sábado, 26 de setembro de 2009

Encontros e Desencontros


Marcados e cheios de vícios
Nos vestimos com novas cores
Desbotadas
Cintilantes
Movimento novo,
Descanso depois de uma vida de esforço
Uma luta constante
E a conquista do amor ... de lá e de cá.
E a rede se move
Anda
Corre
Mexe com todos

Agora sim, mais do que ensinar e lutar diariamente
Movo-me

Numa rede, cabeça a cabeça
Da Coroa ao Reino
Movendo e limpando cada estagio, cada estação.

Aos poucos vou abrindo em minha vida uma nova árvore
Novos entrelaçamentos acontecem
E a vida vai

Por que chove tanto, meu D´us!!!???


Chuva que molha, que lava a nossa casa, limpa todos os cantos, levando todas as sujeiras vistas e não vistas. Vibrações que são impurezas, causas de todos os males.

E Guilherme Arantes canta:

Certos dias, de chuva
Nem é bom sair
De casa, agitar
É melhor dormir...

Deixa Chover!...


Chuva que traz o tempo das aguas, que descem dos céus para lavar a terra.

Águas de chokhma, vindas da sabedoria divina.

Águas que são de "Maim", limpam, purificam, transformam, renovam os corpos, trazendo o tempo de 40, dias ou anos, para que sejamos outras pessoas.

Na agua deixamos ir nossas emoções, que ganharam a forma que a vasilha lhe der, e é esta mesma agua que irá moldar a vasilha.

Pegue o Guimel, shin e mem e voce terá a palava Gueshem = chuva (3,300 e 40 = 343 = 10) E 10 é a volta para o Divino. É a mão de D´us!


Deixa chover, pois necessitamos nutrir nossa alma com as águas de cima.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


Quem sou? O que vim fazer aqui?
Por que escolhi estar aqui?


Cada um de nós tem uma história, um caminho percorrido e a percorrer, um encontro e reencontro.
Nossa caminhada começa e sempre volta para a escravidão de Mitzraim (Egito) e o andar em busca da libertação, o que nos leva para Midbar (Deserto).
Na busca de saciar a sede encontramos a cabala, um ensinamento espiritual, que nos guia num caminho onde descobrir o que se é e quem somos. Nos dando um sentido em nossa caminhada, para qual lado; e o sentido de significados de cada acontecimento desta vida.
A cabala traz suas mística sedutora, poder e misticismo juntos, movem nossas vidas que em busca de respostas, nos inunda de novas perguntas. Seu conhecimento é cheio de tramas e necessita de tradução constantemente para que possamos fazer esta caminhada de forma leve e cheia de entendimentos, pois possui uma linguagem chamada de Ramificações, a linguagem do Sod (mistérios). Seus caminhos não são revelados, por isto, necessitamos de mestres e tradutores que possam revela-la.
E o que é revelado? As coisas de um outro mundo e não deste mundo.
Este mundo é um mundo de conseqüências, manifestações, onde uma outra dimensão se revela, mas nós queremos encontrar a verdade e ela vem de um mundo superior, oculto.
E a cabala revela este mundo, de forma simbólica, mágica e encantadora. A cabala não fala do mundo daqui, mas do de lá, e é lá que vamos descobrir nossa identidade, na entrada do deserto, podemos acessar outras realidades e nos descobrir.
É preciso aprender a ler esta linguagem aprender a aprender sobre cabala.
É preciso transformar as coisas deste mundo para alcançar os mundos superiores.
É preciso limpar e reorganizar o mundo físico, emocional e mental, deixar com que tudo possa fluir e assim atingir os níveis de consciência que irão trazer as respostas e os caminhos para que possamos percorrer.

Ela é a chave para a sabedoria oculta, felicidade e plenitude, nos trazendo de volta ao nosso verdadeiro lugar aqui na terra, pois nos convida a ir construindo a nós mesmos.

