência percebemos tudo ao nosso redor como nosso, mas com outros olhos, um nosso sem ser nosso, mas a responsabilidade de cuidar! A força doadora, acolhedora está ali.

A consciência da shechiná é a consciência do corpo, da matéria, da terra.
No Egito (Mitzraim que deriva de Metzer) a consciência está voltada para um corpo sem alma, o lugar fechado e restrito (Metzer), coloca em exílio a Shechiná. É preciso fazer uma caminhada para dentro, limpando e eliminando os impulsos que nos levam somente para a consciência externa, o deserto é externo e não interno.
Somente uma grande transformação limpa todos os corpos, todas as partes de uma vida, caminhamos na CONTAGEM DO OMER para chegar lá.

A alma necessita do corpo, e ambos fazem arte da criação.

Corpo e alma se encontram na Terra Prometida.

Muitos de nós fogem da vida do aqui agora, pois a mãe foi devoradora, mas sempre voltam em muitas e muitas encarnações,...por que o trabalho é aqui, de revelar o equilíbrio entre a alma e o corpo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

TEMPESTADE SERENA



No derradeiro Calor de Porto Alegre, nosso único desejo é o de tempestades serenas, para acalmar o fogo que queima e nos cozinha, literalmente.. Como sobrevivemos a isto? Só D´us sabe!
Há um principio de vida em cada célula, um YUD que esta lá, dormente ! e este principio é o que reage corajosamente a este forno.
Porto Alegre é um convite a um tipo de inferno, quando nossas fantasias de inferno são representadas por uma fornalha.
Calor e fogo transformam, purificam.

A sonolência é um convite ao prazer do não fazer nada. É preciso trocar, compartilhar a temperatura para sobreviver.
O fogo desmancha, derrete. A sensação é de morte iminente, só quem estava aqui sentiu na pele o calor.

Vivemos o forno que o cimento cria em nossas volta. Os prédios prendem o ar que circularia e trocaria a temperatura. Os carros produzem calor, as maquinas, as pessoas..enfim...aumentamos nossa temperatura de vida sem nos darmos conta. Haja coração, haja água, haja ar condicionados e vento quente que vem dos ventiladores.

Nossa vida realmente virou um inferno.

Necessitamos de tempestades serenas.

Lenda Judaica





Narra uma lenda judaica que dois irmãos que haviam vivido sempre nacidade, resolveram fazer um passeio no campo. Enquanto caminhavam, viram um homem que arava uma grande porção deterra e acharam muito estranho, não conseguindo entender porque eledestruía assim a campina.



Na seqüência, observaram que o homem colocava sementes nos sulcos que fizera.



Um dos irmãos achou que o campo era um local de loucos, pois jogavafora trigo bom. Por isso, voltou à cidade.


O outro irmão, contudo, observou que poucas semanas depois, os pés detrigo começaram a brotar. O campo era um imenso tapete verde.


Escreveu para o irmão da cidade a fim de que ele viesse verificar, comseus próprios olhos, a maravilha.




Ele veio e realmente se maravilhou. Mas, passados alguns dias, o verdedos brotos foi dando lugar ao dourado.Então ambos entenderam o trabalho do semeador.



Depressa o trigo amadureceu. O semeador trouxe a foice e começou a ceifar.



O irmão que havia retornado à cidade não conseguia acreditar no que via:


O homem parece doido, dizia. Trabalhou o verão todo e agora destrói, com suas próprias mãos, a beleza do trigal maduro.


E voltou para a cidade, fugindo do campo.



O outro tinha mais paciência. Ficou e seguiu o fazendeiro. Assistiu a colheita, viuo levar o trigo para o celeiro. Observou como ele retirou o joio do trigo e o cuidado com o armazenamento.



Sua admiração foi ainda maior ao se dar conta de como um saco de trigo


semeado se transformara na colheita de todo um trigal. Só então compreendeu a razão por detrás de cada ato do semeador.



Muitos de nós somos como o irmão impaciente da lenda. Não aguardamos otempo nem os resultados e julgamos Deus pelas aparências. Pelo imediatismo.Do plano terreno, que se assemelha a um vale muito grande, não conseguimos ter a visão ampliada da totalidade, nem constatar a sabedoria do plano divino.



A LEI tudo realiza com justiça, misericórdia e amor. Cabe-nos cultivar a paciência e buscar a montanha da meditação, da instropecção, para lhe descobrir a grandeza.

sábado, 18 de fevereiro de 2012





É preciso parar para acolher, é preciso parar para sentir o seu caminho..e fazê-lo, e assim, conectar-se com as energias da coluna da esquerda, despertando o feminino, acordando a Shechináh...sem agitações, sem barulho, inquietação...como a experiência do Shabat...parar para sentir uma alma a mais, trazer de volta o feminino, a força da "mãe" - acolher, cuidar, preservar, gerando a vida!


Nossa cultura é agitada demais, vive o feminino na sua falta, na sua escuridão, a escuridão do útero, mas transformação é quando acordamos para a luz, saimos da noite escura da alma, nascemos, saimos do túmulo, e passamos a compartilhar.

Compartilhar é "dar a luz" diariamente.