Cada um de nós constrói uma historia, cheia de dramas, sofrimentos e alegrias. A cada dia existe um novo desafio, diariamente somos empurrados pelos nossos desejos de estarmos sempre satisfeitos e plenos, queremos, na maior parte do tempo uma vida fácil, mas nosso verdadeiro motivo de estarmos aqui é pura transformação, logo, a cada vida um palco diferente, novos personagens, novas paisagens, novos objetivos, novas necessidades de sobrevivência.
Num olhar mais profundo somos caminhantes, de um deserto em busca de saber o que somos e o que se passa dentro de nós.
Como?, por que?, quem?..... são questões constantes.
Caminhantes de um grande deserto sem respostas definidas, mas sempre cheio de perguntas, emoções, tensões e pensamentos quase infinitos.
Caminhamos, muitas vezes com vontade de parar, desistir, muitas vezes cansados, sedentos, solitários. Na maior parte do caminho a única coisa que conquistamos são pedras em nossos sapatos e areia em nosso rosto. Cansados, com suor no rosto...caímos em desistência e neste momento, vamos mergulhando em nosso silêncio, entregues, saímos de nossa estrutura egóica, chegamos mais próximos de nossa verdadeira essência.
Orgulho, vaidade, medos e outros sentimentos que parecem segurar a nossa vida caem por terra a abaixo, e sentimos que algo em nós morre.
O cansaço faz aparecer dentro de nós um silêncio, uma paciência e tolerância, uma entrega de quase perdão. Este é um caminho que deve ser traçado com conhecimento, para que se chegue na construção de uma fé e confiança, que vem com a entrega.
Mas muitos outros caminhos existem, sem que se possa entrar no sofrimento ou numa caminhada sem rumo.
O deserto é um local sagrado, respeita aquele que o respeita, abre seus caminhos para aqueles que querem deixar com que ele exista dentro de si.
Hisbodedus, é a palavra hebraica que define a experiência do deserto, da caminhada, o tempo para si mesmos. Ela é uma técnica meditativa, que nos coloca num mergulho interno tão intenso, que afasta de nós os barulhos e a pressão do dia-dia, para que se possa retornar com mais força, maior centralidade, com clareza de idéias e objetivos. Muito mais do que relaxamento, através de sua técnica podemos nos sentir mais confiantes e relaxados frente à vida.
A cada dia, a cada hora podemos encontrar este espaço dentro de nós, a kabbalah traz as chaves para entrarmos nele.

sábado, 19 de setembro de 2009


...era fascinante ficar observando os ovos galados, em um granja quando chegava o período em que os pintos quebrariam suas cascas e sairiam de seus pequenos mundo, apertado, e surgiriam para o nosso mundo. Agora, mais livres e mais secos.
Todo o esforço para nascer será recompensado pela liberdade de movimentos, mas algumas surpresas esperam por este novo ser.
A primeira: para ganhar liberdade ele mesmo teve de quebrar a sua cascas, bahhh, que esforço!
Bem e depois disto terá de buscar seus alimentos, lutar pelo seu espaço, dividir o espaço, buscar sustentar seus impulsos de sobrevivência. Sorte do Pinto que nasce em uma granja, não precisará correr o mundo para tornar-se um belo galo ou galinha, com sua função bem definida. Por sorte ou azar seus destino simples pode ser modificado.
Mas ele não tem muito o que pensar, o destino é curto e limitado. Sem Livre Arbítrio.
Mas para aqueles que ganharam o Livre Arbítrio, ganharam a faculdade de pensar e agir e com isto trazem um outro e outro, e mais outro destino. Ou a possibilidade de fazer o seu. Possibilidades que se abrem quando percebemos que existe uma dinâmica de realidades e decisões.
Rosh HaShanah é uma porta para um novo destino. E nesta porta encontramos um dia de juízo.

Um estranho dia.

Tudo começa com alguém nos julgando?
Mais do que julgar como certo ou errado, é o julgamento do que vamos carregar para frente. Um nova viagem está começando e será que devemos levar as mesmas coisas do passado? A mesma bagagem?
Um novo mundo é a consciência que devemos ter.
Sempre existe algo novo em tua frente, mas é preciso quebrar o ovo!
É preciso querer sair do mundo antigo, apertado.

Nestes dias te espicha, alonga, expande.

Faça um Shiniu baRosh – Mude a cabeça!
Mude a forma como você inicia tudo!
Inicie de forma equilibrada! Como libra, o signo do mês nos pede!
Shaná Tová!!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009


Um ano sob a regência da Letra AIN, a letra de valor 70, ligada a palavra AIN que é Olho, OLAM que é mundo, ELAM, que é Oculto, ED que é Tempo, YYIUN que é contemplação.
E este ano é um convite para abrir ou fechar os olhos, depende de cada um, para contemplar o Divino que está oculto neste mundo, o tempo verdadeiro que somente com os olhos corretos podemos ver. Ver a Divina Providencia. O olho que tudo vê.

Ain nos remete a energia de capricórnio, da construção, da correção e limpeza de nossas raivas, pois quando tomados pela raiva, deixamos de construir nossos sonhos.
Ain é o olho de D´us, o olho de Daat, a não sefira, a passagem que só nos é mostrada quando passamos pelo processo de purificação e julgamento Divino.

A letra traz para o ano a observação das coisas que estão se materializando na nossa volta, a matéria que aparece no espaço, com aspecto, aparência, cor, brilho, forma, extensão e superfície.
Ao entrar na Terra de Israel, Joshua era Ai, ayin-yud soletrado, uma forma abreviada de ayin " o Olho ".
Através desta letra poderemos aprender neste novo ciclo a abandonar o que não serve, não satisfaz mais.

Mas não podemos fugir que é também esta letra que traz o mal, a descida aos valores mais baixos e que precisam serem vividos para serem purificados.
Ela nos convida para fazermos um caminho de consciência e fidelidade, para sobreviver a tudo que nos será mostrado. Vamos enxergar e ter consciência da maquina do poder, por isto será um ano de atitudes, limites bem definidos, regras. Um ano que falará do poder, da energização, da capacidade que cada individuo tem de transformar-se e ao todo que integra.

Também traz o caminho da renovação, através do olho que nos prepara para o auto conhecimento, através do buscar, do estudar, separar, pesquisar, analisar, avaliar, sintetizar aquilo que há de mais elevado. Neste momento inicia a aplicação da ação da restrição, pois o intelecto inferior tenta agir de forma reativa, impulsiva e egoísta, numa visão sempre voltada somente para as imagens e aparências.

Novos conceitos aparecerão, renovar-se nas relações e nos significados da vida. A consciência da existência real do outro começa aqui, com a confiança e fé.
A letra Ayin é uma letra sim¬ples, seu valor é 70 e corresponde-se com a letra H, o nada, silencio, mas um silencio que deseja, necessita, e dependendo como funcionar pode gerar o mal.
Neste caminho, Ayin é a reorganização da perspectiva que dá uma nova visão das coisas. Temos o olho físico que pode nos conduzir a enganos. "As cores fazem com que os homens tenham olhos e não vejam. Os sons fazem com que os homens tenham ouvidos e não escutem". ("Tao te King" - Cap. 34). Temos o olho interno que nos leva à Grande Visão.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009


Desejo a todos de coração que seguem seus caminhos e os caminhos cabalisticos, que tenham caminhos de luz, que os desafios nos tornem cada vez mais fortes e grandes, melhores a cada dia.
Que as pessoas em nossa volta possam olhar o mundo,m a nós e a si mesmos com olhos limpos e abertos.
Que o mal que existe em cada um de nós, possa ser apaziguado, "domado" e devolvido a sua verdadeira função.
Que aqueles que possuem dificuldades de ver a si mesmos, possam ultrapassar a barreira do medo e entregar-se a maior experiencia da vida, o encontro consigo, que é o encontro com D´us.
Shalom a todos!
Adriana Finkelstein

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CICLO NOVO


Hoje, logo hoje é dia de estudo.
Abre teu livro
Abre tua mente
Abre teus olhos...um novo ano desponta em tua mente

Mas voce diz: " Não vejo nada..."
Sim voce não verá nada, não agora...mas abra seus olhos.
Sinta com os olhos cada coisa que aparece , deixe as imagens surgirem, não vá até elas.
Receba-as.

Agora voce entende por que é preciso preparar-se para receber.
Limpar os filtros, limpar os olhos.
Limpe para enxergar dentro, quem e o que és?
Seja bem e seja mal, mas SEJA.
E nunca seja um só, por que isto não existe!


Abrir-se é entregar-se.
MOVIMENTAR-SE.

sábado, 12 de setembro de 2009


Uma voz é ouvida, num lamento alto e desesperado.

Rachel chora por seus filhos
Ela se recusa a ser consolada
Pois eles se foram.