Na Escola de Kabbalah vamos estar sempre estudando esta Kabbalah Hermética, alquimica, que guarda os segredos de milhões de anos.


Te aguardo na sala de aula.





Faça o Download divino



Ahhhh se pudéssemos sentar na frente do micro e simplesmente tocar uma tecla: download divino, e as benção pudessem cair sobre nos!

Será que a praticidade da vida também funciona para o mundo espiritual?

Você sabe que um dos nossos erros é estabelecer esta separação entre tudo, entre estas duas realidades, sendo que nosso grande "avoda" (trabalho) é uni- los!

Sim ... A resposta para a pergunta de cima é SIM, a praticidade deste mundo e a rapidez de tudo deriva do mundo espiritual.

Aqui vivemos o resultado de cima!

A luz nos confere velocidade! Desejo de criar, produzir, expressar! Sua intensa entrada em nossas vidas pode produzir, também, muita, mas muita ansiedade, agressão e alguns distúrbios . A luz não é má, a luz é boa, mas nós não sabemos como administrar esta luz! Quando chega provoca uma transformação - por isto a Kabbalah fala sobre " compartilhar", trocar!

É dai que precisamos entender que naturalmente atraímos a luz, mas precisamos aprender a ter controle sobre ela, através de nosso desejo!

Faça o Download de bênçãos e muito mais, mas aperte o botão silenciosamente, sem angustias, mas cheios de certezas e confianças.... e deixe a luz descer e Instalar-se.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012



O abismo que tanto se apresentou nos livros e que não tinha sua compreensão, agora se apresenta com sentido e propósito. Num ponto de nossa caminhada caímos no abismo e lá estamos.

O abismo nos convida a queda da consciência, a separação e distanciamento da luz da arvore da vida. Ele é o convite a angustia para um novo amanhecer. E neste amanhecer surge uma nova ordem, uma direção é estabelecida. O abismo que possibilita o reconhecer, é a separação, um estar longe da minha casa, do útero, da estrutura segura, é aqui que construo o meu saber – saber sobre si.

Caímos no abismo, saímos da luz, entramos na escuridão, sentimos o vazio, mas o vazio nos possibilita o exercício do preencher, a ação em busca de uma união, aquilo que nos preenche, e o preencher é individual.

A separação nos possibilita a reconciliação e o reconhecimento em busca da união. Saímos da arvore da vida e caímos na arvore do conhecimento do bem e do mal. E conhecimento não é saber! Mas o saber é o convite para a consciência.

domingo, 5 de fevereiro de 2012


Para quem quer adentrar a essência das coisas, para quem quer mergulhar no céu interior e exterior, nas terras interiores e exteriores, compreendendo a natureza das arvores, das plantas, raízes e pedras através de sua aparência externa. A Kabbalah é um convite para adentrar na porta do oculto, um mergulho nos mistérios da vida.
Ela é a experiência propriamente dita, onde provamos pessoalmente o sabor da vida. Através das experiências externas podemos adentrar o circulo interno, chegando na essência de D’us em cada coisa criada por Ele. Tudo revela e oculta D’us! É Ele a causa das causas e em nossa jornada interior vamos revelando a causa de tudo, revelando a luz que existe dentro de nós e fora de nós.
Tudo foi criado por Ele, então tudo contem luz e necessita ser revelado, descoberto.
A Kabbalah nos convida para revelar, re-velar, na quietude de quem cuida, vela, descobre-se os mistérios. No silêncio nos colocamos num lugar novo, sagrado – de união.
A Kabbalah é um casamento com nossas partes não reveladas, o não divino (profano) que se reencontra com o sagrado – divino, o barulho, a escuridão, a dor, duvida que se reencontra com a luz, a plenitude, silêncio. Neste casamento revelamos a transformação, trazemos um novo e pleno ser!

Muitos se perdem no caminho da vida, pois criaram bases em uma realidade material, sofrem com o comando da inteligência só do corpo, a nefesh – que com suas necessidades de sobrevivência vive na volta do que existe externamente – o aparente. Movido por medo e inseguranças a sombra de cada pessoa é criada e comanda a vida. Aos poucos estas buscas, finitas que são, perdem o valor e a consistência, a alma grita por algo mais consistente.
Muito de vocês buscam a escola, na certeza que a Kabbalah lhe trará de volta para o seu caminho verdadeiro. É a sua alma gritando, necessita de espaço, necessita ser ouvida!
É preciso casar estas partes...a alma necessita do corpo! E o corpo da alma. Mas precisam andar juntos...instintos necessitam de maturidade, luz! Nada pode pesar só para um lado, pois daí trazemos sofrimento.
Fazer um caminho espiritual é ter noção que descobrir a vida é descobrir a si mesmos, abrir um novo espaço.
Existem forças contrárias, infantis, que nos seguram, que nos fazem voltar para os instintos, medos e inseguranças, mas é preciso ter fé, segurar-se em si mesmos.....Não deixar a ferida comandar! Mas curar a ferida!

ECLIPSE E A ESCURIDÃO

Voce tem medo do escuro? normalmente temos, normalmente não desejamos situações de escuridão em nossas vidas. A kabbalah nos mostra at...