"Não deixa tua voz lamentar-se" – D’us diz a ela. "Segura as lágrimas de teus olhos. Pois tua obra tem sua recompensa, e teus filhos voltarão." (Yirmiyáhu 31:14)

Chora a Shechina!
Chora o coração, destruido.
A casa de Estudos, a casa da sabedoria foi destruida.

A voz de D´us pede uma corrente de luz para reerguer o Templo de Jerusalem.
Orações, orações...por favor...muitas orações.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O TEMPO DAS PEQUENAS COISAS

Ai...como nos falta sabedoria!!
Como pequenas coisas tomam uma dimensão tão estúpida em nossas vidas.
Pequenos ventos, suspiram e nos ameaçam demais.
Como sê é estúpido! Meu.....
Falta de sabedoria tem nome......
E nos rebaixam demais....
neste mundo existem as duas coisas, co existem....conhecimento e tolice.
E o conhecimento só se atinge com disciplina, rigor, não existe educação sem dar limites,
limites aos cegos, que guiados pelo seu ego não vem nada e criam personagens dentro de si, acham que são.
Desejam a conversão por que não suportam a si mesmos.
Deparam-se com suas próprias culpas e vergonhas...mas longe de si mesmos,
de suas verdades, da dor que são, deixam seus demônios os dominarem.
Vivendo na fantasia e na sua loucura, não respeitam e
não suportam aqueles que sabem e tem experiência.
Aqueles que enxergam e apontam.
Pobre de mim (rsrsr) que aponto!
E sem vergonha aponto o dedo para quem é ego sem identidade,
vive no deslumbramento, cortado de tudo, revoltado por não fazer parte.
Sou pai e sou mãe, não vim ao mundo para ser boazinha.
Vim para educar e sabedoria está acima de valores dos bonzinhos.
Há muito mal que existe para bem.
Tolos são aqueles que nunca foram nem pai e nem mãe ...e ainda dizem graças a deus – não conhecem o verdadeiro compartilhar, o verdadeiro prazer da vida.
Não veem nada do oculto. Olhos só para fora.
Tolo é um João Ninguém, que tenta ganhar identidade a custas do outros.

Sábio é um João de Todos.

Vamos colocar ordem neste galinheiro, sim Bolfo, vamos colocar ordem neste galinheiro.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Caminhos e acontecimentos


É tarde da noite. Inicio da lua Cheia de Elul, muitas coisas andam acontecendo, muitas respostas, mudanças.
Todos dias o toque do shofar entra em minha casa, penetra meus ouvidos e meu coração, um toque longo, que é possível sentir no peito. Entra em minha casa sem pedir licença, me faz parar tudo, sempre no mesmo horário. Apenas recebo o som, que me abre para sair da realidade corrida, da realidade desta vida e me remete a tradição, a religiosidade, me pedindo para mudar, para e entrar para dentro.
Acontecimentos que se acumulam, que são vistos como a cena de um filme em minha mente, separados uns dos outros, que numa dimensão de Olam Briah podemos ver todos interligados, trazendo um movimento único – cresça, evolua, liberte-se de sua dor.
Queria enxergar algo, para mudar. E D´us com sua misericórdia, mostra-me que os caminhos estão sempre mais próximos e que são menos idólatras do que pensamos. Não precisamos acender vela para nos libertar. É preciso acender a vontade e a consciência!!
D´us me mostrou que vivemos uma história sabendo de seu futuro, sabendo de seus acontecimentos, e mesmo assim, parecendo que estamos de fora da história, somos protagonistas como qualquer um. Estamos ali, participando, fazendo parte de cada cena. Interpretando algo. Quanto mais acessamos a consciência que sabe a história, mais poderemos mudar. É preciso saber sair da cena e olha-la sob novos ângulos, e depois retornar a cena.
Mas nunca mais retornaremos iguais, mas agora mais responsáveis, mais diretos, com maior atitude.
É hora para parar e desejar mudar, não mais sermos vitimas, desejar com com choro, com não merecimento. Consciência e atitude.

ECLIPSE E A ESCURIDÃO

Voce tem medo do escuro? normalmente temos, normalmente não desejamos situações de escuridão em nossas vidas. A kabbalah nos mostra at...